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Travesti eleita é ameaçada de morte em Piracicaba

Publicado: 18/10/2012 por @peagapenalvez em Política
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Foto: Tomaz Fernandez/G1

A travesti eleita como vereadora em Piracicaba, Madalena, recebeu telefonemas a ameaçando de morte caso assuma o cargo em 2013, alem disso, um carro a seguiu e tirou algumas fotos dela enquanto caminhava. A nova vereadora é líder comunitária e foi eleita com 3035 votos.

Ao atender o telefone durante a madrugada, Madalena ouve a seguinte ameaça:  ‘Se você pensa que vai assumir a cadeira no dia 1º de janeiro? Você não vai não’. Além disso, ouviu diversas barbáries como xingamentos, mas desligou o telefone. Porém o telefone tocou novamente e a ameça foi declarada: ‘Tome muito cuidado que nós não estamos brincando, estamos falando sério. Sabemos a hora que você sai do serviço, a hora que chega‘.

Madalena não acha que seja caso de ódio por ser travesti, mas pensa que as ameaças partem de algum oponente político que não se conforma com a quantidade de votos que recebeu na eleição.

Já foi aberto um boletim de ocorrência e a polícia começará a  investigar em breve os possíveis autores da ameça.

Nunca vi um gay feliz

Esse é o retrato da política brasileira, ouvir de um vereador eleito nessa última eleição que: ‘Ser gay não é bom pra ninguém (…) Nunca vi um gay feliz‘. Quem disse isso foi o vereador Conte Lopes em entrevista para o Estadão onde falava sobre o Kit anti homofobia, vetado pela presidente Dilma Rousseff, que na ápoca disse que se tratava de ‘propaganda de opção sexual‘.

Para piorar mais as asneiras que falou completa com: ‘Todo cidadão quer ter um filho homem jogando bola, uma filha mulher brincando de boneca, casando, gerando filhos… O natural é isso! Eu acho que os psicólogos deveriam analisar isso aí‘.

Não sei até que ponto o vereador leu sobre o kit anti homofobia, mas pelo que sei, ele foi sim elaborado não apenas com as informações de ONGs e militantes LGBTs, mas com a ajuda de psicólogos e pedagogos. Na realidade o que ele quis dizer nas entrelinhas é que quer psicólogos da sua laia, ou até mesmo psicólogos cristãos como vejo muitos por aí que prometem curar a homossexualidade.

A felicidade é subjetiva, não posso dizer o que faz uma pessoa feliz ou não. Se gays não são felizes eu não sei, posso falar apenas por mim, mas pelo que observo [há anos] somos tão felizes quantos os heterossexuais, nem mais nem menos. Não entendo como as pessoas gostam de nos colocar como todos iguais e homogêneos, levando em consideração que somos tão únicos quantos os heterossexuais. Será que fazemos parte de uma outra espécie e não sabemos? Creio que não, né?

Os mesmos problemas que afligem qualquer pessoa no mundo também nos fazem mal. Sofremos por amor, queremos casar e ter filhos, ficamos doentes, temos problemas com nossos pais, chefes, amigos… O que nos faz mais tristes que o restante da população? Só se os heterossexuais vivem a base de fluoxetina e não sabemos, né?

Quem é esse vereador para julgar o que nossos pais querem de nossas vidas? E se eles querem algo, o que isso interfere em nossas decisões, se somos indivíduos únicos que temos gostos pessoais e livre arbítrio para fazer o que bem quisermos?

Porque tanto machismo com homens que brincam de boneca ou mulheres que jogam bola? Quer dizer que um homem que brincar boneca é gay e uma mulher que joga bola é lésbica? Hum… o que dizer de um homem que brinca de boneca e quando adulto, através dessas mesmas brincadeiras, se torna um pai exemplar que sabe como cuidar de uma criança? Ou uma mulher que quando adulta torna-se uma esportista e através do futebol cresce como profissionalmente e emocionalmente? Eles são gays/lésbicas por conta de um detalhe desses?

Complicado quando esses novos vereadores querem fertilizar nossos ouvidos com tanta merda que sai de suas bocas, né?

Assista o vídeo com a entrevista:

Maite Schneider - No Fusca Show

Do Que Os Gays Gostam? Maite Schneider, atriz, depiladora e transex [já falamos sobre ela na coluna TRANSformando] e não é que ela foi entrevistada pela galera do No Fusca Show e arrasou, como sempre!

