Posts com Tag ‘preconceito’

Tomboy” e “Genderbusters

Possuímos diversas categorizações para diferentes sexualidade e identidades de gênero, mas e quando as categorizações não dão conta de nos definir? Ou quando dão em parte? E quando nem sabemos que tal categoria existe?

O real limite, se é que ele existe, da diversidade humana é uma grande incógnita. Criamos categorias para que possamos nos identificar, mas no processo deixamos várias pessoas de fora. Várias pessoas que não se encaixam nos padrões inventados.

Começa essa terça (30/10), em BH, a mostra audiovisual TODXS DIVERSXS. Serão exibidos filmes a respeito de diversidades sexual e de gênero, seguidos de debates. O nome da mostra é um exercício. Qual a pronúncia? É um retrato simples das limitações de nossas categorias. Na nossa língua existem apenas “ele ou ela”, nada mais. O ‘X’ marca a incógnita de nossas identidades. E ao mesmo tempo nos força a buscar uma pronúncia, por vezes familiar e dentro do padrão binário “o/a”.

A mostra conta com três sessões: Abertura, Descobertas e Trânsitos. Na seção de abertura, em BH, será exibido o filme Tomboy. O premiado filme francês conta a história de uma menina de 10 anos, que sente menino. Ao mudar de bairro ela se apresenta como menino para as outras crianças. A sessão descobertas, que acontecerá em três cidade mineiras, exibirá “A arte de andar pelas ruas de Brasília” e “Não quero voltar para casa sozinho”, dois curtas brasileiros. O primeiro conta a história de duas garotas que se encontram pela cidade, e o segundo conta a história de um menino cego, cuja a vida muda após a chegada de um novo aluno em sua escola. A sessão trânsitos, quem também acontecerá em três cidades mineiras, exibirá “Genderbusters” e “TransHomemTrans”, o primeiro mostra um grupo que procura resolver dilemas ligados ao binarismo de gênero para pessoas em toda San Francisco. O segundo é constituído de relatos de homens transexuais que contam sua trajetória e apresentam suas próprias definições de gênero e sexualidade.

Desde o nome até o último debate, a intenção é levantar um discussão mais ampla, questionar os padrões atuais, tentar entender melhor a diversidade de gênero e sexualidade.

Também está na hora de termos coragem para dizer que os padrões não nos atendem. Me identifico até uns 80%, no máximo, com os padrões preestabelecidos. Os outros 20% são as partes que não consigo colocar em nenhum dos quadrados.

No fim das contas somos todxs diversxs, assim com ‘x’ mesmo. Com uma incógnita no lugar da definição, com uma grande dúvida no lugar da afirmação. O que existe hoje é a indefinição, no passado definimos sem saber o que, e no futuro…

Comece fazendo seu exercício, diga “Todxs Diversxs”. Preste atenção pra que lado você puxa mais a pronúncia, ‘o’ ou ‘a’. Consegue falar de outra forma, sem envolver gênero? É uma coisa simples, mas que traz várias perguntas. É um ‘x’, somos uma incógnita.

Nina Arsenault by David Hawe

Quem nunca escutou essa frase quando alguém se referia a gays? É aquela triste tentativa de mascarar a homofobia. Mas quantos gays não dizem essa frase se referindo a Travestis e Transexuais?

Se a frase começa dessa forma, o preconceito vem logo depois do “mas”. Não há dúvida.

Já falamos da Transfobia e começamos a discutir o chamado, e inexistente, exagero. Hoje o foco é grande preconceito existente dentro da chamada “comunidade LGBTT”. Comunidade que é completamente dividida e segregada, cheia de gritos individualistas. Não adianta querer esconder os preconceitos que temos uns com os outros na tentativa de mostrar que respeitamos a diversidade, a única forma de fazer isso é respeitando. A não ser que alguém queira que o mundo esconda seus preconceitos e faça de conta que está tudo bem.

Muitos LGB tem preconceito com os TT, justo as pessoas que deveriam entender o que é sofrer preconceito, as pessoas que deveriam aceitar a diversidade, as pessoas que deveriam respeitar as diferenças, as pessoas que deveriam querer união e não segregação. É como já disse no texto Exagero(?), “Aceitamos as diferenças, desde que sejam iguais às nossas”. O preconceito existe entre gays, lésbicas e bissexuais, porque não existiria com travestis e transexuais? E dá pra perceber o quão triste e errado é isso? O quão contraditório? Queremos nossos direitos, mas discriminamos outras pessoas.

Uma das coisas que mais repeti, e mais repetirei, nessa coluna, é o quão natural, normal e digno é ser um transexual ou travesti. Por natureza é. Nós é que tentamos tirar isso deles. Travestilidade e transexualidade são identidades de gênero tão respeitáveis quanto homem, mulher, andróginos.

