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Acredito que muitos de nossos leitores tenham problemas em casa por conta não não aceitação de sua homossexualidade por parte dos pais. Realmente, nenhum pai sonha em ter um filho gay, mas nós existimos quer queiram ou não.

Esse documentário mostra como uma família superou o preconceito, e caiu em si de que AMOR é muito mais do que criar e educar, mas apoiar o filho naquilo que ele é, dar amor e permanecer junto nas dificuldades. É uma lição de vida e uma volta a si para pais que agridem, expulsam ou fazem da vida dele um inferno.

Todos sabemos que a vida gay não é fácil, sofremos muito preconceito na sociedade, porém quando temos o apoio de nossas famílias, lidamos com isso de outra forma, já sabendo que chegando em casa teremos o colo amigo de nossos pais para desabafar e nos sentirmos AMADOS.

Dedico esse post a meu pai, Nelson Peñalvez e minha falecida mãe por me amarem SEMPRE, e nunca fazer com que me sentisse mal por ser gay!!! Sou o que sou graças a vocês!!!

Seus pais sabem que você é gay e não aceitam você do jeito que você é??? Que tal mostrar esse vídeo para eles???

Sugestão do leitor Eduardo R.

Por Jader Plano B

Ontem eu ainda não sabia sobre qual filme iria escrever aqui hoje, até que vi o vídeo “A Homossexualidade é Pecado?” no Facebook e pensei, “caracas, de que filme é essa cena?”, foi então que fiquei pesquisando a filmografia da Sigourney Weaver para encontrar o nome do filme, até que encontrei e fui assistir Prayers for Bobby, que não foi lançado aqui no Brasil, pois foi produzido apenas para TV.

O filme Prayers for Bobby (Orações Para Bobby em tradução livre) é baseado no livro de Leroy F. Aarons e conta com direção de Russell Mulcahy. Além de Sigourney Weaver (que foi indicada ao Screen Actors Guild Awards, ao Emmy e ao Globo de Ouro por seu papel no filme), o elenco principal ainda conta com Ryan Kelley e Henry Czerny.

O filme narra a história de Bobby Griffith, personagem de Ryan Kelley, e sua relação com sua mãe, uma mulher muito religiosa que não aceita o pecado de seu filho.

Em certo momento Bobby descobre que é gay e – como na maioria dos casos – não aceita sua sexualidade. Mas, o pior está na reação de sua família, que é extremamente religiosa, principalmente sua mãe. Bobby tenta seguir os conselhos de sua mãe, pois acredita que existe pecado em ser gay e não deseja ver sua própria família sentido ódio pelo que ele é.

A primeira parte do filme é focada no ponto em que Bobby descobre que é gay até a parte em que aceita sua condição e começa a viver sua primeira história de amor, mas como nem nos filmes o mundo é perfeito, tudo que ele esperava desmorona e Bobby não vê alternativa a não ser a morte, pois agora ele está sem sua família e sem o homem que amava.

A segunda parte do filme é focada na reação da família Griffith á inesperada morte de seu filho e o desespero da matriarca. A princípio o pensamento de Mary Griffith (personagem de Sigourney Weaver) não muda, o que ela mais deseja é ter certeza de que seu filho foi para o céu, visto que um de seus maiores desejos é ter sua família reunida no reino de Deus e, por isso, ela sai em busca de respostas, até que encontrar uma congregação que aceita gays e descobrir que parte da Bíblia pode ser interpretada de diversas formas diferentes.

A partir deste momento do filme que eu te dou um conselho, pegue um lenço, ou melhor, uma toalha, pois as lágrimas não serão poucas.

Aos 20 anos de idade Bobby termina com sua vida e, após a morte de seu filho, Mary descobre um diário e passa a entender de fato o que se passava na mente dele, acreditando que a homossexualidade não é condenável.

O desespero daquela mãe que se culpa por perder seu filho é tão triste que eu ouso dizer que “Prayers for Bobby” é um dos filmes que mais me fez chorar. A produção pode não ser uma obra de arte da TV, ou também não ser perfeito em termos técnicos, mas consegue exprimir todo o sentimento que todos nós – gays – sentimos quando achamos que não somos perfeitos.

Pode parecer bobo esse discurso, mas no filme não é. Acho que todas as nossas mães deveriam assistir a esse filme, não para entender o que é ser homossexual, e sim para conhecer mais uma história como a delas.

“A Homossexualidade é Pecado?”

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SOU GAY, COMO LIDAR?

Publicado: 30/12/2011 por Leandro Lan em Pergunte ao DQOGG
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“Vocês têm alguma dica pra quem quer assumir pra si mesmo a homossexualidade ?”

