Posts com Tag ‘relacionamento’

Oi pessoal! Descobri o blog de vocês pesquisando na net sobre como deveria fazer para conseguir conquistar um carinha por quem estou apaixonado. Para que vocês entendam melhor, vou contar um pouco da minha história.

Já na infância tive vontade de ter contatos homo afetivos com alguns amigos. Na adolescência tive um amigo muito próximo com quem sempre tive algumas “insinuações” mas nenhum contato físico. Nesse ínterim, nunca deixei de gostar e namorar garotas. Só que hoje, aos 24 anos, encontrei um cara por quem me arrisquei e começamos a ficar.

Esse cara é, de fato, o primeiro homem com quem me relaciono (até o presente momento temos ficado algumas vezes e tiramos apenas sarros, nada de sexo gay). O problema é que estou completamente apaixonado por ele. Infelizmente ele é do tipo que gosta de estar livre para ficar com “quem” quiser e “quando” quiser e preciso admitir que isso tem me machucado muito porque, não vou mentir, estou amando o cara. Como não estou acostumado ao universo gay, tenho lido muito e pesquisado sobre como são os relacionamentos homo afetivos e o que posso fazer para conquistá-lo.

Como só tinha ficado com mulheres, muitas vezes (quase sempre) não sei como devo tocá-lo, de que forma pegá-lo, como provocar prazer nele. E é por essa imperícia que creio não conseguir conquistá-lo.

Ele é um cara de 23 anos, experiente no universo gay e passivo.

Eu, um cara bissexual e que topo fazer qualquer coisa com ele.

A ajuda que eu quero é:

1º Como faço para conquistá-lo, levando em consideração que nunca tive contatos com homens?;

2º Do que os gays gostam nos outros homens?;

3º Qual é o “Ponto G” de um gay passivo?

4º Como e onde pegá-lo para lhe proporcionar mais prazer?;

Resumindo: preciso saber de que forma eu posso melhorar meu desempenho para fazer com que esse cara fique comigo.

Obrigado!

Casa Nova, 24 anos – Recife/Pe

COnquistando o boy Magia gays Gostam

Oi, Casa Nova! Meu primeiro impulso, ao ler sua história, foi escrever: FOGE, MENINO, FOGE! Essa coisa de se apaixonar por quem quer ficar livre para saltitar pela vida é uma roubada. É sempre muito cômodo pro cara saber que alguém o ama e que ele terá sempre alguém que vai topar tudo o que ele quiser.

Mas, vou responder o que perguntou:

1º Como faço para conquistá-lo, levando em consideração que nunca tive contatos com homens?;
Resposta: Homens não são ETs. Você é homem, basicamente, o que você curte, ele também curtirá. Mas no sentido romântico de conquista… não sei. Se ele não quer um relacionamento sério, pode te achar meloso demais… se você mandar flores, por exemplo. E se disser “Eu Te Amo” pra esse boy, ele pode sumir… Então, melhor é demonstrar interesse, mas não muito. Não se entregue de bandeja.

2º Do que os gay’s gostam nos outros homens?;
O que me faz gostar de homem é a postura de homem, pegada forte. Então, muita delicadeza me brocha. Não, não gosto de apanhar, apenas me refiro ao toque, pele… é diferente, mulher é mais delicadinha. Então, gays gostam de macho. Agora no sexo… cada um gosta de uma coisa… o melhor é ir percebendo o que faz esse boy gemer mais alto… o que lhe dá mais prazer..

3º Qual é o “Ponto G” de um gay passivo?
Ai. Que ponto G? Você quer dizer o ponto O de Olho do Koo, né?

4º Como e onde pegá-lo para lhe proporcionar mais prazer?;
Como disse, isso difere de ser humano pra ser humano! Eu fico doido se mordiscam milha orelha, tem gente que pira se lambem e mordiscam seus  mamilos dos peitos.. tem quem goste que o parceiro brinque de “dedinhos da Eliana” no ponto O… o jeito é ver o que surte mais efeito nele.

Resumindo: preciso saber de que forma eu posso melhorar meu desempenho para fazer com que esse cara fique comigo“.
Casa Nova, seu lindo! Se prepare para tomar um SHOCK DE REALIDADE: Não é o fato de você mandar bem ou mal que fará o boy querer te namorar. Se ele quer no momento saltitar de cama em cama, tenha em mente que o NÃO prum relacionamento com ele você já tem. Então, curta. Sem neuras. Sem endeusar o boy. Sem se menosprezar e se colocar pressão demais pra segurá-lo contigo.
Tudo na vida passa, meu filho. E tudo serve de aprendizado. Aproveita enquanto dura. Se ele não quiser mesmo ser teu namorado, azar o dele.

