Posts com Tag ‘transexualidade’

Imagem do filme Tomboy, de Céline Sciamma

Dia das crianças chegando, então vamos falar de infância?

Na infância ainda estamos nos formando como seres humanos, não sabemos do que gostamos, estamos aprendendo sobre o que é o mundo. É nessa fase que muitos aprendem o preconceito, outros aprendem que ser eles mesmos é errado, e um número crescente de pessoas aprende a respeitar.

E então me vem a pergunta, como é a infância de uma criança trans? Não tenho muitos relatos de infância, mas os que conheço são, de certa forma, parecidos. O exemplo mais constante é vontade de brincar e vestir roupas do, dito, “sexo oposto”. Um exemplo também comum entre lésbicas e gays. Alguns dizem que já se sentiam diferentes, outros queriam fazer xixi de pé e outros queriam fazer xixi sentados. As coisas que desde pequenos somos ensinados a encarar como de homem e de mulher.

Essas ações das crianças são naturais, mas muitas delas são reprimidas. É o binarismo de gênero tentando forçar cada um a “ficar no seu lugar”. Mas então vem a pergunta: “Não é o binarismo de gênero que força a escolha trans?” Primeiro de tudo, Transexualidade não é escolha, assim como homossexualidade. E agora vai a minha opinião, meu ponto de vista, vamos deixar isso bem claro. Ok? Eu acredito que a expressão da sexualidade, da identidade de gênero e de suas inúmeras combinações, pode acontecer em qualquer etapa da vida. Isso vai depender da repressão, do preconceito, das referências e da abertura que se tem. Diferentes pessoas assumem em épocas diferentes.

A nossa performance de gênero depende das referências que temos, do modelo que a sociedade usa. Nós vivemos em um mundo majoritariamente binário com relação aos gêneros, logo as expressões tendem a seguir esse padrão. “Se nós tivéssemos maior diversidade de gêneros, os trans existiriam?” Tenho certeza que sim, mas as expressões seriam ‘de acordo’ com tal diversidade. A expressões das crianças só mostra o quão natural isso é. Nascemos sem saber o que é homem e mulher, mas somos ensinados desde o começo de nossas vidas. Nos dizem o que é coisa de mulher e o que é coisa de homem.  Nos dizem se somos homens ou se somos mulheres. Mas, apesar de ainda não sabermos ao certo, às vezes nos sentimos diferentes daquele padrão e agimos, naturalmente, de forma diferente. A naturalidade com que fazemos isso na infância é uma grande prova da naturalidade dessa diversidade. Pois se fosse algo aprendido, milhares de gay, lésbicas, transexuais, travestis, seriam heterossexuais que se encaixam perfeitamente no binarismo de gênero, pois é isso que somos ensinados. E vale lembrar que muitos heterossexuais também fogem ao padrão binário de gênero.

Só passamos a ter senso crítico quando crescemos, amadurecemos. Mas com o tempo também somos contaminados por pré-conceitos, sem nem saber o motivo de sua existência.

Deixar que as crianças de hoje cresçam sem as distorções com as quais crescemos, deixando que elas se expressem livremente, sem separar o que é de menino do que é de menina, é chave para uma sociedade com mais liberdade, mais respeito, e talvez a única maneira de conhecer a real diversidade humana.

Não sei quanto a vocês, mas sinto que mesmo com toda a diversidade que já temos, ainda nos limitamos demais.

 

“I have too much imagination to just be one gender.” – Erika Linder

Apesar de toda maldade em meu coração, escrevo com muito amor. E como hoje é aniversário da Tia, vou escrever sobre um dos meu temas favoritos, androginia. Presentinho pra mim.

Mas qual a relação entre androginia e os transexuais? Assim como a transexualidade, e a travestilidade, a androginia também é considerada uma transtorno de identidade de gênero. Sim, são consideradas doenças.

Muitas pessoas chamam a bissexualidade de “fica em cima do muro”, “indecisão”, pois a pessoa não “escolhe” entre homens e mulheres, como se fosse escolha. A androginia seria, de certa forma, o “ficar em cima do muro” com relação as identidades de gênero. Só que esse “ficar em cima do muro” é a nossa maneira de forçar uma escolha que não existe, de querer puxar para um lado ou para o outro. Vontade de forçar algum tipo de binarismo. A androginia, assim como a bissexualidade, é uma mistura e não indecisão.