Anônimo por Formspring

Leandro Lan Responde:

)))Oi guri. Seguinte, a dica é simples: se aceite. Se ame. Toda a vez que pensar que o que você sente é errado, que é contra as “leis de Deus” e que você é uma abominação, pense que tu não sabe quem realmente escreveu essas leis divinas.

Na real, a gente cresce achando errado ser gay porque somos “catequizados” em casa, na igreja, na escola, na sociedade, para achar que o normal é gostar de mulher.

Quem tem que ter rótulo é produto na prateleira do supermercado...(Foto: Getty Images)

Mas isso é uma imposição não é uma verdade. Ou seja, você pode lutar contra isso e a luta começa dentro de ti.

Se ame, seja bom consigo mesmo. Ninguém é perfeito. Ser gay não é imperfeição, é apenas sua orientação sexual. Não deve te definir. Antes de ser gay, você é um ser humano, com deveres e direitos perante a sociedade. Tem direito de ir e vir, de votar, de viver dignamente, como qualquer outro ser humano na face da terra…

Se aceite como é, se ame e exija respeito.

Bjuxxx,

L^^e!))).

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Ola meninos,tudo bom?

Como vocês sabem me assumi faz dois meses, minhas duas irmãs me aceitaram de boa, meu pai depois de alguns dias ficou meio depressivo e até chorou falando para minha irmã mais velha que tudo era sua culpa e minha mãe está meio relutante, fica ressaltando toda hora que me ama pelo homem que sou.

Pensei que depois que me assumisse os “fantasmas” do auto preconceito que rondaram minha mente durante esses anos desapareceriam, só que ocorreu o oposto, ficaram mais fortes, depois de duas semnas que me assumi entrei numa crise depressiva. Não tinha um dia que não chorasse, ocorreu o mesmo quando me assumi para uma amiga de infância

O fato é que fico me questionando se serei feliz sendo gay,eu sei que não existe um guia que diz:”siga-o e aprenda como se auto aceitar”,mas que dica vocês me dão para me ajudar?Outra duvida,vocês acham possível mudar a posição exercida em uma relação homossexual,pois mesmo sendo virgem creio que sou passivo e com a doença que eu tenho [um problema intestinal] fica fora de cogitação exercer tal função. O que fazer? Beijos

Carloz, Via E-mail

Claudio Nanti responde:

Antes de responder a sua pergunta eu gostaria que você refletisse sobre outras questões: Como você pode ter se assumido para sua família sem ter se aceitado

Afinal, chegar diante de seus pais e afirmar “Sou gay” é necessário que se tenha certeza daquilo que está se dizendo. Não é como dizer que prefere torta de morango ao invés de pudim de leite. É uma questão que antes de chegar a ter a coragem que você teve, foi preciso uma longa análise pessoal para chegar a esta conclusão. Correto?

Pois bem, acredito que você já tenha chegado a esta conclusão. Agora eu lhe pergunto: O que o levou a assumir-se para a família antes mesmo de sentir-se a vontade com o fato de “descobrir-se” gay?

Será que foi uma tentativa desesperada de encontrar um ponto onde apoiar-se para chegar a auto-aceitação? Será que você realmente se sente a vontade com o fato de ser gay? Parece que não! 

Estas perguntas são apenas diretrizes para que possamos chegar na raiz do problema. Perante a isto eu lhe faço outra pergunta: Por que não se aceitar?

Analise bem o mundo ao seu redor e você perceberá que não tem motivo para isso. Muitas pessoas enfrentam crises intensas de auto-aceitação e muitas delas não estão relacionadas a sexualidade. Infelizmente vivemos numa sociedade que a cada dia cria fórmulas para nos torturar cada vez mais. Mulheres que não se aceitam por se sentirem gordas ou muito magras, homens que não se aceitam

por serem muito baixos ou muito altos, pessoas que não aceitam por julgar-se pobres ou indignos de qualquer sorte nessa vida. Nos prendemos a valores que nos são impostos pelo mundo exterior, ao invés de buscarmos nosso crescimento de dentro pra fora. Dignidade e amor-próprio são itens fundamentais na formação humana, à partir daí é que criamos e formamos nosso caráter. São nestes pontos que você tem que buscar apoio para seguir em frente. 

Acreditar que os héteros são mais felizes que os gays, apenas pelo fato de fazerem parte do grupo considerado “normal” é um erro que cometemos. Conhece aquele ditado que diz que “a grama do vizinho é sempre mais verde”? Pois é bem por aí, mas nós não sabemos o trabalho que deu para mantê-la tão “aparentemente” mais verde. Além do mais, o que é normal para uns pode não ser para os outros.