Beijas, L^^e!))).

APOGLBT retoma debates sobre diversidade sexual

A Associação da Parada Gay, ou APOGLBT retoma grupos de discussão sobre diversidade sexual em sua sede na próxima 4ª feira a partir das 17h30. Haverá uma reunião direcionada a todos os segmentos para iniciar as atividades e promover a socialização entre os participantes, e de alunos de psicologia da Unicsul, que acompanharão os debates, assim como os diretores da associação.

Tais grupos de discussão sobre diversidade sexual são realizados desde 2002 através de secretarias internas da associação, o intuito é identificar necessidades, características e comportamentos específicos de cada segmento do universo gay. Além disso, serve como um espaço para troca de experiências pessoais, apoio mútuo e capacitação para novos ativistas gays.

Os grupos abordarão temas como: direitos gays, leis, cidadania, saúde, prevenção, sexo gay, relacionamento, família, escola, formação, trabalho, preconceito e muitos outros, sempre sugeridos conforme o interesse do grupo de discussão. Além de todos esses debates o grupo ainda tem a exibição de alguns filmes, passeios culturais, visitas a exposições e peças de teatro.

Para participar não é necessário nenhum pré-requisito, inscrição prévia, nem assiduidade. As próximas datas com os temas respectivos de cada grupo serão definidas a partir desse primeiro encontro.

| SERVIÇOGrupos de discussão da APOGLBT
| O que? |Reunião de reabertura com todos os segmentos
| Quando? |Dia 5 de outubro, quinta-feira, às 17h30
| Onde? | Praça da República, 386, conjunto 22, Centro
| Info | 11 3362-8266 ou paradasp@paradasp.org.br

O site de relacionamento ParPerfeito realizou uma pesquisa com 35 mil usuários de seus serviços e pode comprovar que a idade revela o que homens esperam de um relacionamento, inclusive os gays que também usam o site.

Durante a enquete o site pediu que seus usuários escolhessem uma frase mais sentido para eles e ao analisar os resultados por faixa etária e expressão escolhida é possível verificar como a fase vivida em cada idade influencia na busca por um relacionamento sério e duradouro.

Entre o público de 18 a 24 anos a expressão ‘vamos nos divertir sem pensar no amanhã‘ foi a campeã com 37% dos votos e a frase ‘e viveram felizes para sempre‘ faz mais sentido para os homens com idade entre 25 e 35 anos. Agora os usuários mais maduros [entre 36 e 46 anos] escolheram ‘que seja eterno enquanto dure‘.

Acredito que essa pesquisa esteja próximo da realidade, apesar de que há exceções em todas as idades. Jovens realmente preferem curtir a vida livremente, enquanto aqueles um pouco mais velhos que já se divertiram pensam em algo mais sério e por último os mais velhos não tentam criar expectativas porque já se ferraram bastante quando acreditavam em contos de fadas e pensavam que ‘e viveram felizes para sempre‘ era algo que acontecia na vida real.

Casal de lésbicas completa 70 anos de casadas

O casal de lésbicas, Caroline Leto e Venera Magazzu, completou 70 anos de casadas e comemorarão 100 anos de idade  juntas! Para quem acredita que o amor não existe, ou que nunca achará ninguém com quem dividir as alegrias e tristezas, amor e doenças até que a morte os separe; está aí um exemplo que gays e lésbicas podem SIM vive um grande amor.

Leto e Magazzu se conheceram em Nova York, durante uma festa. Caroline adorou o estilo de Venera. Venera achou Caroline divertida e após um ano mudaram-se para uma humilde casa e passaram a maior parte da vida lá, mas apenas poucos amigos sabiam de seu relacionamento.

Eu acho que a maior parte das pessoas desconfiava, mas nunca fizeram escândalo sobre isso porque éramos apenas duas mulheres. Eles não perguntavam, e nós simplesmente não falávamos‘, disse Mazzagu.

O relacionamento permaneceu em segredo por muitos anos e mesmo assim enfrentou preconceitos. ‘Você simplesmente não podia dizer para todo mundo que nós éramos amantes‘, contou Leto. ‘Você diz para as pessoas que somos amigas, algumas pensam que éramos irmãs‘. Como qualquer casal [hetero ou gay] enfrentaram brigas e discussões mas o amor se manteve presente durante todos esses anos.

