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Opção Sexual ou Orientação Sexual?

Muita gente me faz essa pergunta: Opção Sexual ou Orientação Sexual? Antes de responder, acho que seria interessante explicar cada uma delas e só depois dizer o que ~eu~ acho mais correto.

Opção Sexual
Parto pelo princípio que a homossexualidade não é escolha, portanto não existe opção em ser gay. Digo isso porque é assim que me sinto. Sei que sou gay desde muito pequeno, já sabia que meninas não me atraiam de jeito nenhum e que olhava para homens e meninos com outros olhos.
Apesar de nossa estimada presidente, em um dos seus discursos usar essa expressão, acho um certa afronta pensar que uma pessoa escolheria sentir atração por pessoas do mesmo sexo. Sabemos o quanto existe de preconceito no mundo e quem em sã consciência faria tal escolha?

Orientação Sexual
Apesar de ser o mais comum e usado em qualquer texto que leio por aí, ainda não acho que seja essa a definição da homossexualidade. Parece que somos orientados por alguém para nos tornar gays, mas como disse anteriormente, acredito que nascemos gays. Está em nossa formação, desde a barriga de nossas queridas mamães.
A ciência ainda não chegou a conclusão alguma quanto a isso, mas talvez daqui uns anos e mais pesquisas possamos saber os motivos de nascermos gays.

Mas Peagá, então como devo falar se nem opção sexual nem orientação sexual é o certo? Simples querido, Sexualidade!

Sexualidade
De acordo com o Infopedia, sexualidade é o conjunto das características morfológicas, fisiológicas e psicológicas relacionadas com o sexo. Um conjunto de fenômenos relativos ao instinto sexual.
Todo e qualquer pessoa possui sexualidade, que nada mais é do que ~uma~ característica de todo indivíduo. Se todos nós temos nossas sexualidades, porque dizer opção sexual ou orientação sexual se apenas com a palavra sexualidade você pode falar sobre isso? Se quiser ser mais direto pode usar homossexualidade, heterossexualidade, bissexualidade e por aí vai.

Costumo dizer que ninguém é igual a ninguém e por isso existe na Terra aproximadamente 7 bilhões de sexualidades diferentes, mas como nosso cérebro nunca comportaria essa variedade imensa nos subdividimos nas ‘categorias’ existentes, mas se você for pensar realmente ninguém é igual a ninguém, mesmo que essas diferenças sejam mínimas.

Podemos definir essas diferenças baseados nos gostos peculiares de cada um. Pense nos tipos de coisas que gosta na cama, todas elas. Será que um dia você já conheceu que goste exatamente das mesmas coisas que você? Tem tesão nos mesmos lugares, os mesmos fetiches, gostos, etc, etc, etc? Dentro disso ainda podemos dizer que gostar deste ou daquele estilo de homem/mulher também é uma das características de nossa sexualidade.

Simples e não agride ninguém!

Nunca vi um gay feliz

Esse é o retrato da política brasileira, ouvir de um vereador eleito nessa última eleição que: ‘Ser gay não é bom pra ninguém (…) Nunca vi um gay feliz‘. Quem disse isso foi o vereador Conte Lopes em entrevista para o Estadão onde falava sobre o Kit anti homofobia, vetado pela presidente Dilma Rousseff, que na ápoca disse que se tratava de ‘propaganda de opção sexual‘.

Para piorar mais as asneiras que falou completa com: ‘Todo cidadão quer ter um filho homem jogando bola, uma filha mulher brincando de boneca, casando, gerando filhos… O natural é isso! Eu acho que os psicólogos deveriam analisar isso aí‘.

Não sei até que ponto o vereador leu sobre o kit anti homofobia, mas pelo que sei, ele foi sim elaborado não apenas com as informações de ONGs e militantes LGBTs, mas com a ajuda de psicólogos e pedagogos. Na realidade o que ele quis dizer nas entrelinhas é que quer psicólogos da sua laia, ou até mesmo psicólogos cristãos como vejo muitos por aí que prometem curar a homossexualidade.