Maite é uma grande militante dos direitos gays, em especial dos Travestis e Transexuais e tem um site super bacana chamado Casa da Maite.

Confere aí o que rolou:

Preconceito na hora de procurar emprego - Gays Gostam

Em uma pesquisa realizada pelo trabalhando.com dados indicam que gays e lésbicas sofrem preconceito na hora de procurar emprego.

Dos 400 entrevistados, 54% garantem que existe sim discriminação na hora de contratar LGBTs nas empresas. 22% acreditam que o preconceito existe dependendo da área e cargo a serem ocupados e apenas 3% dizem que não existe mais isso. A pesquisa foi realizada com 30 empresas de médio e grande porte.

Eliana Dutra, Coach de uma empresa dize que profissionais homossexuais são contratados, mas que dificilmente alcançam cargos de diretoria, e as que alcançam sofrem um bocado para chegar a um patamar elevado dentro das empresas.

O que não entendo é o que a sexualidade das pessoas tem com o profissionalismo. Até porque pesquisas mostram que 57% de gays e lésbicas tem ensino superior, pós graduação ou mais, ou seja, tem bagagem e conteúdo para exercer cargos altos dentro das empresas. O que é de fato relevante na contratação são suas competências, não o que ele faz nas horas vagas ou com quem se relaciona.

Nos Estados Unidos, por exemplo, é terminantemente proibido por lei fazer qualquer pergunta pessoal para o candidato a qualquer vaga, ou seja, perguntar estado civil, idade ou qualquer outra coisa não pode.

Particularmente [que eu saiba] nunca sofri nenhum tipo de preconceito ou notei que deixei de conseguir um cargo ou promoção por conta da minha sexualidade. Não sei se é a área que eu trabalho [assessoria de imprensa e produção de eventos] que é bem aberta ou outro fator, mas nunca senti esse tipo de coisa. Inclusive no meu emprego atual eu me divirto com os profissionais que trabalham comigo, brinco com eles e tenho até um ‘namorado‘ [de brinks] entre eles.

Você já sentiu preconceito na hora de procurar emprego?

Imagem ADVOCATE.COMDiversidade será o principal tema da tarde, no Pentágono [Departamento de Defesa norte-americano], já que celebrará pela primeira o Orgulho Gay em suas instalações, e quando vemos algo assim e lembramos da ‘Don’t Ask, Don’t Tell‘ ficamos felizes em saber que a maior potência do mundo abre cada vez mais portas para seus cidadãos LGBTs.

O Conselheiro Geral Jeh Johnson fará um discurso sobre o assunto e em seguida haverá um painel de discussão com o tema ‘O Valor do Serviço Aberto e Diversidade‘. Jeh foi extremamente ativo na luta pela revogação da lei que negava o direito de gays e lésbicas servirem as Forças Armadas, e continua ainda supervisionando os aspectos legais e igualdade de benefícios para famílias de militares e casais homo afetivos.

Aubrey Sarvis, Diretora Executiva da Rede de Defesa diz: ‘Esperamos que o Pentágono mostre que a implantação dessa nova política vai bem, e sabemos que o maior crédito desse trabalho se deve ao profissionalismo dos membros em serviço e comandantes das Forças Armadas.

No início desse mês, Leon Panetta se tornou o primeiro Secretário de Defesa a emitir uma mensagem de orgulho destinada aos membros LGBTs das Forças Armadas. Em uma declaração em vídeo ele diz: ‘Diversidade é uma das nossas maiores forças‘.

Gad Beck Holocausto Gay - Do Que Os Gays Gostam

Poucos dias antes de completar 89 anos, morreu um dos últimos sobreviventes do Holocausto GayGad Beck, ativista nos direitos LGBTs, judeu, gay e um combatente pela liberdade.

Beck é considerado por alguns como o último sobrevivente do Holocausto Gay. Com um pai judeu e mãe alemã que se converteu ao judaísmo, Beck foi considerado um mestiço pelos nazistas.

Se juntou a um movimento clandestino de resistência e trabalhou para salvar gays e judeus. Em uma reviravolta de partir o coração, o jovem tentou resgatar seu namorado judeu em um campo de concentração. Vestiu um uniforme da juventude de Hitler e tentou entrar, mas seu esforço não foi um sucesso e seu namorado e toda sua família foram levados para Auschwitz e assassinados. Beck sofreu muito com a perda de seu namorado, e inúmeras vezes chorou ao tocar no assunto durante entrevistas.

Pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, Beck foi traído por um espião da Gestapo. Ele foi levado para um campo de detenção, mas liberado quando os Aliados derrotaram os nazistas.

Após a guerra, Beck se mudou para Israel mas voltou à Alemanha em 1979, onde tornou-se ativista na luta por direitos de gays e judeus e ajudou a emigrar sobreviventes para a Palestina. Sua história fascinante foi imortalizado no filme T he Life of Gad Beck e o documentário ‘Parágrafo 175‘.

Ele deixa Julius Laufer, seu parceiro de 35 anos.

Plano de Combate a Homofobia - Do Que Os Gays Gostam

Por um país onde não sejamos mortos por expressar nosso AMOR

O Palácio do Planalto apertou e a Secretaria de Direitos Humanos pretende acelerar os preparativos para o plano de combate a homofobia, ou Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Ao que tudo indicava, o plano só seria lançado no final do ano, mas por determinação da presidente Dilma Rousseff adiantaram para o mês de agosto.

O primeiro esboço do plano será apresentado pela ministra Maria do Rosário até julho. O interesse da presidente gira em torno de alguns detalhes como: custo, principais ações e o papel de cada um dos 18 ministérios envolvidos realizará.

Todos sabemos que a presidente sofre ataques de ambos os lados quando o assunto são os políticas e direitos LGBTs. De um lado evangélicos se opõe e formam uma bancada que pode acabar [ou tentar] com diversos dos projetos do governo. Do outro lado estamos nós gays, que cobramos mais atenção e leis voltadas para a nossa segurança, e claro, direitos iguais.

Não será um luta fácil!!! Parece que somos o lavo desses políticos evangélicos, que ao invés de combater a corrupção, melhorar a educação e saúde desse país preferem correr atrás de gays e lésbicas com tochas, prontos para nos queimar antes do inferno.

Ana Claudia ou mulher bicha, todos conhecem pelo menos uma.

Elas entendem o pajubá, são lindas, descoladas, animadas, abusadas, debochadas e companhia para toda hora, até para aquele after hour. Sempre com seus amigos [gays] em volta, são a personificação dos gays na versão feminina [ou com vagina].

Um grande exemplo disso é a hostess da festa Vexame, Dani Glamurosa. É impossivel ir a uma festa e não rir litros com essa mulher linda e espontânea. Recebe os convidados com descontração, e claro, bom humor. A festa começa logo na fila para entrar na festa, porque ela também é uma festa a parte. É o tipo de pessoa que cativa qualquer um, principalmente as gays.

Mulher Bicha

A linda Dani Glamourosa

A cantora Preta Gil também é a personificação das mulheres bichas do Brasil. Fala o que realmente pensa, tem glamour e sabe o que quer. Não se intimida, e vai a luta sempre. Aposto que a cantora tem diversos amigos LGBTs, porque ela manja muito sobre o assunto, e acima de tudo entende do que fala.

Mulher Bicha

A super star, Preta Gil

Uma vez mulher-bicha é assim até morrer. Sinceramente nunca conheci uma ex mulher-bicha, elas levam isso pra vida inteira. Podem se casar, ter filhos e até cuidar da casa, mas nunca deixarão o brilho e a realeza. Seria como fazer uma operação de mudança de sexo, porque elas se sentem assim, mulher e bicha. Tudo junto, amalgamado e impossível de separar.

Um beijo a todas as mulheres-bichas que conheço. O universo gay seria mais triste sem vocês por perto!!!

Todos os anos vejo muitos gays falando sobre a Parada Gay, uns são contra e metem o pau na maior manifestação do mundo enquanto outros a adoram, mas talvez ambos desconheçam como tudo se iniciou, e é sobre isso que o documentário A Revolta de Stonewall fala.

Em 1969 a homossexualidade ainda era vista como doença, distúrbio mental ou perversão sexual. Quantos e quantos gays e lésbicas eram tratados em clínicas psiquiátricas a base de choques, esterilizados e castrados, alguns foram submetidos a lobotomia. Outros tomavam remédios tão fortes que davam a sensação de afogamento.