Pessoas andróginas são as que possuem um identificação mista entre masculino, feminino e etc. A androginia em si é bem simples, é apenas uma mistura entre os gêneros com os quais nos acostumamos, é a não definição ente um ou outro. A pessoa não se identifica como homem e nem mulher, se identifica como a mistura. Também pode ser feitas adaptações ao corpo, assim como transexuais e travestis, apesar disso ser incomum. A sexualidade também não é definida pela androginia, nós já aprendemos a separar identidade de gênero de sexualidade.

Existem transexuais andróginos? Eu nunca vi, mas com certeza eles devem existir. E eu sou completamente a favor. É por essas e outras que acredito que nossa sigla, que sempre cresce, será sempre insuficiente. LGBTT, já existe LGBTTQIA. Já estão ficando letras demais para uma sigla e letras de menos para definir a nossa diversidade.

No fim das contas todas as identidades de gênero, sexualidades, são simples, nós é que complicamos as coisas.

Imagem original – Lea T para Vogue França

Não, isso não é um culto ao pinto! Já discutimos isso antes. Hoje vamos é falar da cirurgia de transgenitalização de masculino para feminino, a transformação do pênis em uma neovagina.

Ainda nos referimos a cirurgia como “cortar o pinto”, mas não é que acontece na realidade. Apenas os testículos são “cortados”. Existem diferentes métodos de cirurgia, e ela sofre alterações com o passar tempo, ela evolui. Já é um procedimento seguro e deixou seu caráter experimental.

Não existe um procedimento padrão, então vou falar de forma simplificada o que é feito. Detalhes de verdade, só com um cirurgião ou um médico com conhecimento a respeito.

 Basicamente é feita a inversão do pênis. São retiradas a partes consideradas desnecessárias para a construção da vagina e usadas as necessárias. A uretra, assim como os nervos, a pele do pênis, são mantidos para a criação de uma vagina funcional. Os  nervos e vasos de irrigação também são mantidos, para que haja a nutrição da pele e a transmulher possua sensibilidade. Também é construído o clitóris. A glande, “cabecinha do pau”, é usada em alguns métodos para criar o clitóris, mas outros métodos utilizam partes do canal urinário e utilizam a glande para simular a presença do útero.

O medo de muitas transmulheres é ausência de prazer após a cirurgia. Apesar da falta de estatísticas para mostrar as chances de se manter a sensibilidade, cirurgiões garantem que a sensibilidade, bem como a capacidade de se ter um orgasmo, é cada vez maior. A transgenitalização, hoje, não se preocupa apenas com o aspecto estético, mas também com o funcional.

O pós operatório pode incluir exercícios para a neovagina e a utilização de uma sonda vaginal. Isso é feito para garantir uma recuperação adequada, fazendo com que a neovagina mantenha tamanho e funções adequadas. Devido a retirada dos testículos, indica-se tomar hormônios para evitar problemas como osteoporose, perda muscular, insônia.

Hoje a cirurgia é um procedimento seguro, legalizado e é direito das transmulheres. Deve ser feito apenas com especialistas e em locais apropriados, só assim a neovagina terá grandes chances de sucesso. Se informe, procure um bom médico, procure apoio e informações em ongs e núcleos LGBTT.

E deixo com vocês o relato de Maitê Schneider, uma das pessoas mais incríveis que tive o prazer de conhecer.


Hoje a Tia vai começar a falar dos procedimentos médicos, e da situação. Apenas uma introdução com pontos chave a respeito de tais procedimentos e da situação no SUS, com o tempo nós nos aprofundamos. A questão é complicada e não cabe em apenas um post. Teremos vários textos a respeito de cada parte do processo, dos direitos e procedimentos. E pode perguntar, que a Tia dá um jeito de responder.

O SUS oferece o processo transexualizador, ainda existem muitos obstáculos. Mas o primeiro passo para superá-los é saber o que estamos enfrentando.

