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Adoro um bom filme, principalmente os musicais! Esse gênero teve origem no teatro da Grécia Antiga, onde misturavam o teatro e musicas, e os atores precisavam entender não apenas de interpretação mas de melodia também!

No cinema os musicais começaram no final do século 19, com o filme ‘O Dançarino Mexicano‘,  filme da época do cinema mudo, mas focado em danças e melodias. Trinta anos depois é lançado ‘O Cantor de Jazz’, primeiro filme com trilha sonora gravada e sincronizada que conta a história de um pretendente a cantor que sofre preconceito dos jazzistas tradicionais por ser branco.

De lá pra cá muita coisa mudou e diversos filmes musicais formam lançados, por isso elegemos 5 dos mais legais e divertidos da nova safra. Se não assistiu algum deles, sugiro que veja, porque valem a pena!

A Noviça Rebelde

Na Áustria da década de 30, durante o pesadelo nazista, uma noviça surge na família Von Trapp, cujo patriarca linha dura cria seus 7 filhos em um regime quase militar. Fräulein Maria chega para mudar a vida dessa família, trazendo de volta a alegria e conquistando o respeito e os corações das crianças e do Capitão Von Trapp.

Hair

Filme Musical Gays Gostam

Um rapaz do interior que se alistou para a Guerra do Vietnã conhece um grupo de hippies em Nova York, com conceitos bem diferentes dos dele, mostrando que essa escolha é uma loucura. Entre discursos ‘políticos’ rola muita música. Um clássico!

Priscilla – A Rainha do Deserto

Três Drag Queens são convidadas para realizar um show no interior da Austrália e optam por chegar a seu destino com um ônibus, chamado de Priscilla. Muita música, paetês e performances incríveis! Só que uma surpresa as aguarda, a contratante do show é  ex-esposa de Antony, uma das drag queens.

Mamma Mia

Se você é fã de ABBA se deliciará com esse filme, que conta a história de Sophie que está prestes a se casar, mas não sabe quem é seu pai, enviando convites para os 3 ‘suspeitos’ ex-namorados de sua mãe. A confusão está montada e tudo com muita música! Meryl Streep dá um show de interpretação [como sempre] e ainda canta muito bem!

Hairspray

Todo adolescente da cidade de Baltimore sonha em aparecer num show de tv local chamado The Corny Collins Show, e não seria diferente com Tracy Turnblad, uma jovem gordinha que dança muito bem impressiona o apresentador e conquista um lugar no programa. A estrelinha do programa, Amber, e sua mãe vivida por Michelle Pfeiffer se sentem ameaçadas e passam a sabotar a novata! O tema do enredo é o preconceito com pessoas fora dos padrões de beleza das super magras e de quebra ainda é abordado o racismo! Cenas de dança impecáveis e uma trilha sonora PER-FEI-TA!

E vocês curtem quais musicais? Adoraria que vocês colocassem nos comentários, assim posso assistir o que vocês mais gostam!

Filme verdade sexualidade James Dean Joshua Tree 51

Foto: Divulgação

Filme Joshua Tree 1951 do cineasta Matthew Mishory contará a verdade sobre a sexualidade de James Dean tem estreia marcada para 1 de agosto. A ideia é discutir de forma provocativa os amores do ator, que morreu em 55 em um acidente de carro.

O ator foi o ícone de uma geração e muitos livros, documentários e biografias foram lançadas sobre o vida de James Dean [interpretado por James Preston], em Josua Tree 1951, mostrará as experiências sexuais com seu companheiro de quarto, além de numerosas mulheres que passaram pela cama do ator.

Filme verdade sexualidade James Dean Joshua Tree 51

Foto: Divulgação

Com certeza esse filme deixará os fãs gays do ator extremamente excitados mas com certeza uma parcela tradicional da população não curtirá muito.

Ao ser perguntado sobre o porquê de escolher a vida de James Dean para filmar, o diretor Matthew responde: ‘Não que qualquer filme explorou a vida de James Dean como eu o fiz. Oferecemos uma visão completamente diferente sobre quem era esse homem. Um filme intimista sobre um período da vida do ator que raramente havia sido filmado, e certamente não dessa forma‘.

Filme verdade sexualidade James Dean Joshua Tree 51

Foto: Divulgação

Leia a entrevista completa [em inglês] com o diretor no site da Advocate.

 Assista ao trailer do filme:

Cinemão: Transamérica Filme Gay

Felicity Huffman é uma ótima atriz e não estou falando isso só por seu papel em Desperate Housewives, em que da vida a uma das donas de casas desesperadas, mas também por seu brilhante papel em Transamérica, filme de Duncan Tucker, estrelado por ela ao lado de Kevin Zegers, que interpreta o filho de sua personagem.

Transamerica conta a história de Bree Osbourne, uma orgulhosa transexual de Los Angeles, que economiza o quanto pode para fazer a última operação que a transformará definitivamente numa mulher. A história nos apresenta a personagem quando ela recebe um telefonema de Toby (Kevin Zegers), um jovem preso em Nova York que está à procura do pai. Neste momento Bree se dá conta que tem um filho e que este deve ter sido fruto de um relacionamento seu, quando ainda era homem. Ela, então, vai até Nova York e o tira da prisão.