Tudo começou no dia 28 de junho de 1969 no Stonewall InnGreenwich Village em Nova York, o bar era famoso entre gays e lésbicas da época. Só que nem tudo é alegria, purpurina e corpos sarados no universo gay.

Uma violenta batida policial aconteceu no local e muitos gays e lésbicas, como sempre, foram tratados como lixo, espancados e presos. Cansados das constantes batidas policiais os frequentadores não deixaram impune a violência, e enfrentaram a força policial. Relatos contam que voavam cadeiras, lixeiras pegando fogo, garrafas, pedras e tudo mais que a multidão via na frente.

Outros gays, ao saberem da revolta se juntaram e tomaram as ruas e considera-se a primeira resistência pública da história dos homossexuais. Foi através dessa manifestação que LGBTs do mundo todo se organizam todos os anos para tomar as principais ruas de suas cidades, para vivenciar suas vidas sem máscaras e lutar por direitos que são negados.

Já se passaram 43 anos desde Stonewall, e muitos não sabem da história, o porque do Orgulho Gay e sua manifestação. Talvez não se importem.

Quando eu digo que VOU A PARADA GAY alguns gays falam sobre o Carnaval que ela se tornou, mas ao menos sabem os motivos dela existir??? Não sou contra a música e a alegria, essas são qualidades que nós gays temos e não seria uma manifestação gay se não houvesse uma drag queen sorrindo e mostrando suas roupas magníficas, ou casais LGBTs andando de mão dada na Avenida Paulista sem medo de ser agredidos com lâmpadas, ou até mesmo as músicas que nos alegram todos os fins de semana quando vamos para nossos baladas.

Sinceramente não acho que mais de 50% dos frequentadores saibam os reais motivos sobre o que é a Parada do ORGULHO Gay, mas espero contribuir pelo menos um pouco com aqueles que leem o blog.

Parada Gay é manifestação, alegria de viver, dançar e se divertir, mas nunca esquecendo que é uma [das tantas] formas de se manifestar e tomar as ruas da maior cidade do Brasil.

Revolta de Stonewall - Parada gay

Eu vou a Parada Gay, faço alguma coisa por aquilo em que acredito. Pior são essas pessoas que querem direitos iguais e não se mexem para fazer nada. Prefiro ir para esse tal ‘carnaval‘ como chamam a ~minha~ manifestação, do que ficar em casa esperando que um dia as coisas mudem.

Lutarei por meus direitos iguais sorrindo, dançando, abraçando meus amigos, olhando milhões de pessoas que como eu sairão as ruas nesse domingo.

Achei um documentário bem interessante sobre o assunto. Acho importante tirar um tempinho para assisti-lo. Dá o play! 

Foto: AllOut

Sergey  Kondrashov, hetero, casado há 16 anos, foi preso na Rússia por defender a amiga lésbica usando um cartaz como forma de protesto em São Petesburgo [segunda maior cidade do país] com os seguintes dizeres: ‘Uma querida amiga é lésbica.A minha esposa e eu a amamos e a respeitamos,e a família dela é exatamente igual a nossa‘.

Isso tudo se deve a legislação russa, que impede qualquer tipo de manifestação sobre a homossexualidade, porque afirma que ser ‘propaganda gay‘. Tanto que as autoridades do país buscam ampliar ainda mais a liberdade de expressão para os LGBTs.

Quase a mesma coisa que o nosso dePUTAdo Jair Homofóbico Bolsonaro fala sobre o kit anti homofobia aqui no Brasil. Os russo alegam que é uma forma de defender as crianças de qualquer tipo de influência, mas esquecem [não sabem ou fingem não saber] que a homossexualidade faz parte da pessoa e não pode ser adquirida ou ensinado.

O ápice do problema será se a lei for aprovada pelo DUMA [Corpo Legislativo Federal] tornando esse abuso algo nacional, ferindo diversos tratados internacionais de direitos humanos que a Rússia assinou.

O Ouvidor de Direitos Humanos da Rússia e o Conselho Presidencial de Direitos Humanos luta para que essa lei não seja aprovada, e cada vez mais pessoas estão levantando sua voz para dizer a Rússia como esta lei é uma violação descarada dos direitos humanos. Ela está sendo contestada nos tribunais, e está perdendo popularidade, pois remete a uma parte obscura da nossa história, quando as pessoas foram silenciadas – ou pior – foram impedidas de falar o que pensavam.

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