A transfobia por parte dos LGB não é um empecilhos apenas para os transexuais e travestis, mas para todos os LGBTT. O preconceito entre pessoas que buscam seus direitos só dificulta a conquista. Nos fazem acreditar que somos uma minoria e por isso nossa voz é fraca. Mas só somos minorias quando estamos separados, segregados. O único grupo que não é considerado minoria em nossa sociedade é o de homens brancos e heterossexuais, todas as outras pessoas são minorias.

Se você usa a frase “Não tenho preconceito, mas”, talvez seja hora de repensar. De nada adianta cobrar que respeitem a “sua minoria” e as outras que se explodam. É hora de perceber que você está apenas repassando o preconceito, jogando no colo da próxima vítima.

E pra finalizar vamos traduzir o “Não tenho preconceito, mas”?

Tradução: Não tenho preconceito, só que ao contrário.

Manifesto de um soro positivo

Publicado: 11/10/2012 por @peagapenalvez em Go Health
Tags:, , , , ,

Recebemos essa sugestão e, claro, que precisamos publicar aqui no blog alguém falando abertamente sobre ser soro positivo. É importante sair da caixinha onde vivemos e olhar para outras realidades, assim nos tornamos mais abertos, tolerantes e humanos!

Manifesto de alguém semelhante a você

Manifesto de um soro positivoHoje eu tive uma conversa com Deus. Ele me disse: “vá em frente, seja responsável e eles respeitarão você – separar o joio do trigo é a mesma coisa que purificar sua alma de tudo aquilo que nunca foi seu”. (R. A. C. A, 17 de fevereiro, 2012)

Existe uma parte de nossa sociedade que exclui pessoas que um dia também foram alvos de perseguição e preconceito, sentenciados à fogueira por achar e dizer comprovadamente que a terra é redonda; e mesmo assim enfrentaram a população e podemos falar hoje abertamente; sou artista, cientista, sou negro, empregada doméstica, deficiente físico, pobre, pedinte, portadores de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade), mulato, índio, soropositivo e etc. Sou ser humano e sou igual a todos até mesmo por gostar do “Verde que te quero Rosa”, como dizia o grande cantor e compositor Cartola em uma de suas inúmeras músicas.

Se eu continuar me escondendo, estarei não só renegando todo um grupo que precisa de carinho, de atenção e que estigmatizados devido à falta de informação gerada pela ignorância, intolerância e outras “ânsias e repugnâncias” e, é claro, pelo preconceito por vivenciarem suas próprias vidas sem mentiras e mostrando opiniões.

Criei coragem por muitos daqueles que deram à cara a tapa por nós, para nos darem um pouco mais de paz e tranquilidade, que lutaram pelos nossos direitos de ir e vir.

Não perdi amigos, eles perderam a oportunidade de evoluir, entender, saber o que é – e que não é bem isso que os outros expõem como forma de prevenção. Não podemos ter medo da informação, precisamos nos adaptar em um mundo que a todo o momento se transforma. A prevenção é necessária, mas para que seja efetiva tem que ser baseada na verdade e em como é a vida do soropositivo nos dias atuais, para que não sejamos mais excluídos, nem percamos amigos, familiares ou uma namorada por medo de transmissão. Hoje podemos conviver com o HIV sem expor a riscos a outra pessoa. Podemos ter amigos, amar, ter um trabalho digno e ser felizes plenamente. Nada nos impede, nem o vírus que carregamos em nosso sangue.

Sou feliz em mostrar quem eu realmente sou. Um cara igual a você, seu semelhante.

Perdi pessoas maravilhosas (sim, mesmo me deixando de lado devido a falta de informação, elas continuam a ser maravilhosas) não só porque me excluíram das suas vidas por conta da minha sorologia (o que é um fato comum), mas porque ainda não absorveram o mais importante nas suas vidas: o amor. Amor pela vida, amor em viver em sociedade, em conhecer pessoas que não são diferentes a não ser pelo caráter e pelo ser humano que são – ser humano que, em suas mais diversas formas, continua a ser belo.

As pessoas que me deixaram de lado e pelas quais sofri, hoje as vejo como parte da minha própria evolução e crescimento como ser humano. Decidi que somente aqueles que realmente gostam de mim e estão dispostos a conhecer a minha vida terão o privilégio de entender, acrescentar e fazer parte da vida de alguém comum, normal e verdadeiro que está ao lado.

Eu amo o mundo, eu amo a vida, e mais ainda, minha vida social me completa. Quando você julga alguém, você julga a si mesmo. Somos todos iguais, e não somos imunes ao HIV. Você pode ser o outro que amanhã irá refletir sobre meu ato dentro da sua própria carne. Meu gesto é para todos e para aqueles que, por medo do preconceito, se suicidam, mudam de país, vivem à margem da sociedade e se entregam a um mundo de tristeza e falta de perspectivas. Você poderá matá-lo com seu preconceito, ou condená-lo a felicidade! Somos todos iguais e só fazemos a diferença porque que cada um carrega sua única história.

