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Por Peagá Peñalvez

Photograph: Gary Roebuck/Alamy

Até o fim de 2011, a Grã Bretanha irá modificar seus passaportes para atender com mais respeito e dignidade a comunidade LGBT.

No campo reservado para acrescentar as informações dos pais, constará Pai1 e Pai2, para o caso da pessoa ter pais dos mesmo sexo. A adoção entre casais do mesmo sexo não tem os entraves que temos aqui, e futuramente milhares [assim espero] terão passaportes com o nome de dois pais ou duas mães.

Outra grande vitória é no caso dos transgêneros que não precisam se identificar com homem ou mulher, deixando o campo em branco.

Por aqui estamos engatinhando nos direitos mais básicos, e lutando para que a o projeto PLC 122, que criminaliza a homofobia, seja aprovado pela senado.

Por Leandro Madness:

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Imagine o seguinte: você é transgênero, isso mesmo, é travesti ou transexual (em processo ou já fez a mudança de sexo) e seus documentos ainda permanecem com o gênero do seu nascimento. 

Símbolo dos Transgêneros. (Imagem: Getty Images)

Imagine, também, que precisa pegar um voo pra algum lugar do mundo. Seu nome no passaporte é João e você agora é Joelma. Veste saias, blusinha decotada (pra realçar os seios) e saltos. Pense na cara da pessoa no balcão de Check In no momento do “cara crachá, cara crachá”… Imagine que se você estiver atrasado (a) por conta disso poderá até perder o voo, porque, com certeza, demorará certo tempo pra comprovar que você era João e virou Joelma.

Pois é, ser Transgênero não deve ser fácil. Pensando nisso o Reino Unido planeja introduzir uma terceira categoria nos passaportes britânicos. Quem tiver o sexo indeterminado poderia escolher colocar o gênero X no documento, ao invés do convencional M ou F.

A discussão sobre essa melhoria está em processo inicial por lá.

Vale lembrar que atualmente a lei exige que o transexual decida a que gênero pertence, mas se ele está em processo de mudança de sexo, deve, mesmo assim, escolher o sexo de nascença.

Tomara que o projeto seja bem sucedido e que a moda pegue no mundo todo. Assim não rolaria constrangimento algum aos transgêneros e nem aos empregados dos aeroportos mundo afora.