A felicidade é subjetiva, não posso dizer o que faz uma pessoa feliz ou não. Se gays não são felizes eu não sei, posso falar apenas por mim, mas pelo que observo [há anos] somos tão felizes quantos os heterossexuais, nem mais nem menos. Não entendo como as pessoas gostam de nos colocar como todos iguais e homogêneos, levando em consideração que somos tão únicos quantos os heterossexuais. Será que fazemos parte de uma outra espécie e não sabemos? Creio que não, né?

Os mesmos problemas que afligem qualquer pessoa no mundo também nos fazem mal. Sofremos por amor, queremos casar e ter filhos, ficamos doentes, temos problemas com nossos pais, chefes, amigos… O que nos faz mais tristes que o restante da população? Só se os heterossexuais vivem a base de fluoxetina e não sabemos, né?

Quem é esse vereador para julgar o que nossos pais querem de nossas vidas? E se eles querem algo, o que isso interfere em nossas decisões, se somos indivíduos únicos que temos gostos pessoais e livre arbítrio para fazer o que bem quisermos?

Porque tanto machismo com homens que brincam de boneca ou mulheres que jogam bola? Quer dizer que um homem que brincar boneca é gay e uma mulher que joga bola é lésbica? Hum… o que dizer de um homem que brinca de boneca e quando adulto, através dessas mesmas brincadeiras, se torna um pai exemplar que sabe como cuidar de uma criança? Ou uma mulher que quando adulta torna-se uma esportista e através do futebol cresce como profissionalmente e emocionalmente? Eles são gays/lésbicas por conta de um detalhe desses?

Complicado quando esses novos vereadores querem fertilizar nossos ouvidos com tanta merda que sai de suas bocas, né?

Assista o vídeo com a entrevista:

Direitos Gays no alvo de José Serra

Engraçado como o meio político se mostra cada vez mais podre em São Paulo nas eleições para prefeito. José Serra, um dos candidatos para o segundo turno, em reunião com pastores da Assembléia de Deus simplesmente jogou os direitos gays no lixo em troca de apoio por parte das igrejas.

O pior é que logo no começo do vídeo ele fala que aconteceu UM caso de homofobia na cidade! Desinformação pouca é bobagem. Todos os dias acontece algum caso de homofobia, seja de agressões físicas ou verbais, mas o candidato afirma de um único e específico caso, o da Avenida Paulista onde um jovem foi agredido com uma lâmpada fluorescente.

O intuito de uma lei que nos resguarde não é impedir o direito constitucional de religiosos pregarem o que entendem sobre a homossexualidade em suas igrejas, mas sim evitar que sejamos alvo do preconceito fora desses estabelecimentos. Por exemplo um pastor, como Silas Malafaia, gerar discursos de ódio em seu programa de televisão. Isso sim é um ato inconstitucional. Até porque essa lei não pode tirar o direito de culto livre que temos no Brasil.

José Serra finaliza seu discurso com: ‘Portanto eu vetarei essa lei. Essa lei não andará‘. Sobre a PLC 122, lei que lutamos há muitos anos para combater o CRIME de homofobia.

Assista o vídeo:

[Quero deixar claro que não faço campanha para esse ou aquele político, mas sim vejo ponto de vista de cada um referente aos direitos gays, e nesse caso José Serra é CONTRA!]

Bullying homofobicoDavid Hernandez, um adolescente de 16 anos foi encontrado morto em sua casa em Long Island, e muitos se perguntam se o motivo disso não seria bullying homofóbico, já que há rumores rolando na internet sobre uma possível ameaça na escola por ser gay. Tais rumores não foram confirmados e a família se recusa a falar sobre o assunto.