Quero agradecer pelos amigos que perdi e pelos irmãos que ganhei durante meus momentos de alegria e tristeza. Agradeço a minha família e meus amigos, a aqueles que fazem parte de mim sem distinção nenhuma do meu sangue e a todos meus amigos que estiveram e sempre estarão ao meu lado na minha longa jornada que não é mais é uma sentença de morte ou autopiedade.

Não será algo ínfimo nos dias atuais, sim, pois o conhecimento liberta! Leia e se esclareça, você conseguirá enxergar tudo de maneira mais simples! Não é só por mim que me declaro uma pessoa otimista pela vida, mas realmente por aqueles que morrem a cada dia e morreram por preconceito e por desinformação.

Obrigado.

Manifesto em tributo ao eterno R

Quer ler mais? Visite o Tumblr Olhar Posithivo

Mais um caso de homofobia no Facebook aconteceu agora! André, um jovem aparentemente normal, com um perfil abertamente religioso, com frases de amor a Deus e ensinamentos bíblicos, mas no fundo como qualquer outro fanático religioso, seu coração é cheio de ódio, preconceito e intolerância, bem o oposto que Jesus ensinou na Bíblia que ele diz ler.

Homofobia no Facebook

Print retirado do perfil pessoal do homofóbico

Você sabe agir quando algo assim acontece? Vamos em um passo a passo para ensinar a todos como proceder:

- Antes de sair por aí xingando o homofóbico, ou disparando tweets e compartilhamentos com pedidos de denúncia é importante colher provas para encaminhar aos órgãos competentes. Um print screen ajuda muito! Até porque esse André logo depois deletou [com medo de represálias] a atualização mas mesmo assim tenho as provas do que ele falou.

- É importante salientar que precisamos mostrar a url onde isso foi atualizado! No caso, quando dei print fiz questão de pegar a parte com o endereço da atualização. Ele deletou? Não tem problema, a prova está salva em seu computador através da imagem.

- Como é Facebook, também copiei a url do perfil dele, para enviar tudo junto. Assim fica mais fácil de chegarem até ele.

- Depois envie um e-mail para denuncia.ddh@dpf.gov.br. Esse e-mail é da Polícia Federal que é o órgão competente que irá atrás da pessoa. Há um outro site que também recebe denúncias, o Safernet, mas não há nenhum e-mail de contato direto e o jeito é enviar o tipo de denúncia e link de onde aconteceu.

Pronto, foi denunciado! Agora é aguardar que a Polícia Federal ou o Safernet tome as devidas ações contra ele. Não vamos pensar que isso não acontece, porque acontece sim! Lembram do caso da menina que falou mal de nordestinos no Twitter e foi processada? Então! As coisas no Brasil começam a caminhar para crimes na internet e se todos nós contribuirmos com denúncias com provas cada vez mais as pessoas verão que crimes contra gays e lésbicas, além de repercussão também tem condenação!

Gays Gostam de RESPEITO!

California proíbe cura gay

Que a homossexualidade não é doença, todos nós sabemos, mas ainda há pessoas que acham que ser gay é doença ou desvio sexual e pode ser curado. Em contrapartida o estado da Califórnio proíbe cura gay em seu território, sendo o primeiro estado norte americano a criar um lei para essa finalidade.

Jerry Brown assinou a lei semana passada! Inclusive mandou uma mensagem do twitter explicando que não pode ser a favor de uma terapia que não tem embasamento científico e que leva jovens a depressão e ao suicídio.

O senador do estado da Califórnia, Ted Lien, disse que a lei entra em vigor em janeiro de 2013 e serve como lembrança a um jovem que cometeu suicídio após o tratamento. ‘Se alguém tem quaisquer dúvidas de que tais terapias são malignas, eles precisam apenas escutar relatos de vítimas que passaram por essas práticas abusivas”, afirma o Senador.

Já falamos sobre os danos que a terapia de cura da homossexualidade causa em gays e lésbicasMuitos gays e lésbicas tentam o suicídio por não se aceitarem como são, por causa do bullying homofóbico que sofrem em seus círculos sociais, preconceito da família que muitas vezes os enxotam de casa… A proibição da terapia de cura gay não os ajudará nesse sentido, mas também não fará com que sintam-se pior por serem gays.

Como sempre os religiosos que não tem o que fazer, além de perseguir gays e lésbicas, já começaram a chiar e protestar, mas o que importa nesse caso é que por mais que reclamem a lei já entra em vigor em janeiro, e depois disso seu preconceito e seus dogmas religiosos não serão ferramentas para incentivo ao suicídio.

