Exército turco humilha soldados que pedem dispensa por homossexualidade

Publicado: 27/03/2012 por Leandro Lan em Homofobia, Sexualidade
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A BBC Brasil divulgou uma matéria relatando que os homossexuais que se assumem aos comandantes do exército sofrem discriminação e são humilhados pelos médicos que certificam a orientação sexual dos soldados turcos.

Entre as “provas” que o exército requisita estão fotos de sexo explícito com o parceiro, em que o futuro soldado esteja com o rosto visível e, detalhe, ele tem que ser o passivo da transa. Fora isso, pode ser pedido que o “suposto gay” vista roupas de mulher para comprovar sua condição. E rolam até perguntas do tipo: “você gosta de Futebol?”. Tem mais, se homem que atesta ser gay tiver barba por fazer dizem que não se parece com um “gay normal”.

Exército turco em ação no sudeste do país. (Foto: Reuters/Stringer).

Os médicos afirmam que sofrem pressão dos comandantes para atestar de alguma forma que o soldado é realmente gay e não está apenas tentando escapar de servir no exército.

O serviço militar é obrigatório na Turquia, como no Brasil,  mas lá, os homens com mais de 20 anos de idade, sem formação, servem exército por 15 meses e quem é formado,  serve por 12 meses.

Além de toda a humilhação que um soldado sofre para provar sua orientação sexual, para os turcos, a homossexualidade é uma doença, e, ao ser diagnosticado com ela, o soldado ganha um “Certificado rosa” de dispensa militar.

No que isso implica? Na hora de procurar emprego, o jovem pode ser investigado pelo futuro chefe, que pode deixar de empregá-lo por conta de sua orientação sexual. Fora que a fotos pedidas como prova ficam em poder do exército, que pode fazer o que bem entender com elas, inclusive mostrá-las à família do jovem dispensado.

A desculpa do exército turco para não aceitar gays  é a de que seria necessário uma readequação para tê-los no batalhão, como construir quartos e banheiros separados.

Eu entendo que seja delicado comprovar que alguém é gay para dispensá-lo do exército. Acho ridículo ter que separar os gays dos outros soldados, caso eles queriam servir ao exército. Em todo caso, seria mais humano e menos drástico tornar o exército opcional.

comentários
  1. brgay disse:

    Olá Leandro!

    Muito interessante a matéria sobre o serviço militar na Turquia. Ainda há muito o que fazer para conquistar direitos civis para LGBT no mundo. Parabéns pela seleção do texto!

    Acabo de conhecer o seu blog e já gostei! Vou lendo aos poucos, o conteúdo é muito legal!

    Estou construindo um blog sobre cultura LGBT e gostaria de uma visita sua. Quem sabe podemos trocar backlinks.

    Beijos do Tatá

  2. Leandro Lan disse:

    Oi, Tatá!

    Boa sorte no blog! A gente participa de um grupo gay lá no Facebook, onde todo mundo se ajuda!
    Entra lá…
    Chama ‘Gay Brasil’!
    Daí vc passa o link do seu blog pra todos visitarem!
    E continue lendo o DQOGG!
    Beijos,
    L^^e!

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