Um amigo do casal disse: ‘Honestamente, eu acho que as duas estão mais apaixonadas do que no passado. Olhe para os casais heterossexuais. Você tem sorte se ainda permanece casado após sete anos. Esta é uma história de amor incrível!’

As meninas dizem que não farão nenhuma festa para comemorar, e o argumento? Estão muito velhas para comemorações, mas a uma associação de gays e lésbicas chamada Etz Chaim, planeja uma festa e esperam que as meninas mostrem como se dança a polka.

Preciso de ajuda! Comecei a estudar em uma escola nova esse ano, entrei pro blog da escola e virei super amigo do editor chefe, um garoto do 3º ano.

Não pude evitar, acabei me apaixonando por ele, mas achei que seria algo platônico pois todos acham que ele é HT, e todos dizem que ele namora com uma menina que vive grudada nele. Mas com o passar do tempo nós nos tornamos muito amigos e eu contei que gostava dele. Eentão pra minha surpresa ele disse que tambem estava ‘afim‘ de mim.

Começamos a ficar, e ele me pediu em namoro há duas semanas atrás, mas como ele não é assumido eu prometi que manteria o nosso relacionamento em segredo. Não posso evitar ficar com ciúmes da suposta ‘melhor amiga’, até por que o comportamento dele é estranho em relação a ela, todo o tempo quando eu estou com ele chega sms dela no cel dele e ele não me deixa ver.

Como eu vivo com a pulga atrás da orelha, fui fazer amizade com ela. Então inventei que um amigo estava interessado nela e perguntei se ela tem namorado, e ela me disse que namorava com ele.

Estou muito triste e confuso, qual é a dele??

Se ele já namorava com ela como ele pode me pedir em namoro?

Estou muito decepcionado, não sei nem o que pensar sobre isso. O pior de tudo é que eu realmente gosto dele, e não vou suportar mais ve-lô com ela.

Dinho, via e-mail

Cena do curta-metragem: Poliamor

Hey Dinho, que situação hein?!

É a coisa mais normal namorar caras não assumidos, até porque acredito que sejam boa parte da população gay, que vive uma ‘vida dupla’, com medo que o preconceito e a intolerância se aproximem deles. Eu entendo seu namorado não assumir, mas sempre sou a favor da verdade, por isso EU me assumi, mas cada caso é um caso, e cada um sabe o que é melhor pra si.

Acho que o melhor a se fazer é conversar com ele abertamente, e falar com todas as letras o que essa menina te falou, e abrir seu coração para o namorado e contar sobre sua insegurança a respeito dela e do relacionamento. As vezes ele acha que você convive bem com essa amizade e acaba por usá-la como fachada para uma falsa heterossexualidade. Conversar não mata, apenas torna o relacionamento mais forte e fundamentado na confiança e segurança de ambas as partes.

O que pode acontecer é que ele seja bissexual e namore com os dois ao mesmo tempo. Isso não é difícil de acontecer no universo gay. Uma forma fácil de descobrir é conversando e perguntando na cara dura o que ele sente/tem com essa menina. A parte dela você já sabe, ela se diz namorada. ~ELA SE DIZ~ mas até ser namorada de verdade são outros 500.

Semana passada aqui no blog comentei sobre o curta-metragem Poliamor. Você leu? Se não leu fica a dica, porque pode ser algo interessante se o fato dele namorar os dois ao mesmo tempo se confirme, viu?

Olá meus queridos.  Tudo bem com vocês?  Estou de volta com mais uma história.  Espero que gostem.

“Há 3 anos, Rafael viajava para a Austrália para fazer um intercâmbio de 6 meses e tentar voltar com o inglês fluente.  Após sua chegada, muita coisa mudou, e o que seriam 6 meses acabou virando 3 anos.

Durante o tempo em que esteve por lá, conheceu muita gente diferente e viveu uma outra realidade.  Teve alguns namorados, mas acabou se firmando realmente com Brian, um australiano que já havia morado alguns anos em Buenos Aires.

Brian mostrou ao Rafael o outro lado da cidade.  Mostrou a ele o que era ter um relacionamento de verdade.  Ambos se amavam.  Lá eles podiam levar a vida de um casal gay como se fossem heteros.  Ninguém os apontava na rua caso quisessem andar abraçados ou fazer alguma demonstração de carinho em público.