O Estado Laico norte americano manda um beijo para o Brasil!

Vocês conhecem a história de Harvey Milk, um ativista gay norte americano? Há até um filme sobre ele, mas se você ainda não assistiu, leia a matéria que fizemos sobre Milk, A Voz da Igualdade.

Tentou  cargo de Supervisor da cidade de São Francisco 3 vezes, mas finalmente consegue se eleger em 1977 e aprova, depois de muita luta [MUITA LUTA MESMO!], uma lei que protegia os direitos gays na cidade. Um visionário em plena década de 70!

Apesar da sua curta carreira na política, Milk se tornou um ícone dos direitos gays em São Francisco. Em 2002, Milk foi chamado de ‘o mais famoso e mais significativo político abertamente LGBT já eleito nos Estados Unidos‘.

Anne Kronenberg, foi gerente da campanha dele e escreveu o seguinte: ‘O que diferenciava Harvey de você ou de mim era que ele foi um visionário. Ele imaginou um mundo virtuoso dentro de sua cabeça e, em seguida, ele tomou providências para criá-lo de verdade, para todos nós‘.

Não vou contar toda a história de Harvey Milk, só gostaria e usar como exemplo de que mudar as coisas não é difícil, mas é preciso lutar por isso. Não adianta permanecer sentado quando a luta por direitos iguais, porque mais cedo ou mais tarde o preconceito, a homofobia, a intolerância alcançará até mesmo os mais enrustidos e antes que isso aconteça precisamos eleger representantes que ouçam nossas palavras de descontentamento, que nos ajudem a tornar nossas cidades um lugar melhor pra viver para TOD@S os cidadãos!

No Brasil temos o Deputado Federal Jean Wyllys, que sempre se mostrou um homem inteligente e perspicaz na luta por direitos iguais não apenas de gays, mas de toda a população. Um político ímpar que admiro muito e que gostaria que chegasse a cargos mais altos dentro da política brasileira. Será que alguém poderia produzir um filme ou documentário sobre ele por favor?

Não quero defender este ou aquele candidato, meu papel não é esse mas sim mostrar que podemos fazer a mudança, somos instrumentos dessas mudanças que buscamos no Brasil. Basta votar com consciência nessas Eleições.

APOGLBT retoma debates sobre diversidade sexual

A Associação da Parada Gay, ou APOGLBT retoma grupos de discussão sobre diversidade sexual em sua sede na próxima 4ª feira a partir das 17h30. Haverá uma reunião direcionada a todos os segmentos para iniciar as atividades e promover a socialização entre os participantes, e de alunos de psicologia da Unicsul, que acompanharão os debates, assim como os diretores da associação.

Tais grupos de discussão sobre diversidade sexual são realizados desde 2002 através de secretarias internas da associação, o intuito é identificar necessidades, características e comportamentos específicos de cada segmento do universo gay. Além disso, serve como um espaço para troca de experiências pessoais, apoio mútuo e capacitação para novos ativistas gays.

Os grupos abordarão temas como: direitos gays, leis, cidadania, saúde, prevenção, sexo gay, relacionamento, família, escola, formação, trabalho, preconceito e muitos outros, sempre sugeridos conforme o interesse do grupo de discussão. Além de todos esses debates o grupo ainda tem a exibição de alguns filmes, passeios culturais, visitas a exposições e peças de teatro.

Para participar não é necessário nenhum pré-requisito, inscrição prévia, nem assiduidade. As próximas datas com os temas respectivos de cada grupo serão definidas a partir desse primeiro encontro.

| SERVIÇOGrupos de discussão da APOGLBT
| O que? |Reunião de reabertura com todos os segmentos
| Quando? |Dia 5 de outubro, quinta-feira, às 17h30
| Onde? | Praça da República, 386, conjunto 22, Centro
| Info | 11 3362-8266 ou paradasp@paradasp.org.br

Nils Pickert, pai de um menino de 5 anos fez algo que emocionou! Seu filho gosta de usar vestidos e para deixá-lo a vontade com esse gosto decidiu mostrar com um grande exemplo, passou a usar saia! Nils explicou para o site EMMA seu ponto de vista. Vamos conferir?

‘Meu filho de cinco anos gosta de usar vestidos. Moro em uma cidade pequena, com 100 mil habitantes e seus moradores são muito tradicionais e religiosos, mas aqui mostro a diversidade de pensamento de meu filho e faço minha parte para que as coisas mudem.

Meu filho não tem amigos e não quero falar para ele que usar saias e vestidos é errado. Como não há modelos a serem seguidos nesse assunto, tornei-me um exemplo para meu filho. Não posso esperar que uma criança em idade pré escolar se auto afirme como um adulto, por isso tomei essa decisão. Ele olha pra mim e pergunta: ‘Quando você usará saia de novo?’