O adolescente havia participado de um reunião da East Hampton High School’s Gay-Straight Alliance, uma espécie de reunião para discutir sobre a homossexualidade entre gays e heteros. O superintendente da Escola Richard Burns disseu que se departamento continuará a ver o que aconteceu, mas recusou falar sobre o possível bullying homofóbico.

David Kilmnick, CEO da Long Island Gay and Lesbian Youth Network, disse que sua organização tem trabalhado muito para criar um centro comunitário e comenta que os membros da comunidade hispânica que são 40% desses ditrito escolar não tem apoio fora da escola.

Kilmnick ainda diz que o distrito de East Hampton está a frente de muitos outros por ser o primeiro da região a ter um grupo de apoio e discussão no ensino médio. ‘Eu sei que alguns são rápidos em culpar o distrito escolar, mas East Hampton é, certamente, uma das regiões mais progressistas ao abordar essas questões e trabalhar na prevenção‘.

Infelizmente já se perdeu a vida de um jovem, agora é tentar criar ações para que isso não se repita e os jovens da região sintam-se a vontade para conversar e expor seus problemas. Não adianta também trabalhar apenas com os jovens se os familiares não entendam nada sobre homossexualidade. O trabalho tem que ser em conjunto com suas famílias para que esses adolescentes sintam-se amadas não apenas nesse grupo, mas dentro de suas casas que é o local mais importante.

Atriz Sally Field fala sobre seu filho gay

A atriz Sally Field ficou conhecida conhecida por seus inúmeros papéis em filmes e séries, e agora vem a público falar sobre sua experiência de ser mãe de Sam, seu filho gay.

Orgulhosa, foi ao jantar da campanha de Direitos Humanos com seu filho e falou o quanto é inaceitável que mães e pais coloquem seus filhos pra fora de casa ou de seus corações por serem gays e completa em um lindo agradecimento: ‘Vocês todos têm lutado por meu filho, de uma forma como se vocês fossem um dos pais. Vocês mudaram e mudam a vida de meninos e meninas com seus trabalhos‘.

Sally apoio muito Sam durante sua jornada para sair do armário e ser feliz. Esse é o papel fundamental de uma mãe, apoiar seu filho no caminho que ele precisa seguir para se tornar um adulto saudável não apenas fisicamente, mas emocionalmente.

É quando chegam relatos de gays e lésbicas que sofrem abusos em casa por parte de seus pais. O que me deixa mais feliz é que há um aumento significativo nos contatos que recebemos de mães e pais que buscam mais informações sobre a homossexualidade de seus filhos e isso me alegra, porque o intuito de nosso blogay também é informá-los.

Assista Sally Field falando sobre o assunto: [Em inglês]

California proíbe cura gay

Que a homossexualidade não é doença, todos nós sabemos, mas ainda há pessoas que acham que ser gay é doença ou desvio sexual e pode ser curado. Em contrapartida o estado da Califórnio proíbe cura gay em seu território, sendo o primeiro estado norte americano a criar um lei para essa finalidade.

Jerry Brown assinou a lei semana passada! Inclusive mandou uma mensagem do twitter explicando que não pode ser a favor de uma terapia que não tem embasamento científico e que leva jovens a depressão e ao suicídio.

O senador do estado da Califórnia, Ted Lien, disse que a lei entra em vigor em janeiro de 2013 e serve como lembrança a um jovem que cometeu suicídio após o tratamento. ‘Se alguém tem quaisquer dúvidas de que tais terapias são malignas, eles precisam apenas escutar relatos de vítimas que passaram por essas práticas abusivas”, afirma o Senador.

Já falamos sobre os danos que a terapia de cura da homossexualidade causa em gays e lésbicasMuitos gays e lésbicas tentam o suicídio por não se aceitarem como são, por causa do bullying homofóbico que sofrem em seus círculos sociais, preconceito da família que muitas vezes os enxotam de casa… A proibição da terapia de cura gay não os ajudará nesse sentido, mas também não fará com que sintam-se pior por serem gays.