Ser diferente dos outros não é motivo de vergonha, creio que seu maior obstáculo em auto aceitar-se seja o medo do que vem pela frente, esteja ciente que as dificuldades que a vida e o mundo nos reserva independem do que fazemos na cama, com homem e/ou mulher, seja como ativo ou passivo.

O primeiro passo para superar isso, e não se desesperar, viver um dia de cada de cada vez, sem desespero. Respire fundo, olhe-se no espelho e você vai perceber o ser humano incrível tem dentro de si, que está louco de vontade de conhecer o mundo que o espera lá fora de braços abertos.

Esteja pronto para este abraço, vá sem medo e jamais se envergonhe do que você é e do que você carrega dentro de si.

Acesse o blog do Claudio Nanti

Claudio Nanti é uma dos principais promoters e produtor de festas da cidade de São Paulo, é dele juntamente com o Luiz Netto as festas Selection Party e Vexame, que sempre vamos. Aliás, vocês lembram da entrevista que fiz com ele aqui??? relembre clicando AQUI.

Oi meninos eu de novo

Bem já fazia umas duas semanas que havia falado pra minha família que tinha que conversar algo com eles, então ontem eu me assumi. Reuni meu pai, minha mãe e minha irmã mais nova na sala e comecei a desabafar.

Falei chorando que sempre soube que era diferente desde pequeno, que sabia que não era homem mas tb não era mulher, que nunca senti atração por mulher por mais que eu tentasse ,por fim falei: SOU GAY.

Todos ficaram em silêncio por um tempo, então meu pai se levantou do sofá veio ate meu lado pra eu ficar mais calmo (nunca esperaria essa atitude do meu pai) e falou que estava surpreso e que aquele momento era de me escutar e não me julgar. Conversamos sobre várias coisas e frisei que o que eu sou não era por escolha. Ele disse que tb já teve dúvidas na adolescência e que mesmo depois de adulto (e com filhos) ja transou com homens, mas sei que meu pai não é gay, pois ele sente tesão por mulheres e isso eu não sinto, como fiz ele entender a diferença das situações.

Falamos sobre religião, sociedade e tudo mais que se refere a homossexualidade eu tinha argumento pra tudo que era falado ,tb esses 4 anos praticamente me formei em história, sociologia e antropologia de tanto que pesquisei sobre a sociedade e homossexualidade.

Quando já não havia mais nada a ser dito eles se levantaram do sofá e me abraçaram dizendo que não deixei de ser filho deles e que eles enfrentarão tudo junto comigo e que me amam.

Agora vem a dúvida: Como me assumir para meus amigos, pois já faz tempo que estou bem distante deles, principalmente dos amigos homens pois tinha medo de perder a amizade deles. O que vocês acham de me assumir pelo orkut, escrevendo uma frase no meu perfil ou apenas mudando de hetero para homo no perfil? Me dêem sugestões.

ABRAÇÃO!

PS:Espero que todos que se assumam sejam aceitos como eu fui. Boa sorte a todos

Carloz, via E-mail

Peagá Peñalvez responde:

Nossa Carloz, você nem imagina o tamanho da alegria que tive ao ler o seu e-mail. Sério. Fico feliz por sua família ter acolhido você sem preconceitos. Isso faz muito bem para você, e principalmente para sua auto estima. Parabéns aos familiares LINDOS que você tem. ISSO É FAMÍLIA.

Aliás, sua família é bem moderna. Sobre o que você contou sobre sua mãe na outra pergunta, e agora o que contou sobre seu pai, isso mostra que eles não tem preconceito quanto a homossexualidade. +1000 pontos para eles.

Acho que usar o Orkut, Facebook, Twitter ou qualquer outra rede social um pouco impessoal demais, por mais que você não tenha o mesmo contato com eles que teve outrora, seria uma forma de deixar eles mais distantes ainda.

Acho que você poderia reunir os amigos mais chegados em um café, barzinho, festa intimista ou qualquer outro lugar onde se possa conversar com discrição e ouvir o que eles têm a dizer. Se prepare, porque nem todos podem ser como a sua família e aceitar de boas sua sexualidade. Ou ainda eles podem aceitar na sua frente, mas depois sumirem. Esteja preparado para isso também… É uma boa forma de fazer uma peneira nas amizades, onde sobram apenas os que AMIGOS DE VERDADE, o resto deixa escorrer pelo ralo.