O rapaz começa a imaginar que a senhora que o ajudou seja uma missionária cristã tentando convertê-lo e Bree entra nessa brincadeira, até que a verdade começa a surgir. A parte tensa da trama é agravada quando Toby descobre que sua “protetora” tem um pênis.

Cinemão: Transamérica Filme Gay

O ator Kevin Zegers em cena

Não só a atuação de Felicity Huffman (indicada ao Oscar como Melhor Atriz e ganhadora do Globo de Ouro na mesma categoria), como o roteiro e a direção (o roteiro também é de Duncan Tucker) são ótimos, fora que o filme pega dois temas completamente delicados e joga numa trama simples, onde um pai (ou uma mãe) e seu filho passam mais tempo juntos em uma semana, do que passaram em toda sua vida, onde um aprende com o outro e ambos entendem que não são perfeitos. A mãe (ou pai) pelo troca de sexo, e o filho por suas atitudes adolescentes.

Um detalhe que poucos sabem é que o filme foi baseado na vida da atriz Katherine Connella, que é transexual. Um dia, enquanto conversava com Duncan Tucker, ela o surpreendeu ao dizer que havia nascido homem. Duncan ficou muito surpreso, pois eles haviam morado juntos por 4 meses.

Cinemão: Transamérica Filme Gay

A atriz Felicity Huffman que interpreta uma transex

Um dos pontos interessantes da história, pelo menos para nós, é o personagem de Kevin Zegers. O filho de Bree, além de ser muito bonito, também gosta de meninos e no final da trama decide ganhar dinheiro com seus “dotes”.

Assista ao trailer do filme:

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Filme Summer Storm - GAY

Summer Storm [Tempestade de Verão] conta a história de Tobi [Robert Stadlober] e Achmin [Kostja Ullmann] que são amigos há cerca de 4 anos, inseparáveis fazem tudo juntos, inclusive o treino de remo.

A história gira em torno de uma viagem que o time de remo fará para uma competição e o início da descoberta sexual dos personagens. No caso, Tobi sente pelo amigo mais do que amizade, e junto com esse sentimento vem o ciúme da namorada dele, a dificuldade de fingir que sente algo pela garota com quem se relaciona…

Filme Summer Storm - GAY

Tobi toma consciência sobre sua sexualidade após ter contato com outro time de remo formado apenas por gays que também acampa para a competição. Sondando o acampamento do time adversário descobre um pouco sobre si mesmo.

Filme Summer Storm - GAY

Difícil não lembrar de nossa própria descoberta na adolescência e como os sentimentos são caóticos, variações de humor, tentar esconder dos outros, ficar com meninas mesmo não curtindo, e claro, o primeiro beijo, a primeira transa, o prazer que isso proporciona.

Filme Summer Storm - GAY

O mais bacana desse filme é que eu me vi no papel de Tobi quando ele começa a ter contato com outros gays, que vivem sua sexualidade de uma forma livre [pelo menos no acampamento]. Foi como me transportar para as primeiras vezes que fui a uma balada gay e fiz amizade com pessoas como eu, que me entendiam e já passaram por tudo aquilo que eu passava.

Filme Summer Storm - GAY

O filme mostra a hora onde tudo muda na sua vida!

Assista o trailer:

Sexy, intenso, perturbador…
Assim eu definiria o filme “Shame“, de Steve McQueen. Estrelado por Michael Fassbender (perfeito no papel do viciado em sexo Brandon), o drama ainda conta com Carey Mulligan e James Badge Dale no elenco principal. “Shame”, como vocês devem saber, não é um filme gay mas aborda um tema super interessante para todos nós (sendo gays ou héteros), que é a vida sexual.

Logo na cena inicial do filme somos apresentados ao corpo nú do personagem principal, ele flerta com a câmera sem oferecer nenhuma proposta sexual. Assim Michael Fassbender, já nos primeiros 5 minutos de filme, nos mostra seu corpo e, sob as lentes de Steve McQueen, consegue apresentar o psicológico de seu personagem sem dizer nenhuma palavra.

Shame conta a história de Brandon (personagem de Michael Fassbender), ele é um cara bem sucedido que mora sozinho em Nova York. Seus problemas de relacionamento que são desenvolvidos no decorrer do filme, aparentemente, são resolvidos durante a prática do sexo, tendo em vista que é um amante incontrolável. Contudo, sua rotina de viciado em sexo acaba sendo profundamente abalada quando sua irmã Sissy (uma Carey Mulligan perfeita) aparece de surpresa e pretende morar com ele.