O que parecia um sonho para Rafael era uma realização pessoal para Brian.  Assim como todos, ele sempre buscou um relacionamento sério e verdadeiro.  Até fazia planos para o futuro.

Mas o mundo dá voltas e tudo pode mudar de uma hora para outra.  E foi exatamente o que aconteceu.  Rafael precisava voltar ao Brasil.  Seus pais, já velhinhos, estavam precisando da presença dele, o pai havia adoecido de Alzheimer, e sua mãe temia que ele não se lembrasse mais do filho.  Seu pai já estava vivendo nos anos 80.

Depois de muito relutar, ele resolve voltar, mas deixa o namorado na Austrália.  Planos foram feitos para que muito em breve Brian também viesse e pudessem estar juntos novamente.

Despedida no aeroporto, lágrimas e juras de amor.  O que os consolava era o fato de que se veriam novamente muito em breve.

Em um gesto de carinho, Rafael tira a blusa que está usando e dá a Brian,  para que toda vez que sentir saudades, sinta o seu cheiro e saiba que a situação é temporária e que logo estarão juntos.

A chegada de Rafael ao Brasil foi muito comemorada, afinal de contas, os amigos e a família não o via há bastante tempo.

Passada a novidade da chegada, Rafael resolveu voltar a morar em seu apartamento , que não era na mesma cidade em que os pais moravam.  Reviu alguns amigos, fez novos… enfim… voltou a viver a vida que sempre teve aqui.

Apesar de estar aqui, sempre estava com o pensamento no namorado que havia deixado na Austrália.  Sempre se falavam via internet e juras de amor eterno eram reafirmadas.

Rafael retomou sua vida aqui de onde havia parado.  Era como se ele não tivesse ficado tanto tempo fora.  Voltou a sair, a frequentar baladas, bares, festas… e a ficar com outras pessoas.

Na cabeça dele, Brian estava fazendo o mesmo.  Ele sempre considerou o namorado extremamente “sexual”.  Não conseguia ficar muito tempo sem sexo.  E se fosse esse o caso, não teria problema algum para ele, pois estava fazendo o mesmo por aqui.

Alguns meses se passaram e vários parceiros também passaram pela cama de Rafael.  As coisas fugiram um pouco do controle e ele já não sabia mais o que sentia por Brian.  As juras de amor eterno, os planos de ficarem juntos aqui e tudo o que haviam planejado para o futuro começou a parecer muito estranho para ele.

Era a primeira vez que ele havia pensado em um futuro ao lado de alguém.  Brian foi o primeiro a mostrar para ele o amor verdadeiro e incondicional.  Mas a vida de solteiro também era boa!!!  Era bom para ele ficar com um homem diferente a cada dia.  Era prazeroso, mas no fundo era vazia.  A maioria deles só queria sexo fácil e mais nada.

Em meio a isso tudo, Rafael já vinha amadurecendo a idéia de como terminar o relacionamento com Brian.  Ele já não tinha mais certeza de nada sobre o que sentia.

Finalmente ele cria coragem e termina.   Deu algumas desculpas e não disse o real motivo.

Brian ficou arrasado.  O amor de sua vida, aquele com quem se imaginava no futuro havia terminado com ele, e a distância. Os motivos não pareciam plausíveis.  O amor que sentia por Rafael era capaz de superar tudo aquilo.

Aqui, Rafael, manteve suas 24 horas de “luto” pelo fim do namoro e continuou “pegando geral”.

Ficou claro que ele estava procurando suprir com sexo casual  a falta que Brian fazia a ele.  Mas por trás de tudo isso, havia um grande medo.  O medo de continuar a viver com o namorado a história que tinham na Austrália.

Convenhamos que viver no Brasil um relacionamento gay não é a mesma coisa.  Aqui ainda existe muito preconceito e discriminação.  Ele não tinha opinião própria e nem coragem para isso.  Seria sempre cercado pela ideia do que “os outros” falariam dele.

Viver fora do país, longe dos amigos e da família é realmente complicado.  A carência é maior e o primeiro que te oferece um pouco de carinho e atenção já é capaz de despertar não um amor, mas um sentimento de afeição muito grande.  O que não significa que Rafael não amasse Brian, mas o que ele sentia não era tão intenso quando o namorado imaginava que fosse.

A distância e a volta ao círculo familiar e de amizades, fez com que Rafael percebesse que aquela história era um conto de fadas do qual foi tirado a contra gosto.