Como sempre os religiosos que não tem o que fazer, além de perseguir gays e lésbicas, já começaram a chiar e protestar, mas o que importa nesse caso é que por mais que reclamem a lei já entra em vigor em janeiro, e depois disso seu preconceito e seus dogmas religiosos não serão ferramentas para incentivo ao suicídio.

O Estado Laico norte americano manda um beijo para o Brasil!

Boxeador Orlando Cruz assume que é gay

O campeão latino da OMB, o boxeador Orlando Cruz assume que é gay! É o primeiro a assumir sua homossexualidade enquanto ainda está nos ringues. ‘Tenho orgulho de ser gay‘, disse ao jornal USA Today.

Na década de 90, outro boxeador assumir que era LGBT, o bissexual Emile Griffith disse a Sports Illustrated que curtia homens e mulheres, mas até então ele já estava aposentado e esperou isso para finalmente sair do armário.

Tento ser bom um exemplo para as crianças, que vejam o boxe como um esporte e uma profissão. Estou lutando há mais de 24 anos, quero continuar crescendo e preciso ser fiel comigo mesmo‘, disse o boxeador.

Sempre falo sobre a importância de figuras públicas de peso assumirem sua homossexualidade. É através de exemplos de sucesso profissional e pessoal que muitos gays e lésbicas passam a ver sua própria diversidade sexual como mais uma característica natural no gênero humano.

Pessoas como Ricky Martin, PinkIan McKellen, Billie Joe Armstrong, o jogador de futebol David Testo, o jogador de rugby Gareth Thomas e tantos outros são exemplos que devemos tomar em nossas vidas. Pessoas reais que não se escondem atrás de uma falsa heterossexualidade, mas assumem para si e para o mundo seu verdadeiro eu.

E ae, vai chamar o boxeador de ‘viadinho’?

[Sugestão da linda a @AnaVanolli do Sexo, Rock 'N Roll]

Arnold Schwarzenegger Gay

Não foi fácil pra ninguém! Até Arnold Schwarzenegger sofreu com seus pais por conta da homossexualidade e olha que ele nem é gay [eu acho]! ‘Meu pai me batia porque achava que era gay‘, disse o ator.

Seu pai corria atrás dele com um cinto, e sua mãe até foi atrás de ajuda médica porque achava que havia algo errado com Arnold: ‘O senhor pode me ajudar? Eu não sei se há algo de errado com meu filho porque sua parede está cheia de homens nus. Todos os amigos de Arnold têm fotos de garotas acima de sua cama. Só Arnold que não‘.

Para quem não sabe, Arnold Schwarzenegger foi, antes de se tornar ator e governador da Califórnia, um fisioculturista e aos 18 anos foi Mister Universo. É idolatrado por diversos jovens e adultos que sonham em seguir seus passos.

Interessante é saber que há tantos héteros que são taxados como gays por pais e amigos só por não fazer o tipo ‘machão‘, ou no caso do ator, ter posteres de homens bombados em sua parede. Desde quando gay tem algum tipo específico para seguir? Conheço gays que em questão de masculinidade dão de 10 a 0 em muitos heteros, enquanto alguns ht’s entendem mais de moda que muitos de nós?

Gays gostam de tantas coisas! Não somos um grupo homogêneo, assim como os heteros também não são, e porque nos cobram tanto isso? Ou será que é o próprio universo gay que nos cobra?

Hasta la vista, baby!

Eliana suspende quadros com gays por que agora é mãe de família

Quem diria que a Eliana tiraria as  ‘Fadinhas Safadinhas’ e ‘Bate Cabelo’ dos seus quadros no programa por que agora é ‘mãe de família’. Pois é minha gente, ao que tudo indica foi esse o motivo, pelo menos é o que diz a colunista do R7, Fabíola Reipeirt.