Ele não se atrevia a usar vestidos ou saias na escolinha, mas um dia uma mulher nos encarou na rua e de tanto olhar bateu com a cara em um poste de luz. Meu filho caiu na gargalhada e logo no dia seguinte procurou um vestido bonito em seu guarda-roupa e foi para a creche usando-o.

Agora ele pinta as unhas também e sempre sorrindo, mesmo quando seus amiguinhos implicam, ele revida: Vocês só não usam saias e vestidos porque seus pais não tem coragem de fazer o mesmo!’

Tem como não pular de alegria ao ler uma matéria dessas, onde um pai enfrenta lado a lado com seu filho o preconceito? Isso sim é um exemplo a ser seguido!

[Sugestão enviada por Cleiton Souza]

Dia Dos Pais Gays Gostam

Homens, trabalhadores, honestos e amorosos, milhares de gays sonham em ser pais e muitos enfrentam o preconceito para realizar seu sonho!

Um grande exemplo disso é o cantor Ricky Martin, pai de Matteo e Valentino e conta com a ajuda de seu marido, o economista Carlos González Abella. Outro exemplo de pai gay famoso é o ator Matt Bommer que cria além de sua filha, os 2 filhos de seu marido, o publicitário Simon Halls.

Ser pai é uma eterna luta, seja para gays ou heteros, vejo sempre o exemplo do meu pai que sempre lutou por mim e meus irmãos, nos educou dando exemplos de caráter e hombridade, claro que com muita palmada e brigas, mas isso é normal para qualquer família, não é mesmo?

Dia Dos Pais Gays Gostam

<3 Esse é o meu pai <3

Agradeço sempre o pai que tenho! Vejo muitos exemplos de pais que maltratam seus filhos ao descobrirem que eles são gays e meu pai pelo contrário, sempre respeitou minha sexualidade e até conheceu meu ex-marido e alguns namorados. Sua posição é a seguinte: Seja uma pessoa de bem, trabalhadora e de caráter que com quem você transa ou deixa de transar não interfere em quem você é.

Penso em adotar uma criança um dia e me tornar um pai, já que as leis brasileiras nos garantem esse direito. Só não acho que seja a hora para isso, ainda sou novo, preciso de maior estabilidade e abrir mão de algumas coisas para ser um bom pai. Não adianta adotar e não se comprometer em dar uma boa educação e amor para a criança, e sinceramente ainda não estou preparado para isso. Quem sabe daqui uns anos?

Olha esse video que achei sobre um garoto que tem dois pais

Adoro um bom filme, principalmente os musicais! Esse gênero teve origem no teatro da Grécia Antiga, onde misturavam o teatro e musicas, e os atores precisavam entender não apenas de interpretação mas de melodia também!

No cinema os musicais começaram no final do século 19, com o filme ‘O Dançarino Mexicano‘,  filme da época do cinema mudo, mas focado em danças e melodias. Trinta anos depois é lançado ‘O Cantor de Jazz’, primeiro filme com trilha sonora gravada e sincronizada que conta a história de um pretendente a cantor que sofre preconceito dos jazzistas tradicionais por ser branco.

De lá pra cá muita coisa mudou e diversos filmes musicais formam lançados, por isso elegemos 5 dos mais legais e divertidos da nova safra. Se não assistiu algum deles, sugiro que veja, porque valem a pena!

A Noviça Rebelde

Na Áustria da década de 30, durante o pesadelo nazista, uma noviça surge na família Von Trapp, cujo patriarca linha dura cria seus 7 filhos em um regime quase militar. Fräulein Maria chega para mudar a vida dessa família, trazendo de volta a alegria e conquistando o respeito e os corações das crianças e do Capitão Von Trapp.

Hair

Filme Musical Gays Gostam

Um rapaz do interior que se alistou para a Guerra do Vietnã conhece um grupo de hippies em Nova York, com conceitos bem diferentes dos dele, mostrando que essa escolha é uma loucura. Entre discursos ‘políticos’ rola muita música. Um clássico!

Priscilla – A Rainha do Deserto

Três Drag Queens são convidadas para realizar um show no interior da Austrália e optam por chegar a seu destino com um ônibus, chamado de Priscilla. Muita música, paetês e performances incríveis! Só que uma surpresa as aguarda, a contratante do show é  ex-esposa de Antony, uma das drag queens.

Mamma Mia

Se você é fã de ABBA se deliciará com esse filme, que conta a história de Sophie que está prestes a se casar, mas não sabe quem é seu pai, enviando convites para os 3 ‘suspeitos’ ex-namorados de sua mãe. A confusão está montada e tudo com muita música! Meryl Streep dá um show de interpretação [como sempre] e ainda canta muito bem!