Será que se ele voltasse para a Austrália, as coisas seriam diferentes e eles poderiam continuar de onde pararam?

Será que se Brian viesse ao Brasil conseguiria reconquistar Rafael?

Realmente não sei.  Isso só o tempo dirá.”

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

Ola pessoal do DQOGG. Sou o Nemo, faz um tempão que não dou o face aqui, mas pode ter certeza que ainda acompanho o blog!

Gostaria de saber se existe algum motivo, resposta, explicação para eu ter virado uma bitch!

Não chega a ser algo do tipo sair com primeiro cara que encontro, é mais emocional talvez, eu começo a namorar um e logo já estou envolvido com outra(s) pessoa(s), então eu conheço alguem novo e começa a acontecer um relacionamento mais casual, todos juntos!

Não é putaria minha (pelo menos não que eu tenha consciência disso) eu apenas não consigo dizer não para a pessoa, sabe, magoar ela depois de ter sido tratado bem.

Talvez eu seja apenas muito egoísta hehe, falei com um amigo gay sobre isso e ele disse que era bondade, mas eu não consigo ver nada de bom nisso.

Bem, queria saber se isso é normal, se tipo é difícil mesmo dar o fora em alguém, querer estar com todo mundo que você gostou e tal, por esse caminho.

Acabei escrevendo muito de qualquer forma, espero que pelo menos tenha passado como a situação está tensa!

Nemo, via e-mail

Olá Nemo, realmente senti sua falta aqui no blog, seja enviando perguntas ou comentando os posts. Apareça mais, hein???

Quanto ao seu probleminha: Aprender a dizer não é um grande passo em se respeitar, sabe porque? Muitas vezes acabamos por fazer algumas coisas que não temos vontade pela dificuldade em dizer não às pessoas. Fazer as coisas sem vontade é, de uma certa forma, anular nossas reais vontades em detrimento da felicidade dos outros. Dizer ‘não‘ a uma pessoa não significa que você não a estime, mas simplesmente que não está com vontade, concorda ou pode fazer o que ela pede. Não é maldade nenhuma dizer isso a alguém.

Eu vejo por outro lado essa questão de ficar com as pessoas. Já pensou que no momento que você fica com uma pessoa [se relacionando com outra], está magoando a pessoa com que você está? Isso muitas vezes machuca ~muito~ e em meio a tantas pessoas será que você consegue realmente se relacionar com elas, ou tudo fica na superficialidade? Tome um pouco de cuidado com isso, porque quem pode se machucar no final é você.

Quando se entra e sai de ‘relacionamentos‘ com tanta frequência e rapidez acaba que nem conhecemos direito a pessoa com quem estamos, sem falar que isso pode ser uma forma de seu inconsciente mostrar carência excessiva. Quando somos tratados bem não necessariamente precisamos ficar com essa pessoa, mas sim agradecer e tratá-la tão bem quanto nos tratou.

Sair e entrar em relacionamentos sem ter um tempo de repensar o que deu ou não certo, pesar quais foram seus erros e emendar num outro é arriscado. Como você pode repensar nas atitudes ou no que não deu certo no relacionamento passado se não tem tempo para isso? Fazer essa auto análise é essencial para amadurecermos sentimentalmente, e aprender com cada relacionamento de nossas vidas.

Ajo da seguinte forma: Se estou envolvido com alguém não fico jogando olhares ou trocando ideias com outras pessoas porque acho um desrespeito com a pessoa e a partir do momento que eu sentir vontade de ficar/trair essa pessoa com alguém é porque alguma coisa não está legal. É nessa hora que repenso o relacionamento e meus sentimentos e avalio onde/porque/quando errei. Tento minimizar os danos e resgatar o relacionamento se ainda acreditar nele, do contrário termino e deixo a pessoa livre para conhecer uma pessoa que a faça feliz.

Claro que olhar para outras pessoas e achá-las bonitas é perfeitamente natural, mas esquematizar e ir atrás delas acho sacanagem. Você pode dizer que sou tradicionalista, mas na realidade acredito no amor, na fidelidade e no respeito que tenho por mim e por quem está ao meu lado.

Antes de mais nada, tente repensar o que você tem feito. De repente é aquela carência, vontade de ser aceito e medo de dizer ‘não’, mas pense que antes de mais nada devemos respeito a nós [ideias, dogmas e sentimentos] e dizer a palavra não é perfeitamente normal.