))) Segundo matéria da Folha de SP,  Andréia Ferraresi, 68, de São Paulo, é a transexual mais velha do país a fazer uma cirurgia para troca de sexo. Ela foi operada no último dia 27 de fevereiro, no Hospital das Clínicas, depois de esperar pela operação desde 1979, quando recebeu o diagnóstico de transexualidade. Sem dinheiro para pagar pelo procedimento, teve que aguardar até que a cirurgia fosse feita no SUS.

Caçula de 11 irmãos “normais”, Andréia, registrada como Orlando, sofreu “bullying” na escola e contou que, quando adulta, chegou a ser presa por um mês durante a Ditadura Militar, período no qual os travestis eram perseguidos pela polícia.

Além disso, teve que passar pelo conflito interno ao se sentir uma mulher presa num corpo masculino, fato que lhe causou depressão profunda, até que descobriu o CRT [Ambulatório para Saúde Integral de Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids], e recebeu ajuda médica deles em 2009.

(Foto: Marisa Cauduro/Folhapress)

))) Confira algumas afirmações de Andréia depois da operação:

Quem aceitou mais foi minha mãe. Ela sempre quis me proteger. Mas meu pai e um irmão me perseguiram até eu fazer os exames que provaram que eu era transexual. Quando saiu o diagnóstico me pediram até perdão. É muito ruim você se sentir reprimida pela própria família”.

Fiquei muito satisfeita com o resultado. Não tem uma cicatriz. Parece que eu nasci assim. Estou até me sentindo mais bonita”.

A cabeça da gente muda quando sai da mesa de operação. Ela elimina o que você tem de transtorno na sua cabeça. Fui solta de uma gaiola que me aprisionou por todos esses anos.  Hoje dou uma banana pro preconceito”.

Eu tenho idade de vovó, mas me sinto forte e feliz. A velhice está na cabeça das pessoas. Os homens, quando passam por mim na rua, falam: ‘Quanta saúde!”.

Estou solteira, mas a minha felicidade é tanta que namorar é coisa secundária. Quero um amorzinho, mas com o pé no chão. Ficar na vida promíscua eu não quero, porque hoje em dia a doença venérea está demais”.

Hoje me valorizo mais. A vida não se resume em sexo. Não é porque fiz a cirurgia que vou ficar no oba-oba. Eu fiz para mim, para a minha identidade, para me olhar no espelho e ver que sou mulher, não ver aquela coisa estranha que não estava combinando”.

))) Ta aí, uma senhora exemplar. Prova de que, realmente, nunca é tarde para sermos felizes. Parabéns pra ela!

comentários
  1. Riik disse:

    Que liiinda *-*

  2. identidadeemobra disse:

    Muito linda!Adorei a história dela. Vi ontem uma matéria sobre ela. Muito digna ela, uma inspiração para todo mundo. Temos que correr atrás da nossa felicidade e nossa plenitude.

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