De acordo com a colunista é isso que circula nos bastidores do programa, Eliana é mãe de família e não quer associar sua imagem  às atrações com gays. Fabíola ainda completa com: ‘A apresentadora deve ter se esquecido da época das boates paulistanas e dos gogo boys‘. Nem eu sabia que a Eliana curtia baladas gays, mas né?

A assessoria de imprensa diz que o quadro saiu do programa porque estava previsto apenas para uma temporada. Nunca saberemos ao certo o que aconteceu, mas paira essa dúvida no ar.

Não entendo como muitos artistas tentam desvincular sua imagem de gays e lésbicas após darem a luz. Claudia Leitte e Isabeli Fontana já deixaram bem claros que homossexualidade tem ligação com uma má educação dos pais, então só aí já dá pra sentir o tipo de pessoas ‘inteligente‘ e ‘cultas‘ que são.

Como se nós gays não tivéssemos mãe, né? Nascemos de chocadeira por algum acaso? A diferença nisso tudo é como algumas pessoas levam com naturalidade a sexualidade dos filhos, sejam eles gays, bissexuais ou hetero.

Só sei de uma coisa, gays gostam de respeito e não é isso que vejo por parte de muitos artistas.

Virei Lésbica

Assuma que você sempre gostou de mulheres sua MENTIROSA!

Vikki Salmon passou 16 dias em coma, após seu apartamento em Brinnington ser incendiado e quando acordou no hospital com queimaduras pelo corpo, pulmões e intoxicação provocada pela fumaça diz: ‘Virei Lésbica‘.

Isso me lembra a história do jogador de rugby que após um AVC também ‘acordou’ gay. Minha opinião não mudou desde então: Odeio pessoas que inventam histórias mirabolantes para sair do armário. Tem necessidade de mentir e colocar a culpa da sua sexualidade em acidentes? Não! Apesar da ciência ainda não ter um veredito final quanto a homossexualidade acredito que nascemos gays.

Eu costumava ser meio maluca e estava em um encontro na noite do acidente. Mas desde que acordei do coma não fui capaz de sair com homens. Eu nunca tive qualquer tendência homossexual antes, mas de repente me tornei uma lésbica. Deve ter sido o incêndio, não consigo achar outra explicação‘ disse a ‘nova’ lésbica.

Após o acidente reencontrou Julie Smith, e se apaixonou. Há 7 meses o casal mora junto: ‘Gostaríamos de nos casar, mas precisamos de mais um tempo para isso. Nós éramos amigas antes e agora nos tornamos amantes‘.

Eu acredito que ela já tinha/teve um caso com essa Julie há tempos e só agora tomou coragem de assumir que gosta de chupar grelo! Absurdo mesmo é as pessoas acreditarem nessa baboseira infundada.

Ahmadinejad fala: 'Homossexualidade acaba com a procriação' Gays Gostam

Foto Reprodução

Homossexualidade acaba com a procriação? Mesmo sabendo disso gostamos de tentar todas as noites, vai que Deus muda de ideia.

Piers Morgan Tonight recebeu o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad que respondeu se negar os direitos gays e a homossexualidade não é negar também o direito a liberdade:

Você realmente acredita que as pessoas possam nascer homossexuais? Você acredita que alguém possa dar à luz através da homossexualidade? A homossexualidade acaba com a procriação. Se você gosta ou acredita em algo feio e se os outros não aceitam o seu comportamento, eles estão negando sua liberdade‘.

Realmente o que o Planeta Terra precisa é de mais procriação! Já não basta o colapso iminente com a falta de água, comida, emprego, doenças e a falta de espaço para colocar os já 7 ~bilhões~ de seres humanos em nosso pequeno ponto azul no universo o cara ainda quer mais gente?

Não temos filhos porque não queremos, até porque nosso sistema reprodutivo é tão fértil quanto de qualquer hetero e ter filhos através de barriga de aluguel se torna cada vez mais fácil.