Mas quer saber??? O MAIS IMPORTANTE é nossa família nos acolher com amor depois que assumimos nossa sexualidade. Claro que se os amigos aceitam também é bom, mas família é sempre família. 

 Parabéns pela coragem de se assumir para a família, e parabéns novamente pela família LINDA que você tem. Se todas as famílias fossem assim, o mundo realmente seria um lugar melhor, não apenas para nós gays, mas para TODOS.

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Nem só de Lea T. vive a Blue Man. A marca que chamou atenção do mundo da moda por contratar a transexual para sua campanha e desfile de Biquínis, também direcionou sua moda praia masculina ao público Gay.

O fotógrafo Terry Richardson fez as fotos de dois modelos abraçados e se beijando na boca, vestindo apenas sungas, numa praia do Rio de Janeiro.

Acho sexy. Acho necessário. Acho que está mais do que na hora das marcas brasileiras investirem no público gay.

Se a campanha tiver todas as fotos num catálogo único, a Blue Man demonstrará que não tem preconceito de gênero e/ou orientação sexual. E que sua campanha de Biquínis e Sungas é voltada para todo o público que freqüenta praia. Não importa se é HT, Gay, Transexual, Coqueiro ou Côco.

Vai merecer aplausos.

Por Leandro Madness

Fonte: A Capa.

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Posso tomar anticoncepcionais?

Publicado: 16/05/2011 por Leandro Lan em gay
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“Uma pergunta um tanto…. Estranha, sei disso, mas vamos lá.

Eu sou uma pessoa muito complicada e não estou nenhum um pouco satisfeito com meu corpo nem comigo mesmo e um passarinho me disse que se eu tomar anticoncepcionais femininos posso ter um corpo que se encaixa mais com aquilo que eu gostaria de ter, que pode mudar até a forma de pensar, minha voz.

Então queria saber, da certo mesmo?

Independentemente da resposta eu vou testar, pior que ta não fica kkk, mas seria bem útil uma opinião, se os leitores do blog puderem comentar tbm, vai ser ótimo ^^

bjão”

Anônimo por Formspring

Leandro Madness Responde:

Oi guri, muita calma nessa hora!

)))Pelo que percebi você não curte seu corpo masculino e quer um corpo mais feminino, é isso?

Camisinha e anticoncepcionais têm uso para uma coisa específica: PREVENIR GRAVIDEZ. (E DSTs, no caso da camisinha)

Antes de tudo, procure um(a) terapeuta. Não estou te chamando de louco. Mas a insatisfação com seu corpo deve ter um fundo psicológico. Além do mais, conversar com um(a) terapeuta é tudo de bom! E se for o caso, ele(a) vai te encaminhar para um tratamento adequado que te faça aceitar seu corpo ou iniciar a mudança dele.

)))Anticoncepcionais femininos não vão fazer seu corpo mudar de masculino para feminino por si só. Esse tipo de remédio é usado para não engravidar.

Sei pouco sobre o assunto, mas até onde eu sei, os hormônios que os transexuais usam para a mudança de corpo são outros. E são prescritos por médicos e usados em conjunto com terapia. Pois é preciso acompanhamento em todo esse processo de mudança.

Vi uma entrevista com a Lea T. onde ela disse que esse processo todo é horrível. Que ela se sente um Frankstain e todo mundo a fica encarando na rua.

)))Enfim, por favor, procure um(a) terapeuta antes de qualquer coisa.(((

Mesmo porque, anticoncepcional é remédio, é prescrito depois de exames e de acordo com a paciente.

Vale lembrar que seu corpo é diferente do feminino. Usar anticoncepcional certamente terá efeitos no seu corpo diferentes do que tem num corpo feminino.

No mais, quem sabe o terapeuta possa te dar outra alternativa, além dos remédios, para se sentir bem com seu corpo. Tipo, exercícios e sei lá mais o que.

Talvez nem tenha que gastar grana com remédios e afins.

)))Antes de qualquer coisa, procure um especialista, por favor, não vá comprar o mesmo anticoncepcional que sua mãe/amiga e sei lá mais quem usa e começar a tomá-lo sem acompanhamento médico. Sabe-se lá Deus que resultados isso terá no seu corpo.(((

Não é porque um passarinho usou anticoncepcional ou sabe de alguém que usou e “supostamente” ficou satisfeito com a mudança no corpo, que o mesmo ocorrerá em você. Cada corpo é um corpo.

Acredite: Pior do que está, pode ficar SIM.

Tenha juízo menino. Cuide do seu corpo e da sua vida. Não faça coisas sem pensar, sem saber quais as conseqüências exatas disso no SEU corpo.

Bjxxx,

L^^e!))).

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