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Louis Garrel é um francês gostoso, atua desde os 6 anos no cinema e é filho do cineasta Philippe Garrel e da atriz Brigitte Sy e se consagrou mundialmente com o filme The Dreamers, mas já falamos sobre ele aqui no blog na coluna cinemão, com o filme Les chansons d’amour.

Esse post é dedicado ao Jader Plano B, que AMA o Louis Garrel!

Por Jader Plano B

Confesso que os musicais me atraem. Gosto de filmes alegres, onde os anseios e receios dos personagens viram notas musicais alegres, onde a felicidade e o drama que permeiam a história, viram rimas em belos versos que saltam da boca dos atores. Eu adoro musicais, por que mesmo quando tristes, me deixam feliz. Por que, na minha opinião, é para isso que serve o cinema, para mexer com nossos sentimentos.

Essa semana eu assisti ao filme “Les Chansons d’Amour”. Confesso que foi quase sem querer que conheci o filme de Christophe Honoré, mas a cena que eu vi (essa do vídeo a seguir) simplesmente me ganhou. Confesso também que não era fã do Louis Garrel, sempre o achei um excelente ator e um cara bonito, mas seu charme francês só me chamou atenção neste filme. Não sei, acho que foi pelo personagem Ismael.

O filme “Les Chansons d’Amour”, lançado em 2008 nos cinemas brasileiros com o título “As Canções de Amor”, conta a história de Ismael (Louis Garrel), que vive com duas mulheres em um relacionamento a três, uma delas é sua namorada e a outra é sua colega de trabalho. Julie (Ludivine Sagnier) e Alice (Clotilde Hesme) são as duas bases do triângulo amoroso, que gera os versos músicas da primeira parte do filme.

Não sei até que ponto o filme “Les Chansons d’Amour” é um filme gay, já que a produção de Christophe Honoré é mais complexa do que isso. Diria que é um filme sobre sexualidade, sobre amor, ou sobre carinho.

“Les Chansons d’Amour” é divido em três atos, três partes da vida do jovem Ismael. A partida, a ausência e o recomeço. Na primeira parte, onde somos apresentados ao triângulo amoroso e aos personagens em torno dele (a família de Julie e o relacionamento deles com o personagem de Garrel), marca acontece à partida do amor: Julie morre, e junto a ela a relação – que já estava morrendo – a três que mantinham com Alice. A morte da personagem é completamente surpresa, algo que o espectador não esperava e as canções de Ismael, aos poucos, vão ficando tristes.

No segundo ato somos apresentados ao personagem de Grégoire Leprince-Ringuet, Erwann, que funciona como a nova direção de Ismael, que vaga sem destino, sem saber para onde ir, sentindo a ausência de Julie.

Digamos que a história do filme começa após a morte de Julie: É nessa parte que percebemos que os personagens secundários agregam uma forma maior à trama, até então disforme, da história. Uma delas é a personagem de Chiara Mastroianni, que, ao perder sua irmã, fica paralisada como se nada mais fosse importante e ainda guarda um sentimento por seu ex-cunhado (que mesmo após a partida de Julie, continua fazendo parte da família).

A parte final de “As Canções de Amor” marca o recomeço da vida de Ismael, que ao perder seu grande amor e sua família percebe que o amor é algo passageiro e que quando mais forte, mais destrutivo será. Como a última frase cantada por ele no filme: “Ama-me menos, mas ama-me por muito tempo”.

A relação entre Ismael e Erwann é tão linda que – mesmo após a morte de Julie, o drama daquela família e a reação complicada da personagem de Chiara Mastroianni – não consigo classificar Les Chansons d’Amour como um filme triste. É um lindo filme .

Uma coisa é certa, eu não gosto de escrever sobre filmes que eu gosto muito e “As Canções de Amor” é um desses. O filme passa de uma produção de cinema para algo completamente pessoal e minha reação será baseada no meu sentimento, ou seja, não consigo o distanciamento crítico necessário.

“Les Chansons d’Amour”, além de contar com todo charme do cinema de Christophe Honoré e de um elenco absurdamente lindo, conta com uma linda trilha sonora, onde os personagens transformam seus dramas e suas histórias em belas canções de amor.

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