Hairspray

Todo adolescente da cidade de Baltimore sonha em aparecer num show de tv local chamado The Corny Collins Show, e não seria diferente com Tracy Turnblad, uma jovem gordinha que dança muito bem impressiona o apresentador e conquista um lugar no programa. A estrelinha do programa, Amber, e sua mãe vivida por Michelle Pfeiffer se sentem ameaçadas e passam a sabotar a novata! O tema do enredo é o preconceito com pessoas fora dos padrões de beleza das super magras e de quebra ainda é abordado o racismo! Cenas de dança impecáveis e uma trilha sonora PER-FEI-TA!

E vocês curtem quais musicais? Adoraria que vocês colocassem nos comentários, assim posso assistir o que vocês mais gostam!

Preconceito na hora de procurar emprego - Gays Gostam

Em uma pesquisa realizada pelo trabalhando.com dados indicam que gays e lésbicas sofrem preconceito na hora de procurar emprego.

Dos 400 entrevistados, 54% garantem que existe sim discriminação na hora de contratar LGBTs nas empresas. 22% acreditam que o preconceito existe dependendo da área e cargo a serem ocupados e apenas 3% dizem que não existe mais isso. A pesquisa foi realizada com 30 empresas de médio e grande porte.

Eliana Dutra, Coach de uma empresa dize que profissionais homossexuais são contratados, mas que dificilmente alcançam cargos de diretoria, e as que alcançam sofrem um bocado para chegar a um patamar elevado dentro das empresas.

O que não entendo é o que a sexualidade das pessoas tem com o profissionalismo. Até porque pesquisas mostram que 57% de gays e lésbicas tem ensino superior, pós graduação ou mais, ou seja, tem bagagem e conteúdo para exercer cargos altos dentro das empresas. O que é de fato relevante na contratação são suas competências, não o que ele faz nas horas vagas ou com quem se relaciona.

Nos Estados Unidos, por exemplo, é terminantemente proibido por lei fazer qualquer pergunta pessoal para o candidato a qualquer vaga, ou seja, perguntar estado civil, idade ou qualquer outra coisa não pode.

Particularmente [que eu saiba] nunca sofri nenhum tipo de preconceito ou notei que deixei de conseguir um cargo ou promoção por conta da minha sexualidade. Não sei se é a área que eu trabalho [assessoria de imprensa e produção de eventos] que é bem aberta ou outro fator, mas nunca senti esse tipo de coisa. Inclusive no meu emprego atual eu me divirto com os profissionais que trabalham comigo, brinco com eles e tenho até um ‘namorado‘ [de brinks] entre eles.

Você já sentiu preconceito na hora de procurar emprego?

Preciso de ajuda! Comecei a estudar em uma escola nova esse ano, entrei pro blog da escola e virei super amigo do editor chefe, um garoto do 3º ano.

Não pude evitar, acabei me apaixonando por ele, mas achei que seria algo platônico pois todos acham que ele é HT, e todos dizem que ele namora com uma menina que vive grudada nele. Mas com o passar do tempo nós nos tornamos muito amigos e eu contei que gostava dele. Eentão pra minha surpresa ele disse que tambem estava ‘afim‘ de mim.

Começamos a ficar, e ele me pediu em namoro há duas semanas atrás, mas como ele não é assumido eu prometi que manteria o nosso relacionamento em segredo. Não posso evitar ficar com ciúmes da suposta ‘melhor amiga’, até por que o comportamento dele é estranho em relação a ela, todo o tempo quando eu estou com ele chega sms dela no cel dele e ele não me deixa ver.

Como eu vivo com a pulga atrás da orelha, fui fazer amizade com ela. Então inventei que um amigo estava interessado nela e perguntei se ela tem namorado, e ela me disse que namorava com ele.

Estou muito triste e confuso, qual é a dele??

Se ele já namorava com ela como ele pode me pedir em namoro?

Estou muito decepcionado, não sei nem o que pensar sobre isso. O pior de tudo é que eu realmente gosto dele, e não vou suportar mais ve-lô com ela.

Dinho, via e-mail

Cena do curta-metragem: Poliamor

Hey Dinho, que situação hein?!

É a coisa mais normal namorar caras não assumidos, até porque acredito que sejam boa parte da população gay, que vive uma ‘vida dupla’, com medo que o preconceito e a intolerância se aproximem deles. Eu entendo seu namorado não assumir, mas sempre sou a favor da verdade, por isso EU me assumi, mas cada caso é um caso, e cada um sabe o que é melhor pra si.

Acho que o melhor a se fazer é conversar com ele abertamente, e falar com todas as letras o que essa menina te falou, e abrir seu coração para o namorado e contar sobre sua insegurança a respeito dela e do relacionamento. As vezes ele acha que você convive bem com essa amizade e acaba por usá-la como fachada para uma falsa heterossexualidade. Conversar não mata, apenas torna o relacionamento mais forte e fundamentado na confiança e segurança de ambas as partes.

