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Dica de Filme: Strapped

Publicado: 27/01/2012 por @peagapenalvez em Cinemão
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Por Jader Plano B

Eu não conhecia Joseph Graham, muito menos seu filme Strapped, o segundo em que assina como diretor, mas recebi uma dica de um dos integrantes do blog e resolvi assistir. E o resultado é: eu não queria que o filme acabasse mais!

Não, eu não estou querendo dizer, neste primeiro parágrafo, que Strapped é uma obra prima. Longe disso, é um bom filme ruim (analisando como uma obra de cinema), mas é extremamente sexy, contando a história do mihcê que se vê perdido em um prédio labiríntico e começa a atender os desejos de alguns dos moradores.

Em Strapped somos apresentados a um jovem muito atraente que ganha a vida como michê, ele não tem nome, ou melhor, tem vários. Dono de uma personalidade afável e muito eficiente no sexo, ele consegue ser um cara diferente para cada cliente que ele atende. Eu não conheço nada sobre o mundo dos michês, mas acredito que deve ser mais ou menos assim: sem nome e sem personalidade, ou mesmo tempo que tem vários nomes e várias personalidades.

Somos apresentados ao jovem quando ele atende seu primeiro cliente, um homem com quase 40 anos que sempre escondeu sua homossexualidade, para ele nosso protagonista conta uma história, que era na verdade a história que o seu cliente precisava ouvir. Quando vai embora, ele se perde no labirinto que é o aquele prédio e acaba descobrindo que aquele era um dos prédios mais gays, da rua mais gay daquela cidade.

O interessante de Strapped é a forma como ele apresenta todos os tipos de homossexuais. Primeiro aquele que sempre trabalhou com a negação, nunca se deixando levar pelos seus desejos, depois passa por o agenciador de “meninas”, que numa brincadeira finge que conhece o protagonista, só para ter uma diversão aquela noite. Logo depois somos apresentados ao homofóbico casado, que sente atração por homens, mas nega para si mesmo e assim adiante, até que numa certa parte da noite, nosso michê começa a pensar sobre sua vida e olhar para si mesmo de uma forma diferente.

É a clássica história daquele cara que nunca se apaixonou e que mesmo não acreditando nisso, espera – mesmo que inscoscientemente – alguém dar a mão e oferecer uma oportunidade de ser feliz.

Confesso que a conclusão de Strapped é fraca, como se todos os problemas do mundo pudessem ser resolvidos com amor (amor ajuda, mas não funciona tanto assim). A trilha sonora é bacana e resolve bem apresentando o suspense que o diretor tenta exprimir no filme, que tenta nos deixar meio confusos na primeira parte – e consegue.

Se vai assistir Strapped, prepara-se. O filme é sexy, cheio de cenas de nudez e mostra um pouco de cada parte do mundo gay. É uma boa experiência.

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