Apesar de ter gostado muito de “Shame”, eu não entendi como Steve McQueen desenvolve a história, parece que a todo tempo o personagem de Michael Fassbender está sendo julgado pela câmera do diretor, primeiro por sua postura sexual (ele adora sexo sem nenhum envolvimento, com prostitutas, flertar no metrô…) e depois por sua relação de “amor e ódio” com sua irmã. É perturbadora a forma como são apresentados os problemas de Brandon e o que mais me incomodou no roteiro foi a não solução desses problemas. Ele é um viciado em sexo que é apaixonado por sua irmã. Esses dois problemas, que possivelmente vieram de sua infância, não são solucionados, são simplesmente apresentados ao espectador para que ele também julge o personagem.

Algumas das cenas de sexo me lembraram muito do personagem Patrick Bateman (Christian Bale em Psicopata Americano), pois fica claro que Brandon tem problemas sérios e que a pratica do sexo ameniza sua dor. Enquanto o psicopata de Bale se divertia e sanava sua loucura com assassinatos e sexo, podemos ver o personagem de Fassbender tentando resolver seus problemas de relacionamento se relacionando com o máximo possível de mulheres… e homens. Em uma cena (que eu sei que vocês irão gostar) ele entra em uma “balada” gay e aproveita.

As cenas finais de “Shame” são perturbadoras, por que o personagem está completamente no fundo do poço e ainda continua a viver em sua farsa. É estranho seu comportamento e completamente aceitável, isso que o torna mais estranho.

A verdade é que eu não sei se gostei de “Shame”, mas indico. Vejam e me digam o que acharam do filme.

 

Foto: Divulgação

Latter Days conta a história do gostosão e fervido Christian [Wesley A. Ramsey], um bon vivant de 2o e poucos anos que vive em um condomínio na cidade de Los Angeles e adora curtir baladas e sexo casual, sendo que essas conquistas nunca ultrapassam um noite.

A vida de Christian muda quando o mórmom ‘Elder’ Aaron Davis [Steve Sandvoss], um mórmon com a missão de evangelizar na cidade e dividir com mais 3 missionários  um apartamento por 1 ano, e morar justamente no mesmo condomínio que Christian.

Foto: Divulgação

Aaron, um pouco confuso com sua sexualidade acaba se envolvendo com o vizinho, se questionando se gosta de homens ou mulheres e sobre sua religião. O envolvimento com Christian transforma sua vida, o que não significa que seja para melhor, até porque seus pais são bem ortodoxos sobre sua religião.

Foto: Divulgação

O interessante do filme é a questão religião x homossexualidade que acredito que muitos de nós já tivemos. Nem sempre é fácil conviver com milhares de pessoas nos julgando ao fofo eterno do inferno por sermos aquilo que Deus nos fez.

Quando me indicaram o filme “Toda Forma de Amor” para assistir e postar aqui no blog, eu nem imaginei que fosse o filme “Beginners”, lançado no ano passado e estrelado por Ewan McGregor e Christopher Plummer. Eu não havia assistido ao filme, o que foi ótimo, visto que eu queria muito conhecer o novo trabalho de Mike Mills.

Em “Toda Forma de Amor” somos apresentados a Oliver Fields, personagem de Ewan McGregor, um artista plástico com uma vida meio sem graça. Oliver perde sua mãe e 5 anos depois seu pai lhe faz duas revelações: Hal, brilhantemente interpretado por Christopher Plummer, tem câncer e é homossexual.

Ao mesmo momento em que, no auge de seus 38 anos, se descobre apaixonado pela atriz francesa Anna (personagem de Mélanie Laurent), Oliver tem que lidar com a doença, com o relacionamento de seu pai com um homem mais novo – e com algum tipo de “problema mental” – e ainda “construir uma nova vida”, ao lado de seu cãozinho.

O título original do filme é completamente adequado a história, diferente do título nacional que não é ruim. Para mim, “Beginners” é um filme sobre iniciar a vida. Pois ao mesmo tempo em que o personagem de Ewan McGregor tem de lidar com a doença e com o início da nova vida de seu pai, ele tem que lidar com sua nova paixão e ele não sabe como fazer isso.

O mais impressionante da história é que Oliver é ciente sobre o relacionamento de seus pais, mesmo quando criança ele sabe que percebe que existe algo de errado na relação deles e isso é mostrado em forma de flashbacks. A partir dessas lembranças o personagem principal consegue, com ajuda de sua mãe que ainda vive em seus pensamentos, tentar construir sua nova vida.

Hal, o personagem de Christopher Plummer, esbanja coragem ao sair de um relacionamento de anos (sua esposa morre) e decidir “sair do armário”. Interpretação que rendeu indicações ao Globo de Ouro, ao Screen Actors Guild Awards, ao Independent Spirit Awards, ao Critics Choice Movie Awards e ainda ao National Board of Review, como Melhor Ator Coadjuvante, sendo que Plummer saiu premiado nos dois últimos.

Toda Forma de Amor é um filme sobre recomeçar a vida, sendo esse recomeço só mais um passo, ou uma mudança geral. Escrevo sobre ele aqui por acreditar que, sendo heterossexuais ou gays, todos temos o direito de usar nossas próximas páginas para simplesmente ser feliz.

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