O, e a, transexual tem direito aos tratamentos médicos, uma vez que estes são benéficos para a pessoa. Também é direito o uso do nome social, sendo possível indicar o nome a ser usando.

O acompanhamento terapêutico pode ser encontrado de forma gratuita, ou a preços populares, em faculdades que oferecem ambulatórios escola. O intuito do acompanhamento é propiciar bem-estar ao paciente, assim como o diagnóstico (falaremos mais sobre isso) e a avaliação da pertinência das cirurgias e da hormonoterapia. Lembrando que esta avaliação é feita por diversos profissionais, pois existem riscos, assim como outras cirurgias e tratamentos hormonais. A função da equipe de médicos é avaliar e decidir o melhor tipo de tratamento para cada pessoa, fazendo que o resultado seja mais satisfatórios e riscos sejam menores.

O acompanhamento pós-cirúrgico  deve se estender, por no mínimo, dois anos após a cirurgia. Em casos de hormonoterapia, o acompanhamento endocrinológico deve se estender por quanto tempo for necessário. Mesmo após a desvinculação do sistema de atenção, o paciente possui o direito de buscar acompanhamento psicológico e social pelo SUS.

Sabemos que direitos e realidade são coisas bem diferentes, assim como sabemos que o atendimento do SUS não é dos mais eficiente. Citei acima um resumo dos direitos aos tratamentos. Mas a demora no SUS pode ser grande. O atendimento digno é direito seu, mas sabemos que existem pessoas preconceituosas em diversos lugares. Elas são pequenos obstáculos. Procure indicações, e apoio, de centros de referência e ong’s LGBTT. Também é possível procurar a Secretária Municipal, ou Estadual, de Saúde. O atendimento à saúde da pessoa transexual é uma política pública, o que é responsabilidade da secretaria.

Entenda e cobre seus direitos. Só assim conseguiremos um maior avanço no tratamento para transexuais.

Imagem original por Jonathan Ducruix, série Metamorphosis

Muitas pessoas não gostam do nome que tem, e isso já é um incomodo sem tamanho. Mas e quando seu nome não corresponde a sua identidade? E quando você é uma mulher, mas seu nome de registro é Fernando?

O nome social é o nome escolhido por travestis e transexuais, o nome a ser usado, o nome com o qual se apresentam e se identificam. Assim como muitas pessoas usam apelidos para se apresentar, usa-se o nome social. Para quem usa apelido, mostrar a identidade, ou responder a chamada, não é um grande problema. Mas a coisa muda de figura para transexuais e travestis, uma vez que o RG não corresponde a identidade da pessoa, o RG é avesso a identidade.

O problema vai além do RG, que é tido como documento de identidade, uma vez que adota-se o nome social em diferentes fases da vida. Uma chamada na escola, na faculdade, pode ser uma tortura para muitas pessoas. Existem instituições que aceitam o nome social e os colocam na chamada, mas existem instituições que insistem no uso do nome de registro. Causando conflitos e desconforto.

A questão pode parecer mais simples, e banal, para quem observa de fora. Mas simples de verdade é respeitar a identidade. A situação atual é complexa e triste. O desrespeito ao nome social é uma forte demonstração de transfobia. É negar a estas pessoas um de seus direitos mais básicos, serem quem são.

Existe a possibilidade alterar o nome civil. Não existe legislação específica para que tal mudança seja feita, mas a lei permite. É necessário entrar com uma ação judicial onde o resultado dependerá do Juiz ou da Juíza.

O Rio Grande do Sul aprovou, recentemente, o uso da carteira com nome social. A carteira terá a mesma função que o RG, mas respeitará a identidade. É um grande passo para o reconhecimento e respeito de cidadãos como quaisquer outros. Falta agora a implantação em todo o território nacional, e quem sabe, em um futuro mais digo, no mundo todo.

O nome social não é uma apelido, mas sim a representação da identidade.

     [+18] Imagens completas: 1 Sword Series 1997 Mister 2005autorretratos por Loren Cameron.

Estamos mais acostumados com a “transição” do masculino para o feminino. Pouco se fala, publicamente, sobre homens transexuais. Se pouco se fala sobre os transhomens, menos ainda sobre as cirurgias e como ficam seus genitais. Uma transmulher pode fazer cirurgia para a “construção” de uma vagina. Mas como é o processo inverso? É possível? Eficiente? Um homem precisa de pinto?