O apresentador não satisfeito pergunta o que o presidente faria se um de sesu 3 filhos fosse gay e foi enfático em sua resposta: ‘Uma educação apropriada deve ser dada. Se um grupo reconhece um comportamento feio como algo legítimo, você não deve esperar que outros países ou outros grupos lhe deem o mesmo reconhecimento’.

Como se educação influenciasse alguma coisa na homossexualidade. A única influência que vejo na educação versus sexualidade é na forma como as pessoas lidam com isso. Pessoas que são educadas e esclarecidas sobre as mais variadas formas de amor, seus corpos, tesão e tudo mais que gire sobre esse assunto são pessoas mais felizes porque aceitam o sexo como algo natural e não um pecado como todas as religiões pregam.

Assista [em inglês] parte da entrevista:

Aids é uma doença predominantemente gay diz pastor Marco FelicianoO Pastor e dePUTAdo Marco Feliciano [aquele que faz a sobrancelha, alisa, tinge e use laquê] disse em uma de suas pregações que há um espécie de conspiração que envolve militantes gays e o governo para impor a homossexualidade à população e que isso fere a moral cristã e termina falando [merda] que a AIDS é uma doença predominantemente gay.

Jean Wyllys <3, Deputado Federal, respondeu ao pastor em seu site que Marco Feliciano é o deputado do ódio e da mentira e que seu discurso é fundamentalista e fascista! Jean está certo! Só que o pastor não se conteve e respondeu:

- ‘O senhor Jean Wyllys demonstra ser um parlapatão, pois fica deblaterando sobre um assunto que ele desconhece, acusando a multidão que me ouviu de incultos e incautos, e a mim de um mentiroso homofóbico desprovido de intelectualidade, simplesmente por ter lembrado a eles e aborrecido a este sobre o assunto da perversão sexual, da imoralidade e da doutrinação imposta pela comunidade GLBT à nossa geração. Ao deputado Jean Wyllys explico, o púlpito de uma igreja não é lugar para demonstração de intelectualidade nem desfile de títulos honoríficos‘ disse o dePUTAdo.

E de acordo com o pastor: ‘A chamada AIDS pode atingir qualquer pessoa independente de preferência sexual, mas a própria ciência revela o predomínio de infecção por esta doença em pessoas manifestamente homossexuais‘.

Claro que o dePUTAdo e pastor está errado e ainda colocou a ciência no meio da jogada. A AIDS, em seu princípio, foi considerada epidemia gay porque os primeiros casos foram diagnosticados em homossexuais, o que levou a falsa ideia de que apenas gays a contraiam, mas estudos posteriores mostraram que o HIV infecta qualquer pessoa, seja ela gay, lésbica, hetero, bi, pansexual… Não é uma doença de algum grupo de risco, mas sim de um comportamento de risco que é o não uso do preservativo.

Para finalizar o pastor termina com: ‘Todos os dias da minha vida pregarei o que diz a Palavra, que a prática do ato íntimo entre dois homens ou duas mulheres é e continuará sendo pecado e ponto. Não discuto o que é pregado no púlpito fora do momento da pregação‘.

Um beijo pra quem lê apenas o que interessa na Bíblia!

Roni finalmente assume que é gay em Avenida Brasil

A novela está em sua reta final e Roni finamente assume que é gay em Avenida Brasil! Depois de terminar seu casamento com a piriguetchy Suelen e perder o ‘amigo’ Leandro que foi contratado pelo time do Flamengo Roni [Daniel Rocha] sai do armário!

Ao que tudo indica a cena já foi gravada: Durante uma conversa com Leandro [Thiago Martins] no clube do Divino conta que é gay, só que não esperava que um outro jogador ouvia a conversa e espalha a notícia para o restante do time, inclusive para seu pai. Ao que tudo indica os atores estão preparados para um beijo gay.

Preconceituosamente, Diógenes [pai de Roni] expulsa o filho do time e de acordo com Fernando Oliveira, colunista do IG o jogador se torna estilista e desenhará uniformes para diversos times de futebol.