O que pode acontecer é que ele seja bissexual e namore com os dois ao mesmo tempo. Isso não é difícil de acontecer no universo gay. Uma forma fácil de descobrir é conversando e perguntando na cara dura o que ele sente/tem com essa menina. A parte dela você já sabe, ela se diz namorada. ~ELA SE DIZ~ mas até ser namorada de verdade são outros 500.

Semana passada aqui no blog comentei sobre o curta-metragem Poliamor. Você leu? Se não leu fica a dica, porque pode ser algo interessante se o fato dele namorar os dois ao mesmo tempo se confirme, viu?

Eu sou bissexual e sofro PRECONCEITO por parte de gays! Alguns  amigos meus deixaram de falar comigo e simplesmente me ignoram. Segundo eles só EXISTEM GAYS e HÉTEROS. Fiquei MUITO impressionado, pois, eles que deveriam me apoiar, me deram as costas, mas meus amigos HETEROS, alguns deles, me disseram o seguinte: O IMPORTANTE É QUE VC ESTÁ FELIZ E NADA MUDA, INDEPENDENTE DE SUA OPÇÃO SEXUAL.

Agora pergunto a vcs: GAYS RECLAMAM DE PRECONCEITO E OS MESMOS SÃO PRECONCEITUOSOS? COMO ASSIM, PRODUÇÃO?
Meninos, sinceramente, o q vc’s acham sobre isso?

2º – Quero saber se o PEAGÁ PEÑALVEZ aceita sair comigo! Ele é lindo!

Guilherme, RS.

))) Oi, Guilherme, desculpa a demora em responder. Primeiro de tudo, nós não optamos sexualmente. Seguimos uma “Orientação” sexual. Ninguém escolhe ser gay, bom, tem quem acha que dá para escolher a sexualidade, mas isso eu deixo pra um outro post sobre fanáticos religiosos que acreditam poder curar a homossexualidade.

Seguinte, realmente existe muito preconceito no mundo. E, nós gays, somos parte do mundo… Então, infelizmente, não estamos fora dessa. Sofremos preconceito, mas também o praticamos. Se o cara é pobre, não tem dentes, se diz que é Bissexual ou que é um abominável homem das neves… já era.

Mais importante do que sua sexualidade, é seu caráter e sua higiene…rs

Preconceito é justamente isso, quando você faz um conceito (fulano não serve pra mim, por exemplo) antes de realmente saber se é verdade. Julgar antes de ir a fundo…

Não fique revoltado com o fato dos seus “amigos gays” terem te dado as costas. Simplesmente porque eles não eram amigos seus coisa nenhuma. Quem gosta de ti e quer fazer parte da sua vida não te rotula e não se importa se você é gay, bi, tri ou pam. O importante é o seu caráter e não com quem vai pra cama. Se você não engana ninguém, se não brinca com sentimentos dos homens e mulheres com quem sai… não está fazendo nada de errado. Siga sua vida e nutra amizades assim, com pessoas que gostam de estar contigo como você é.

))) Resposta 2: Então, sinto muito em te dizer isso, mas o Peagá não sai com Bissexuais (brincadeira). Faz assim, banca passagem e hospedagem pra dois aí no Sul. Isso mesmo! Para 2: eu e ele. Sim, porque tenho que ir junto pra ver se aprovo essa “saidinha”…

Beijas,

L^^e!))).

Boa noite meninos do DQOGG.

Fiquei com um cara do meu trabalho - Gays GostamComo tudo que é bom deve ser elogiado, dexie-me começar dizendo que sigo o blog há alguns meses e ainda não encontrei outro tão bom quanto, embora esteja bem satisfeito a ponto de não sair por aí procurando concorrentes. Admiro mto o trabalho da turma ae.

Minha historia é a seguinte: não sou efeminado, por isso nunca tive problemas em ser discreto. Porém na empresa onde trabalho sou ainda mais discreto. Os únicos que sabem que sou gay são aqueles que ouviram por ae da boca de meia duzia de gatos pingados ou sacaram alguma coisa e chegaram para perguntar, confirmei sem problemas, mas pedi para que não espalhassem aos quatro ventos.

No entanto apareceu um rapaz novo na firma (tipo deus grego de 20 anos). Logo percebi sua sexualidade (acho que um que é sem pre reconhece outro nas redondezas), e comecei a investir.

Acontece que deu certo, ficamos, passamos uma noite que sei que me daria muita inveja se não estivesse presente (risos), trocamos números e facebooks (isso é o que me intriga, pois foi ele quem pediu), mas no fim do papo ambos concordamos que seriamos apenas conhecidos de escritório para os demais funcionários da empresa.

