Apanhei de meus pais quando descobriram que sou gay. E agora?

Publicado: 12/03/2012 por @peagapenalvez em Pergunte ao DQOGG
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Quando eu fui assumir aos meus pais, eles me bateram, meu pai chegou a falar ate que iria me matar. Desde aquele dia eu tenho ido a psicologa etc. Venho escondendo quem eu sou de verdade a muito tempo, e quero contar mas tenho medo de apanhar, o que eu faço?

Anônimo, via E-mail

Olá querido. Realmente ainda estamos em uma sociedade onde a homossexualidade é vista com maus olhos. Infelizmente. Isso não apenas nas escolas, ruas e trabalho e como no seu caso, a intolerância, homofobia começa em casa. Triste, mas ainda é uma dura realidade. Quem precisa de psicólogo são eles, para tratar essa intolerância!!!

Outra coisa, o psicólogo é PROIBIDO POR LEI de tratar a homossexualidade como doença mental ou qualquer outra coisa. Se o profissional que te atende fizer ou tentar isso, você pode denunciá-lo através desses site.

Primeiro lugar: Use suas seções com a psicólogo para te ajudar a superar a dor de uma família que não te aceita. Até porque não tem nada de errado com você. Ser gay não é algo que escolhemos, e as pessoas ainda não entenderam isso, mas vamos torcer para que um dia elas entendam. É importante que converse com um profissional, para que ele te ajude a manter uma auto estima sadia, porque a forma como te tratam pode acabar prejudicando.

Segundo lugar: Não sei quanto anos você tem, mas se tiver em uma idade onde você possa trabalhar e se tornar independente, FAÇA-O!!! Ninguém é obrigado a conviver com pessoas que esquecem que AMOR aos filhos é incondicional, independente deles serem heteros ou gays. Arrume um trabalho, lute alcançar seus objetivos profissionais e intelectuais… e SAIA DE CASA!!!

Terceiro lugar: Uma hora as coisas amenizam, você pode ter certeza!!! Para a maioria dos pais é um choque descobrir que tem um filho gay porque a maioria das pessoas ainda não aprenderam a conviver com a diversidade. Quando digo diversidade, falo não apenas sexual, mas de raça, credo, ideologia, e tantas outras. Somos um povo intolerante, mas com o tempo e a convivência as coisas tendem a mudar.

Quarto lugar: Já que eles não tem aceitam como você é, tente não bater de frente, mas mostrar a eles que independente de ser gay você continua sendo filhos deles e uma pessoa de caráter!!!  Não sei até que ponto há diálogo entre vocês, pelo jeito é pouco ou inexistente já que até violência física rolou, mas se tiver uma brecha de conversa sobre o assunto tente elucidá-los quanto a homossexualidade. Mostre que há MILHÕES de pessoas como você no planeta e que isso não é um bicho de 7 cabeças.

No mais, é esperar um pouco até a poeira abaixar e ver como conviver [mesmo que por pouco tempo] com eles.

Força querido, que muitos passam pelo que você tem passado e depois vencem o preconceito familiar. Qualquer coisa pode mandar um outro e-mail nos contando como estão as coisas.

comentários
  1. Ritinha Lima disse:

    Já falei tanto sobre isso, que hoje vou comentar de outra forma.
    Um cara de sorte o Cesar, sua mãe de tão apaixonada por ele foi lá dizer ao garoto que ele, o Cesar era apaixonado por ele. O menino ficou assustado, mas também nutria por Cesar um sentimento, no qual ele sempre tentava esconder e por medo da reação da família. A impaciência da mãe de Cesar era ver o filho ali, grudado à janela esperando seu amor passar. Passam-se dias inteiro ela mandando o filho tomar uma atitude; ”Vai lá Cecinho, fale com ele, o que pode acontecer é você ouvi um não!” O filho sempre respondia que tinha medo desse não.

    Depois da interferência de sua mãe, o namoro finalmente aconteceu. Os vizinhos maldosos sempre falando do arranjo de D’ Maria, mas era no seu sofá que os dois namoravam, era com ela que os dois andavam na praça de mãos dadas. Ela adotou o genro, mesmo a família do Carlinhos não se importando com o relacionamento deles, dizia sua mãe: “O que não tem jeito, ajeitado está!”.
    A, supre mãe do Cesar morreu de enfisema pulmonar, mas deixou uma lição de amor tão maravilhosa, que os pais do Carlinhos acabaram ocupando o lugar dela na praça.
    Eu tive o privilégio de conhecê-la, ela falava; ”esse negocio de gay eu nem quero saber, meu filho é meu filho! Eu nem ligo se ele dorme com um menino ou menina, pois o mais importante é que ele é meu filho e eu sei de onde saiu e quem ele é…” Dona Maria.

    É Pê, você disse tudo que era para ser dito.

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