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Manifestante preso enquanto protestava contra a aprovação – MISHA JAPARIDZE – AP

Enquanto aqui em São Paulo acontece nesse domingo a maior Parada Gay do Mundo, em Moscou a coisa fica tensa. A justiça de Moscou decidiu que durante os próximos 100 anos gays e lésbicas não poderão realizar a Parada do Orgulho Gay.

Claro que a comunidade gay do país tentará a todo custo recorrer da decisão no Tribunal de Direitos Humanos em Estrasburgo. Nikolái Alexéyev, ativista e principal líder LGBT do país já foi preso por ‘propaganda homossexual‘, e solicitava a realização da parada gay na cidade, mas o tribunal municipal negou sua apelação.

Sempre nos dizem que não, mas em Estrasburgo estas manifestações são ilegais. O tempo passa e seguiremos pedindo autorização para novas ações, ainda que nos neguem. Desta vez decidimos recorrer em Estrasburgo contra a proibição de futuras marchas‘, disse Alexéyev.

Varias cidades russas aprovaram alguma lei que proíbe ‘propaganda homossexual‘. De acordo com pesquisas realizadas pelo Centro Levada, 74% dos russos acreditam que os gays e lésbicas sofrem problemas mentais. Menos da metade dos russos acredita que os homossexuais devem ter os mesmos direitos que os heterossexuais.

Deprimente chamar qualquer tipo de manifestação sobre liberdade e igualdade de direitos de LGBTs de ‘propaganda homossexual‘.

(Foto: Getty Images)

Nikolai Alexev, líder da Associação Gay Rússia, foi condenado no começo deste mês por “propaganda homossexual” num tribunal de São Petersburgo. Inclusive, ele foi o primeiro a ser condenado por uma lei nova que pune autores de atos públicos em favor da homossexualidade ou da pedofilia.

Alexev foi detido em abril por ter se manifestado, em frente a Casa da Cultura, contra a lei homofóbica que foi implantada em março em sua cidade, agitando junto de outros manifestantes cartazes com dizeres como “os homossexuais também nasceram na Terra. Não podemos mentir para as crianças”.

Como punição ele deverá pagar 5.000 rublos (cerca de R$ 308,50). Sobre o fato, Alexev afirmou: “É absurdo passar por isso no século XXI em São Petersburgo, mas estou feliz que tenha ocorrido”. E completou. “”Isso mostra o absurdo dessa lei”. Além do presidente da associação gay, a tal lei é considerada homofóbica  e ultrajante por associar a homossexualidade à pedofilia, e é tida, pelos defensores da liberdade, como um meio de repressão contra as minorias sexuais.

Nikolai Alexev se disse feliz por ter sido condenado, porque, agora, pretende recorrer junto a Corte Constitucional Russa e a Corte Européia dos Direitos Humanos, contra essa lei que pune manifestações públicas em favor da homossexualidade.

Pois é, não é mole ser gay na Rússia. Vale lembrar que a homossexualidade foi considerada crime por lá até 1.993 e era doença mental até 1.999. Fora que todas as tentativas de organizar o Dia do Orgulho Gay têm sido proibidas e dispersadas pela polícia desde 2.006.

))) O Peagá já postou sobre um caso revoltante que aconteceu em São Petersburgo na luta pelos direitos gays: Relembre.