Trocando ideia no escritório mesmo, mas não mais nos encontamos em particular, apenas mensagens calientes. No entanto, desde a coisa mudou; ele foge de minhas mensagens no celular, no face, se mostra em Off pra mim no msn, porém dentro do escritório ele tem se mostrado mais saidinho para com a minha humilde pessoa. Vem trocar idéia na mesma mesa (nem espera pelo cafezinho como costumáva-mos fazer), quando chega na mesa, senta sobre ela, solta piadinhas que poderiam ser consideradas mais intimas e todo dia na hora de sair do escritório, ele passa na minha mesa, aperta minha mão e lança um sorriso que me derruba e que sei que derruba qqer uma ao redor (até heteros se bobear).

Para quem tenta manter imagem de hetero isso pode ser meio perigoso, mas não ligo pra isso, e nunca liguei. Me preocupo mais com os sentimentos e o clima que pode ficar entre nós caso esse planinho dê errado.

Eu quero pedir para que pare com essa criancisse, mas tenho medo de estar entendendo mal a coisa toda e acabar perdendo de vez o afeto do boy. E como não estou conseguindo contato fora da empresa e ainda não tive a chance de agarrar o garoto em um dos elevadores (que percorre 7 andares) para ‘conversar.

A minha grande dúvida é: será que corro muito risco de perder o garoto caso chegue pedindo para que cresça e se assuma de uma vez? Têm alguma outra sugestão?

Muito obrigado pelo espaço meus queridos.

Junior, 22 anos – Campinas/SP

Fique com um cara no meu trabalho - Do Que Os Gays Gostam

Foto: Google Images

Olá Junior, fico MUITO feliz em saber que curte nosso blog. Tentamos fazer o melhor para vocês leitores. Obrigado pelo carinho e confiança.

Situações assim no ambiente de trabalho realmente são um pouco complicadas. Não digo de saberem que você é gay, mas o ‘relacionamento’ entre vocês. Muitas empresas não gostam que seus funcionários tenham tal intimidade, porque as vezes pode dar problema.

Pelo que entendi, o rapaz é novo e nem sempre nessa idade temos maturidade para viver um relacionamento assim. Outra coisa que me passou pela cabeça é de que ele ainda está se descobrindo como gay, e ainda precisa se entender um pouco antes de qualquer coisa. Talvez, por isso, que ele fique com esses joguinhos de na empresa dar bola e nas mídias sociais não responder. OU…

… Se ele não fala com você nas mídias sociais e celular, você já pensou se ele tem alguém mais sério na vida dele? Pode acontecer de não responder nada no Facebook com medo de que o namorado leia [ou algum familiar].

Acho que uma conversa SEMPRE AJUDA. Sentar e trocar ideia sobre o que acontece não é encostar uma arma na cabeça dele, mas sim mostrar que você está interessado nele e gostaria de saber se é correspondido ou se pode ter esperança de ter algo mais profundo.

Quanto a ele se assumir de uma vez a coisa complica, porque não sabemos se ele quer isso para a vida dele. Sim, algumas pessoas passam a vida escondendo sua sexualidade por medo do preconceito. Sempre sou a favor da verdade, até para levar uma vida mais livre, leve e sem stress. Nem todos pensam assim, então o melhor mesmo é deixar isso a cargo dele escolher.

Se você sente algo por esse boy magya e acha que pode dar certo, qual o problema de chamá-lo para um conversinha quando ele sentar na sua mesa de novo? Convide-o para um café, suco, cerveja, vinho… qualquer coisa. E seja feliz!!!

[PS- Por favor, antes de agarrá-lo no elevador verifique se há câmeras, porque isso sim pode ser um grande problema para vocês]

Roni E Sidney Gay Avenida Brasil

Novela Avenida Brasil abordará homossexualidade entre jogadores de futebol através do personagem Roni, vivido pelo ator Daniel Rocha. A trama já está caminhando para isso.

Roni já demonstrou algumas vezes que não sente tanta [ou nenhuma] atração por mulheres. Como a cena na loja onde uma cliente dá em cima dele e ele a dispensa dizendo que já tem namorada. Claro que Diógenes [Otávio Augusto] pergunta para o filho o ‘porquê‘, mas o filho desconversa e inventa uma desculpa de que não curtiu a mina.

A piriguetchy Suelen já até brincou sobre a sexualidade de Roni, quando disse que o ajudaria a ficar com Leandro [Thiago Martins], já que fica no ar uma certa atração dele pelo amigo.

Ao que tudo indica, o grande amor de Roni na novela será por Sidney [meio irmão de Tessália], interpretado pelo gostoso do Felipe Titto. Se você pensa que tudo será fácil, se engana. O casal deve enfrentar o preconceito em suas próprias casas, através de seus pais Diógenes e Dolores [Paula Burlamaqui].

Agora só nos resta torcer para um final feliz!!!