Existem diferentes tipos de cirurgias e procedimentos, desde a remoção das mamas, retirada dos ovários e do útero, construção do pênis, alargamento do clitóris…

Como toda cirurgia, elas também apresentam riscos. Todas as focadas no pênis possuem suas desvantagens quanto ao resultado final, seja um pênis pequeno e de uso sexual limitado, um pênis aparentemente realista e com função sexual nula. Ainda vamos falar das cirurgias com mais detalhes, mas como sei vocês são curiosos fica o link do FTM Brasil.

Repetindo a pergunta, um homem precisa de um pau pra ser homem? E o que é ser homem?  No fim do dia tudo é mais uma questão de identidade do que de definições alheias. Algumas pessoas nascem com pintos enormes e se sentem mulheres, transmulheres. Algumas pessoas nascem com clitóris e se sentem incrivelmente homens.

Certo que a maioria dos transhomens não faz as cirurgias por elas não estarem desenvolvidas o suficiente, mas a ausência do pinto não os torna “menos homens”. Se é que existe alguém mais ou menos homem. Talvez apenas mais ou menos humano, mas isso é questão de respeito, preconceito e etc…

Como bem disse João Nery em entrevista ao Jô Soares, “Sou um homem sem pau”. Talvez esse seja um momento oportuno para questionar nossos conceitos de masculinidade. O tal homem sem pau é a prova de que o binarismo de gênero é uma ilusão. Uma ilusão criada, cultiva e reforçada por nós. A tal hombridade, palavra feminina, destaca as boas qualidade do homem e não o tamanho da mala. Segundo o dicionário a expressão diz respeito à dignidade, nobreza de caráter, entre outras qualidades atribuídas ao homem.

Esse culto sem fim a masculinidade, reflexo de uma sociedade machista, que coloca o pau como centro de tudo que faz um homem, é um erro. Um erro não só pela existência de transexuais, mas sim por subestimar a capacidade humana, por atribuir certos valores a coisa errada. O pinto tem seu lugar na vida de muitos de nós, não me entendam errado. Mas ele não define a existência de ninguém.

Acho necessária a evolução das cirurgias, da mesma forma que acho importante fortalecer o movimento “homens sem pau”. Assim, quando for possível ter um neopênis completamente funcional, a cirurgia passará a ser uma opção e não uma pressão social. O ideal é poder escolher entre ser um transhomem com ou sem pau.

E se existir alguém mais homem que alguém, digo que os transhomens são alguns dos homens mais homens que tive o prazer de conhecer. Deixo aqui as palavras de um deles.

TRANSformando

Publicado: 23/07/2012 por @BechaMa em TRANSformando
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A Tia chegou no DQOGG! Não sei se você conseguiu pegar o tema da coluna pelo título, mas a Tia desenha pra você. É isso que farei aqui toda semana, desenhar e explicar o mundo Trans.

Antes que comecem, minha identidade não é segredo algum. Agora superem esse detalhe e sigam em frente. Ok?

Como esse é apenas o começo, vamos devagar. Com apenas algumas ideias básicas. Não costumamos pensar na realidade trans com frequência. Não, ver a Lea T em todos os lugares não é pensar na realidade trans. A Lea se posicionou e trouxe a discussão à tona, o que é fantástico. Mas não podemos para no relato de uma pessoa.

Você já pensou nas cirurgias, no atendimento, na sensação, na dúvida, na confusão? O preconceito que confunde gays e lésbicas é muito mais forte para os trans, em especial os transhomens. Você já ouviu falar de pelo menos um, talvez não tenha conectado os pontos, mas deve conhecer o filho da Cher, Chaz Bono. É o caso inverso da Lea T. Mais pra frente a gente discute os transhomens com calma, com direito a depoimentos dos próprios.

Existem inúmeros assuntos para serem tratados, várias discussões para serem levantadas e muitas perguntas no meio disso tudo. Sintam-se livres para questionar, perguntar e discutir.