Gareth-Thomas

Gareth Thomas, o jogador de rugby gay

Até o momento que ele assume e é expulso do time ‘tudo bem‘, mas transformar o personagem em estilista é forçar um pouco a barra e abusar da inteligência do público. Até porque nem todo gay é estilista ou cabeleireiro e caímos na mesmice das profissões ‘de gay‘ e ‘ de hetero’ e no mundo essa divisão não existe.

A cena ainda não tem data para ir ao ar, mas vamos torcer que ela seja realmente real. Eu torço para o Roni sair do armário desde o começo da novela por dois motivos: Seria interessante abordar a homossexualidade no futebol, esporte predominantemente machista e preconceituoso e [claro] porque acho o ator Daniel Rocha uma delícia! Eike Badalo!

Acho que o autor poderia explorar a homossexualidade dentro do esporte e seguir o exemplo do jogador de rugby, Gareth Thomas, que assumiu ser gay e continua a jogar. Porque não pode existir jogadores de futebol gays? Brasil, o país da hipocrisia”

Olá meninos do blog!!! Sou leitor assíduo do DQOGG a mais ou menos uns dois anos, quando tive minha primeira experiência com um garoto e buscando achar algumas respostas as minhas duvidas encontrei vocês, e desde esse dia não deixei de acompanha-los. Enviei uma vez uma pergunta a vocês e a opinião que me deram me ajudou muito em meu problema.

Mas agora, preciso de mais algumas dicas, pq o assunto é família… gosto muito de sair e recentemente comecei a namorar um cara maravilhoso que está me fazendo muito feliz. Gosto muito de sair pra boates e casa de amigos e com certa frequência durmo fora de casa. Agora, namorando… durmo mais fora ainda, pq fico na companhia do meu amor.

O que acontece é que minha familia não sabe da minha sexualidade (ou pelo menos finge não saber), e sempre que tenho q sair acabo contando alguma história e não falo realmente o que acontece e pra onde vou. Isso está me deixando muito chateado pq nao gosto de mentir pros meus pais e queria muito falar sobre meu namorado e sobre meus amigos, que são amizades muito saudáveis.

Resolvi que semana que vem trago meu namorado aqui em casa pra ver se acalmo meus pais (vou apresentá-lo como amigo), pois eles sempre falam q não conhecem esses meus amigos e acho q por isso eles se preocupam tanto. Alguns dias depois de conhecerem o meu amor e verem q ele é bacana, pretendo bater a real e falar que sou gay e que aquele rapaz que veio a nossa casa outro dia é meu namorado.

Eu sinceramente não acho que minha família irá me bater ou expulsar de casa ou fazer essas outras coisas horrorosas que outras familias malucas fazem, mas tenho medo pq sei que meu pai ficará muito triste. E mesmo que algo de ruim aconteça… ainda assim posso me virar pois tenho emprego, embora não ganhe bem e não possa dizer que sou independente, eu consigo me virar .

O que queria era uma ajuda de como vocês acham que devo conduzir esse assunto, aqui em casa certos assuntos como  homossexualidade por exemplo não são muito comuns.

Aqui não é programa da Xuxa mas eu quero mandar um beijo pra vocês do blog, um pra Xuxa outro pra Sasha e um especial pro meu amor que eu gentilmente apelidei de Deby Neto.

Obrigado!!!

Leandro, 21, Goiânia/GO

Mãe, eu sou gay!

Assumir pra família é geralmente complicado, porque sempre temos medo da  reação deles quanto a nossa sexualidade, mas pelo que você nos conta não será tanto problema e forma como você pensa em sair do armário é uma das mais adequadas: preparar antes de assumir. Talvez você seja uma ferramenta para que o assunto homossexualidade seja mais discutido e aceito por seus familiares. Até porque você mesmo nos diz que eles já devem saber que você é gay.

É ruim quando temos que nos esconder e mentir para as pessoas que amamos com quem namoramos ou para onde vamos. A família deve ser aquela que nos ajuda e apoia em tudo que fazemos, nos dá as broncas quando estamos errados e conselhos quando estamos perdidos e viver mentindo realmente quebra um pouco esse relacionamento. Entendo seu lado.

Faça como falou: apresente seu namorado como seu amigo no começo e depois, com o tempo, eles vão entender que vocês não são apenas amigos, porque as pessoas não são bobas [as mães muito menos] e com certeza notarão a forma como se olham, agem e se tocam… é diferente com um amigo.

Se eles tocarem no assunto respire funde e conte. Aconteceu isso comigo, vou contar:

Quando tinha 16 anos namorava um cara pouco mais velho que eu, e fazíamos tudo juntos. Vira e mexe ele dormia na minha casa e como não tinha uma cama de casal ele dormia comigo na minha cama de solteiro. Foram alguns meses assim, apresentando ele como amigo e quase todos os dias ele passava em casa de carro e dávamos um volta [pra transar, claro]. Quando terminamos fiquei arrasado e minha mãe percebeu que estava triste e o meu ex não aparecia mais em casa. Ela veio me perguntar o que tinha acontecido e disse que havíamos brigado. Minha mãe que não era boba emendou a pergunta bombástica: ‘Ele é só seu amigo?‘ Na mesma hora eu disse que éramos namorados e comecei a chorar. Ela com toda a tranquilidade do mundo disse que me amava de qualquer jeito e que ‘quem sabe um dia não voltaríamos na namorar‘, ‘Que brigas nos relacionamentos acontecem‘ e mais um monte de coisas. Não voltei com meu namorado, mas pelo menos contei que sou gay e não me arrependendo porque alguns meses depois ela morreu de leucemia e ficaria arrasado se ela não soubesse que sou gay’.

Oi, meu nome é Rayan, sou gay mas não sou assumido. Na minha família todos são preconceituosos, principalmente minha mãe. Como posso contar isso pra ela? O que eu faço?

Rayan, via e-mail

Olá Rayan,

Assumir para a família na maioria das vezes é complicado, nem todos estão preparados ou conhecem a homossexualidade e tem uma ideia errônea de como as coisas são na realidade, mas não se preocupe porque você é novo e tem tempo para prepará-los.

Sei que temos a necessidade de dividir essa parte de nossas vidas com nossos familiares. Quando não somos assumidos para eles parece que somos mentirosos, mas isso não significa que devemos sair do armário quando bem achamos, antes é preciso preparar a família para a ~notícia~ ainda mais quando se tem uma família preconceituosa, como você mesmo disse.

Outra coisa que devemos ter em mente é: O que farei se não respeitarem a minha sexualidade? Quais serão os problemas que enfrentarei? Sempre digo que antes de assumir é preciso se armar com garantias de continuar a ter uma vida plena e feliz caso a família seja problemática em assumir. Sou da opinião que antes de assumir precisamos ser independentes financeiramente, ou pelo menos, quase independentes caso tudo dê errado e a situação fique insustentável em casa.

Uma boa forma de prepará-los é conversando de vez em quando sobre homossexualidade de uma forma despreocupada e sem neuras. Sei lá, se estiver passando algo sobre gays na tv, comente algo sobre e veja qual a reação deles. Isso não é garantia mas é um termômetro de como eles veem a homossexualidade e assim você pode se preparar. Faço isso com seus pais, irmãos, irmãs, tios, tias, primos, primas, cachorro, papagaio… e descubra alguém em quem você possa contar.

Tudo é questão de preparar uma boa estratégia para mostrar que ter um filho gay não é um bicho de 7 cabeças e que ser gay não é desvio mental, espiritual ou de caráter… e outra, vai que eles te aceitam numa boa? Nunca se sabe!

Boa sorte e espero que tudo dê certo querido.