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“Oi meninos, é só uma curiosidade! Faz uns meses que comecei a seguir o Blog e tô curtindo muito, mas queria saber coisas da pré-história, de onde veio a ideia, se o Lê e o Peagá já se conheciam antes, essas coisas!”

Gabriel por Formspring

Leandro Lan Responde:

))) Oi Gabriel, ta bem? Essa coisa de “pré-história” me fez sentir um dinossauro na terra, obrigado por isso. kkkk 

Seguinte, a ideia do Blog surgiu de uma amigona do ‘Peagá Raio Laser’, ela criou o “Do que as mulheres gostam” e sugeriu ao Pê que criasse o “DQOGG“, já que ele é gay assumido. No começo fingíamos ser travestis respondendo perguntas de maneira escrachada. Depois resolvermos ficar mais “sérios” e colocar nosso nome e foto aqui para dar uma credibilidade maior pra este espaço lindo e rico.

Peagá e eu, depois de vermos "Os Mercenários" no cinema...

)))Conheci o Peagá lá em Barbacena… MENTIRA. Sabe o Orkut? Então, eu fucei na página dele e me mijei de rir com o texto que ele escreveu lá. Era uma grosseria só. Achei tão doido que alguém escrevesse tanta coisa assim, não educada, num perfil, que deixei mensagem para ele, nos adicionamos no MSN e nunca mais paramos de nos falar desde então. Eu lembro que tinha um casamento para ir, mas não tinha Blazer (e ainda não tenho) e o Pê me emprestou um dele, todo chique, sem nem me conhecer pessoalmente. Mas, por causa do Blazer, nos conhecemos e aí não paramos mais de sair. Vamos juntos para baladas, cinemas, botecos, shoppings e  ligamos um para o outro para desabafar e etc…

)))Ele diagramava uma revista chamada “Revista Pocket” e me chamou para escrever uns textos lá. Enquanto estava na revista, criou este blog e passei a escrever para cá também. Depois, a revista não deu certo, e a gente ficou escrevendo só para o DQOGG.

))) O Max, nós conhecemos no clube Alôca, aqui em SP. Ele é do interiorrrrr e tinha vindo com um amigo (lindo e loiro) pra fazer balada. Daí o Peagá quis acasalar com o moço loiro e eu fui agitar, mas ao invés de falar direto com o tal loiro, fui falar com o Max, pra ver se rolava do amigo dele ficar com meu amigo… O Max disse que só responderia se eu respondesse uma pergunta pra ele: “Rola de eu ficar contigo?”. Resumindo… eu beijei o Max naquela noite, enquanto o Peagá beijou o loiro. Rolou uma troca de contatos e o Peagá chamou o Max para escrever no Blog também. (O loiro lindo sumiu no mundo e não casou com o Pê.)

)))O Jader é conhecido do Pê de um encontro de blogueiros que acontece aqui em Sampa, o Ebesp. E o Felipe se atirou via Twitter e pediu para escrever aqui, mostrou serviço, e conseguiu um espaço para falar sobre moda.

Ah, caso fiquem pensando “bobices”, eu só beijei o Max, nunca beijei minha sister Peagá, nem o Felipe, nem o Jader e, até onde sei, nenhum deles se pegou… pelo menos enquanto eu estava presente e de olhos bem abertos…. kkkkk

Acho que é isso.

Estamos aqui para servir (aloka). Continuem lendo e mandando perguntas/sugestões para podermos deixar esse nosso cantinho cada vez mais interessante. Acho legal mencionar que fazemos o blog sem ganhar um tostão com isso, então, aceitamos doações. HAHAHAHA. E bom, aceitamos também propostas de casamento, pois estamos todos encalhados solteiros.

Bjuxxx,

L^^e!))).

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“Ui quando sairá um ensaio sensual de vcs do DQOGG? =D”

Anônimo via Formspring

Leandro Madness Responde:

)))Oi, safadinho! Ta bem?

Tenho a sensação que essa mistura seria explosiva! E eu não estaria solteiro.. rs

Seguinte, essa pergunta é fácil de responder!

Faremos um ensaio sensualíssimo quando alguma revista, voltada ao nosso público, nos pagar milhões!

Daí a gente deixa a galera na internet escolher o tema do ensaio e tudo. Tipo: os meninos do DQOGG num clima selvagem, na floresta, pegando no cipó. Ou num clima ferveção, no labirinto da sauna gay. Ou num clima alucinógeno, no deserto do Saara, buscando por água. Enfim. Só não vale pedir pra gente se pegar, pq somos sisters.

)))Pois é, nada de ver nossos corpos assim, desfrutáveis e de graça por aqui, até porque esse não é o foco do Blog. (E, cá entre nós, alguém pagar pra ver a gente seminu é quase impossível!).

E mais, o Peagá é o único de nós que malha. Então, digo por mim, não faria um ensaio gratuito para sensualizar e dar um aperitivo do meu ‘Fuscão Preto’ e da minha ‘Ragatanga’aqui pra galera!

Cobraria caro que é pra poder pagar por fora um expert em Photoshop pra me deixar parecendo uma mistura de Enrique Iglesias, Ricky Martin, Brad Pitt, Colin Farrell e etc…

)))Mas obrigado pela pergunta! Sinal de que, pelo menos, nos acha bonitos de rosto e queria ver o resto do corpo! 

Por enquanto vou te deixar na vontade.  Pra ver meu corpinho tem que dar a sorte de ter um relacionamento mais intimo comigo! Agora, sei que o Peagá, às vezes, exibe alguma foto com sua gostosura via Twitter, então, siga minha sister lá:

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Bjuxxx,

L^^e!))).

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Peagá Entrevista Claudio Nanti

Publicado: 27/02/2011 por @peagapenalvez em Diversão
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Claudio Nanti é uma grande personalidade na noite paulistana, ex-promoter e atual produtor de festas, está nessa vida faz um bom tempo, alcançando SUCESSO atrás de SUCESSO.

Uma das figuras da noite gay que eu mais gosto. Nem sei há quanto tempo nos conhecemos, só sei que faz muuuuuuito tempo.

Como você começou a trabalhar com a noite LGBT?
Foi em 1.999, tudo foi muito por acaso, comecei dando uma força pra um amigo meu que divulgava a MAD QUEEN lá no autorama, o Daniel Martins, você deve lembrar dele né? ( risos ) Pois então, ele acabou curtindo o jeito despojado com que eu falava com as pessoas e me colocou pra divulgar oficialmente a balada. A data oficial é 07 de Setembro de 1.999. Não me esquecerei nunca desse dia ( risos ).

Você é um dos mais antigos promoters de São Paulo, e consequentemente o mais conhecido. Como é lidar com essa popularidade? São festas todos os dias da semana?
Não sei dizer se sou o mais conhecido, pois ainda temos aí no mercado o Cássio Sampaio e, é claro, o Roví, mas acredito que a grande diferença entre nós 3 é que faço questão de sempre manter contato direto com o público, acredito que só assim eu poderei saber exatamente o que as pessoas querem e procuram no que diz respeito a baladas. E além do mais, meu foco agora é deixar de ser um promoter para me tornar um Produtor de Festas, pois existe diferença entre um e outro sim ( risos ). Quanto a popularidade, bem, tem seus prós e contras, os prós é receber o carinho das pessoas sempre. O “contra” é o público achar que eu vivo em constante clima de festa, o que não é verdade. Também tenho minhas crises de depressão, também acordo de mal humor, tem dias que não quero ver ninguém… etc etc. Mas por respeito as pessoas que prestigiam o meu trabalho, me predisponho a sempre responder com alegria, simpatia e carinho a todos, SEM DISTINÇÃO.
Quanto a festas todos os dias, nem me jogo tanto quanto antes, dificilmente vou a uma balada pra me divertir, se me encontrar em uma balada, com certeza é para avaliar algo. Seja o set de um Dj, o público, como é o funcionamento do bar, o atendimento, a rotatividade das pessoas, que horas a galera começa a dispersar, enfim, vários pontos e detalhes que devem ser observados numa balada que muitas vezes a passam desapercebidas por muitas pessoas e até mesmo outros produtores.

Fiquei sabendo que você vai tirar uma férias de uma semana. Podemos saber para onde vai?
Ah foi uma delícia! Passei 07 dias completamente OFFLINE de tudo e de todos. Não acessei internet, não ouvi música, não assisti televisão enfim, fora de tudo. Para mim foi como um “retiro espiritual ( risos ). Agora, onde eu me escondi é segredo ( risos ).

Quais as casas noturnas que você já trabalhou?
Eita, muitas mesmos, entre casas noturnas e label parties (festas) foram mais de 35. Dá uma olhadinha na lista completa ( risos )

CASAS NOTURNAS que eu já promovi: Mad Queen, Camaleão litoral, E.MALE Club, MASSIVO, ULTRALOUNGE,  Level Club, Puerto Livre, G Club, Redj, Bubu Lounge, Sogo Mix Club, Freak Club, Shelter Club, MAIS Club, Shoock Lounge, FIFTH Club, REVERT @ Aloca Club, ULTRA Diesel, Cantho Club e Flexx Club.

FESTAS que já promoví: Carnaval do Basfond, HYST3RIA @ Ultralounge, SUMMER POOL PARTY, CLUB COOL,  MONDAY PARTY,, After-Hour * UltraDiesel, MEGGA Flexx, Carnaval É MARA @ FLEX, CANDY Party, JUNGLE Party, I love RIO @ Flexx Club, MONDAY PARTY, CODE After @ Code Club, EJECT @ Nefertitti e LE BLANC.

Você tem uma festa em sociedade com o Luiz Netto, que também é um grande produtor de festas. Como vocês se conheceram? Como surgiu a idéia da Selection Party?
Eu e o Luiz Netto nos conhecemos na FREAK Club, onde ambos éramos divulgadores. Aos poucos fomos nos aproximando, demorou um pouco porque eu morria de preguiça dele ( risos ). A Selection Party já tinha um ano de vida, e ele que idealizou a festa, inclusive a festa do 1º ano de vida do selo foi na Freak, e foi a primeira Selection Party que eu promoví.

Com o tempo fomos nos tornando mais que colegas de trabalho, ou patrão e empregado, já que por 3 anos seguintes eu fui contratado por ele para promover/divulgar a Selection Party que um tempo depois passou a ser também assinado pelo Eddy Bebiano. Com o falecimento dele, o Luiz Netto passou mais um tempo assinando sozinho, e apenas em 2009 eu comecei a ter uma porcentagem na festa que foi aumentando conforme meu trabalho dava resultados. Até que na 2ª edição de 2009 realizada no Club ICE, foi oficializada a sociedade e eu passei também a assinar os flyers como “convida”.

À partir daí a Selection passou por várias reformulações no seu formato, a principal delas foi que não teríamos mais “temas” e sim “conceitos de festas”, como por exemplo o “Feel The Vibe”. A festa cresceu e hoje é o que é. Acredito que a sociedade Luiz Netto & Cláudio Nanti é um círculo que se completa, ele atinge uma tipo especifico de público eu atinjo outro e assim os 2 agregam cada um a sua maneira para que a engrenagem funcione.

O que é a Selection Party?
A Selection Party é uma label party ( selo de festas ) itinerante, ou seja, não tem local fixo para acontecer, ela já passou e vai passar por diversas casas noturnas de São Paulo. Ela não procura atingir um público especifico em si, nós buscamos sim com a festa levar diversão e a melhor vibe para quem estiver disposto a sentir. Cada edição é cuidadosamente pensada para atiçar determinadas reações do público, e esse trabalho gira em torno de tudo: flyer, lineup, show, local da festa, decoração etc. Até porque, tanto pra mim quanto para o Luiz Netto produzir uma festa vai além de pegar um local, colocar um dj de casa noturna conhecida e um flyer com um boy semi-nu. Ser produtor é muito mais que isso.

Para mim a Selection Party é a realização de um sonho. Por anos desejei fazer as coisas jeito que eu acreditava ser o correto, pois vi muitas casas noturnas e produtores fazendo festas e noites cada vez mais erradas, pensando apenas no lucro ou até mesmo no seu gosto musical. Desculpa, não é assim que funciona, fazemos festa para o público e para nós. Minha maior preocupação sempre é e sempre será agradar e tratar cada vez melhor o público que prestigia a Selection Party. Afinal, é ele que sustenta a empresa Selection Party, que possui pessoas que dependem dela ( djs, promoters, divulgadores, gogo-dancers, designers, e todo o staff que está sempre ao nosso lado.) portanto, respeito é o primeiro item que eu e o Luiz Netto levamos em conta ao criar um nova edição.

Há pouco tempo o dono de uma casa noturna que você trabalhou barrou a sua entrada na mesma. Conte-nos o que aconteceu.
Ah, este é um assunto que eu gostaria de esquecer pois fiquei bastante chateado com a proporção que as coisas tomaram. Minha intensão nunca foi prejudicar ninguém ou casa alguma, acredito que cada um direito ao seu espaço. E não acho que as pessoas deveriam deixar de frequentar a Flexx Club só porque não estou mais lá, cada um deve ir onde se senti bem recebido ou onde acha que a vibe é melhor. A escolha sempre deve ficar a critério do público.

De quais outro projetos você participa? Tem algum projeto futuro em mente?
Como minha intensão é ser cada vez menos promoter e cada vez mais produtor, atualmente me dedico a promover a TOTS, matinê da Bubu lounge que é uma noite que eu adoro pois me sinto em casa e principalmente à SELECTION Party que no ano de 2011 se torna um GRUPO que administra vários outros projetos, como o TWIST After, a 2gether e outros que estão por vir.

Quanto a projetos futuros, bem, solidificar ainda mais a marca Selection Party é o principal deles, para que daqui a 2 ou 3 anos eu possa finalmente me aposentar, afinal, já são quase 12 anos nessa vida ( risos ).

Já pensou em organizar Pool Parties?
Já pensei sim, mas este tipo de festa demanda um imenso investimento financeiro pois o produtor tem que entrar com absolutamente tudo. Equipamento de som, iluminação, infra-estrutura total. E para mim, atualmente o mercado da cena gls não está tão garantido assim para que se invista altos valores em uma Pool Party. Não acho que seja a hora para Pool Parties. Me contendo produzindo edições Day Parties da Selection ( risos ).

Responda. Do Que Os Gays Gostam?
Os Gays gostam de serem tratados com o respeito, a consideração e o carinho que todo ser humano merece. Os Gays gostam de tudo que denote alegria e bem estar. Os Gays gostam de se sentirem amados e queridos, pois acredito que amam com muito mais intensidade que os outros e merecem receber o mesmo. Tudo na vida tem que ser recíproco e respeito a nossa condição sexual é o principal no que diz respeito a reciprocidade.

Leia mais sobre o Claudio Nanti AQUI em seu blog. Sigam NOW @claudionanti

Peagá Entrevista: Justo Favaretto

Publicado: 30/01/2011 por @peagapenalvez em Diversão
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Querido leitores, a partir desse domingo o TOP5 será publicado quinzenalmente, alternando com entrevistas de personalidades aqui em nosso querido DQOGG. Depois de muita pesquisa, achamos interessante agregar mais uma coluna aqui, porém de entrevistas. Espero que gostem. BEIJOS.

Justo Favaretto Neto, 50, é empresário, gay, e faz parte da Frente GLBTT.

Como começou a sua luta pelos direitos de gays e lésbicas?
Começou justamente quando fui vítima da agressão homofóbica cujo processo culminou na primeira multa contra um  homofóbico com base na lei Paulista 10948. Naquele momento comecei a me defender e procurar contribuir para a defesa de todo aquele(a) que se encontra na mesma situação de  vítima (mesmo que em  potencial) da homofobia, muito embora, o correto seria considerar que esta luta começou verdadeiramente na primeira reação de descontentamento diante de uma situação homofóbica, por mais “sutil” e “simbólica” que tenha sido, porque desde que me assumi homossexual perante a sociedade foi que começaram as agressões e só depois de algum tempo comecei a reagir.

Você ganhou na justiça uma ação por terem te chamado de viado em um posto de gasolina. Como lidar com esse tipo de agressão moral?
Quanto a ação na justiça , ocorreu que quando fui abastecer meu veículo, um sujeito fez gracejos homofóbicos, demosntrei que não gostei e a agressão aumentou, ele me chamou de veado, me jogou uma latinha de cerveja e disse que não gostava de veado. Chamei a polícia, abri um B.O  entrei com a lei 10948 , tive ganho de causa e ganhei também por danos morais.

O primeiro e mais importante passo é ter a consciência que você não precisa passar por isto. Que tem o direito de ser respeitado,   que há legislação para defendê-lo e fazer uso da mesma. É importante  ter a consciência que você não é menor por ser homossexual e muito menos por ter sido agredido. Menor é o agressor, não você. Ter isto em mente é importante para a autoestima!

Fale um pouco sobre o seu trabalho na Frente GLBTT?
Faço um trabalho bastante focado na mídia, pois acredito que ela pode ser nossa maior “aliada” assim como pode ser nossa maior “inimiga”, dependendo de nossas reações frente à mesma. Este trabalho é semelhante ao da GLAADS norte Americana, resguardando-se , naturalmente as devidas proporções. Faço um trabalho constante de divulgação de lei 10948, juntamente com um trabalho de conscientização do cidadão não hétero para que este procure se defender da homofobia. Quero aproveitar a oportunidade para convidar  quem se interessar a juntar-se a nós com o trabalho da frente glbtt, o trabalho consiste apenas em enviar e mails, é rápido, simples e com resultados excelentes. Interesados devem escrever para : frenteglbtt@gmail.com e manifestar seu interesse. Salientamos que a pessoa pode deixar o grupo quando quizer e participar das ações que quiser, não há custo, nem necessidade de se deslocar, nem obrigatoriedade de  participar de todas as ações.

Você tem muitos contatos com o senado, como você acha que será o desenrolar da votação da PLC 122? Ainda temos chance de coloca-lá em ação?
Meus contatos com os senadores são os que todas pessoas têm ou podem ter, que são pelo 0800, telefone dos gabinetes, via correio e etc. Quanto ao plc 122, sim, existe a possibilidade de retomada de tramitação. Atualmente ele se encontra arquivado por obediência ao regimento interno do  senado, porém, pode sim ser desarquivado e voltar a tramitar e para isto precisamos de um novo relator(a), da assinatura de 1/3 dos senadores solicitando o desarquivamento, quando irá a plenário, onde  deverá também ser aprovado este requerimento. É complexo, mas possível.

Como uma pessoa comum pode ajudar na luta pelos direitos LGBT?
Tenho plena convicção que a maior contribuição que uma pessoa pode oferecer à luta pelos direitos LGBT é no cotidiano, não aceitando manifestações homofóbicas , desde um termo chulo, uma piadinha, um programa de tv. A pessoa que não compactua com o riso diante de uma piada que satiriza o homossexual, que não utiliza e deixa claro não concordar com um termo chulo para se referir ao homossexual, não assistindo um programa que faz piada homofóbica, estará oferecendo uma contribuição simples, eficaz e duradoura. Se a pessoa for homossexual e demonstrar que não concorda em ser discriminada é uma contribuição e um começo excelente para o início de um ativismo importante.

Atualmente há diversos casos de bullying vindo a tona. Como um educador e os pais devem agir se seus alunos/filhos estiverem sofrendo por conta disso?
Os pais devem exigir da escola que haja capacitação dos professores para lidar com o assunto. Deve dirigir-se à escola e cobrar da direção que haja um trabalho  promovendo o respeito às diferenças. Os educadores, incluindo a direção, devem exigir da Secretaria da Educação que a mesma proporcione esta capacitação. O mais importante é não se calar e deixar claro para a vítima que ela não está só, que ela merece e será respeitada. Este apoio à vítima é muito importante para que não fique sequelas , assim ela própria se sentirá fortalecida para impor respeito. Para isto é importante que haja cumplicidade entre aluno e seus pais e professores, além de uma possibilidade constante de uma  comunicação aberta e franca.

A Rede Globo colocou no BBB uma transexual, que saiu logo na primeira votação do público. Em sua opinião, isso reflete o preconceito do brasileiro que prefere fingir que não vê que gays, e as lésbicas e os transgêneros existem?
É possível que sim. Importante salientar que não podemos ser neuróticos achando que tudo é preconceito, nem podemos ser ingênuos achando que não há preconceito. Como a homofobia é  permitida e até estimulada em nossa sociedade, nunca podemos descarta-la. A homofobia deverá ser sempre uma hipótese a se considerar, podendo, eventualmente não ser a causa.
No caso da transexual, penso que ela foi colocada no programa como “mico de circo”, porém , houve a possibilidade de visibilidade e também a possibilidade de se discurtir a homofobia, mesmo que hipoteticamente. Penso que a emissora perdeu a oportunidade de se discutir o assunto se a moça fosse mantida na casa.
Eu, pessoalmente, acredito que tenha sido homofobia sim, pois o público deste programa   já se mostrou   homofóbico no caso do Dourado.