Lembram do projeto It Gets Better? Existe um projeto semelhante chamado We Happy Trans, onde vários trans compartilham mensagens positivas. Deixo aqui o vídeo de um transhomem ( ou seria transmenino?) de 14 anos. Ele não fez nenhuma cirurgia, mas já assume sua identidade Trans. O vídeo está em inglês, sorry. Nele Stephen responde a 7 perguntas do We Happy Trans.

Acho que já estamos devidamente apresentados, semana que vem eu volto com a 1ª discussão a respeito do “mundo trans”.

Beijos da Tia.

Roberta Close, uma MULHER de sucesso!!!

Hoje é Dia Internacional da Mulher, data que todas as mulheres do mundo comemoram a luta por direitos iguais. A data teve início por conta da luta de um grupo de operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque que fizeram uma grande greve.

O grupo ocupou a fábrica para reivindicar melhores condições de trabalho: redução na carga diária de trabalho para dez horas [era exigido 16 horas de trabalho diário. Trabalho escravo!!!], equiparação de salários com os homens [até hoje isso não acontece] e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho [principalmente contra o assédio de chefes e demais funcionários].

A manifestação foi reprimida de forma violenta e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica e atearam fogo. Cerda de 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente insano!

O caso é que nossas amigas transexuais também tem problemas com relação a trabalho, dignidade e assédio moral que parte de toda a sociedade, inclusive do universo LGBT.

A transexualidade entrou entrou na literatura médica em 1853 quando Frankel examinou o corpo de S. Blank que havia se suicidado afo­gando-se quando estava quase a ser preso pela polícia. Desde pequeno aprovei­tava qualquer oportunidade para se vestir de mulher e sempre era acusado pela polícia de ‘travestismo‘ e a sua excessiva afeição à sedução de rapazes jovens.

 

Lea T, mesmo sem operar, um MULHER de Sucesso!!!

Elas não se identificam como gays, até porque não se sentem como ‘homens que gostam de homens‘, mas sim como mulheres aprisionadas em um corpo de homem. Sim, o caso é mais profundo do que imaginamos. Até por isso eu peço a todos que tentem se colocar no lugar dessas queridas amigas:

- Já imaginou se olhar no espelho e odiar seu próprio corpo? Não digo gordurinhas, cabelo e nariz achatado, eu digo odiar num todo. O grau de estresse dessas meninas deve chegar as alturas!!!

Sua imagem interna de si mesmo não coincide com a sua aparência física, seu sexo anatômico.

Em ambos os casos, é como se a pessoa fosse de um sexo psicologicamente, com a equivalente imagem ou esquema corporal, e de outro sexo anatomicamente.

Transexualidade sempre involve um transtorno na identidade de gênero. Não basta que a pessoa queira pertencer ao outro sexo para usufruir de vantagens culturais ou que goste de atividades típicas do outro sexo. Um transexual masculino ou feminino tem uma crença profunda e global de que sua identidade de gênero não é a mesma do sexo atribuído em seu registro de nascimento.

Ariadna, exemplo de garra! Uma MULHER de sucesso!!!

Hoje a operação de adequação sexual é feita gratuitamente pelo SUS e para realizar o procedimento em hospitais públicos o paciente passa por uma triagem, que levará em conta os aspectos clínicos e psicológicos do candidato. O acompanhamento após a cirurgia pode durar até dois anos.

Mais informações acesse o site TRANSEXUAL. Lá há muitas informações a respeito, e com certeza muita ajuda!!!

Por Peagá Peñalvez

Simplesmente DIVA para a revista Hercules

Simplesmente divina a entrevista de ontem no De Frente com Gabi. Lea T mostrou ser uma pessoa MARAVILHOSA e CENTRADA, apesar de tudo que passou.

Falou abertamente sobre transexualidade, tocando em assunto tão delicados e guardados a 7 chaves por todas que fazem a cirurgia de redesignação sexual, entre elas prazer e outros temas. A modelo ainda enfatiza que muitas não gostam da forma sincera com que fala sobre esses temas, porque acham que não se deve falar tudo que rola.

Eu mesmo fiquei sabendo muita coisa nova com essa entrevista. Marilia Gabriela simplesmente é DIVA quando o assunto é entrevistas.

Assista a entrevista completa aqui: