Posts com Tag ‘homofobia’

Tomboy” e “Genderbusters

Possuímos diversas categorizações para diferentes sexualidade e identidades de gênero, mas e quando as categorizações não dão conta de nos definir? Ou quando dão em parte? E quando nem sabemos que tal categoria existe?

O real limite, se é que ele existe, da diversidade humana é uma grande incógnita. Criamos categorias para que possamos nos identificar, mas no processo deixamos várias pessoas de fora. Várias pessoas que não se encaixam nos padrões inventados.

Começa essa terça (30/10), em BH, a mostra audiovisual TODXS DIVERSXS. Serão exibidos filmes a respeito de diversidades sexual e de gênero, seguidos de debates. O nome da mostra é um exercício. Qual a pronúncia? É um retrato simples das limitações de nossas categorias. Na nossa língua existem apenas “ele ou ela”, nada mais. O ‘X’ marca a incógnita de nossas identidades. E ao mesmo tempo nos força a buscar uma pronúncia, por vezes familiar e dentro do padrão binário “o/a”.

A mostra conta com três sessões: Abertura, Descobertas e Trânsitos. Na seção de abertura, em BH, será exibido o filme Tomboy. O premiado filme francês conta a história de uma menina de 10 anos, que sente menino. Ao mudar de bairro ela se apresenta como menino para as outras crianças. A sessão descobertas, que acontecerá em três cidade mineiras, exibirá “A arte de andar pelas ruas de Brasília” e “Não quero voltar para casa sozinho”, dois curtas brasileiros. O primeiro conta a história de duas garotas que se encontram pela cidade, e o segundo conta a história de um menino cego, cuja a vida muda após a chegada de um novo aluno em sua escola. A sessão trânsitos, quem também acontecerá em três cidades mineiras, exibirá “Genderbusters” e “TransHomemTrans”, o primeiro mostra um grupo que procura resolver dilemas ligados ao binarismo de gênero para pessoas em toda San Francisco. O segundo é constituído de relatos de homens transexuais que contam sua trajetória e apresentam suas próprias definições de gênero e sexualidade.

Desde o nome até o último debate, a intenção é levantar um discussão mais ampla, questionar os padrões atuais, tentar entender melhor a diversidade de gênero e sexualidade.

Também está na hora de termos coragem para dizer que os padrões não nos atendem. Me identifico até uns 80%, no máximo, com os padrões preestabelecidos. Os outros 20% são as partes que não consigo colocar em nenhum dos quadrados.

No fim das contas somos todxs diversxs, assim com ‘x’ mesmo. Com uma incógnita no lugar da definição, com uma grande dúvida no lugar da afirmação. O que existe hoje é a indefinição, no passado definimos sem saber o que, e no futuro…

Comece fazendo seu exercício, diga “Todxs Diversxs”. Preste atenção pra que lado você puxa mais a pronúncia, ‘o’ ou ‘a’. Consegue falar de outra forma, sem envolver gênero? É uma coisa simples, mas que traz várias perguntas. É um ‘x’, somos uma incógnita.

Direitos Gays no alvo de José Serra

Engraçado como o meio político se mostra cada vez mais podre em São Paulo nas eleições para prefeito. José Serra, um dos candidatos para o segundo turno, em reunião com pastores da Assembléia de Deus simplesmente jogou os direitos gays no lixo em troca de apoio por parte das igrejas.

O pior é que logo no começo do vídeo ele fala que aconteceu UM caso de homofobia na cidade! Desinformação pouca é bobagem. Todos os dias acontece algum caso de homofobia, seja de agressões físicas ou verbais, mas o candidato afirma de um único e específico caso, o da Avenida Paulista onde um jovem foi agredido com uma lâmpada fluorescente.

O intuito de uma lei que nos resguarde não é impedir o direito constitucional de religiosos pregarem o que entendem sobre a homossexualidade em suas igrejas, mas sim evitar que sejamos alvo do preconceito fora desses estabelecimentos. Por exemplo um pastor, como Silas Malafaia, gerar discursos de ódio em seu programa de televisão. Isso sim é um ato inconstitucional. Até porque essa lei não pode tirar o direito de culto livre que temos no Brasil.

José Serra finaliza seu discurso com: ‘Portanto eu vetarei essa lei. Essa lei não andará‘. Sobre a PLC 122, lei que lutamos há muitos anos para combater o CRIME de homofobia.

Assista o vídeo:

[Quero deixar claro que não faço campanha para esse ou aquele político, mas sim vejo ponto de vista de cada um referente aos direitos gays, e nesse caso José Serra é CONTRA!]

Nina Arsenault by David Hawe

Quem nunca escutou essa frase quando alguém se referia a gays? É aquela triste tentativa de mascarar a homofobia. Mas quantos gays não dizem essa frase se referindo a Travestis e Transexuais?

Se a frase começa dessa forma, o preconceito vem logo depois do “mas”. Não há dúvida.

Já falamos da Transfobia e começamos a discutir o chamado, e inexistente, exagero. Hoje o foco é grande preconceito existente dentro da chamada “comunidade LGBTT”. Comunidade que é completamente dividida e segregada, cheia de gritos individualistas. Não adianta querer esconder os preconceitos que temos uns com os outros na tentativa de mostrar que respeitamos a diversidade, a única forma de fazer isso é respeitando. A não ser que alguém queira que o mundo esconda seus preconceitos e faça de conta que está tudo bem.

Muitos LGB tem preconceito com os TT, justo as pessoas que deveriam entender o que é sofrer preconceito, as pessoas que deveriam aceitar a diversidade, as pessoas que deveriam respeitar as diferenças, as pessoas que deveriam querer união e não segregação. É como já disse no texto Exagero(?), “Aceitamos as diferenças, desde que sejam iguais às nossas”. O preconceito existe entre gays, lésbicas e bissexuais, porque não existiria com travestis e transexuais? E dá pra perceber o quão triste e errado é isso? O quão contraditório? Queremos nossos direitos, mas discriminamos outras pessoas.

Uma das coisas que mais repeti, e mais repetirei, nessa coluna, é o quão natural, normal e digno é ser um transexual ou travesti. Por natureza é. Nós é que tentamos tirar isso deles. Travestilidade e transexualidade são identidades de gênero tão respeitáveis quanto homem, mulher, andróginos.

A transfobia por parte dos LGB não é um empecilhos apenas para os transexuais e travestis, mas para todos os LGBTT. O preconceito entre pessoas que buscam seus direitos só dificulta a conquista. Nos fazem acreditar que somos uma minoria e por isso nossa voz é fraca. Mas só somos minorias quando estamos separados, segregados. O único grupo que não é considerado minoria em nossa sociedade é o de homens brancos e heterossexuais, todas as outras pessoas são minorias.

Se você usa a frase “Não tenho preconceito, mas”, talvez seja hora de repensar. De nada adianta cobrar que respeitem a “sua minoria” e as outras que se explodam. É hora de perceber que você está apenas repassando o preconceito, jogando no colo da próxima vítima.

E pra finalizar vamos traduzir o “Não tenho preconceito, mas”?

Tradução: Não tenho preconceito, só que ao contrário.

Para quem não lembra, no final do ano passado o jogador de futebol, David Testo saiu do armário e desde que seu contrato venceu ele nunca mais pisou nos gramados como profissional. Assumir-se gay complicou sua carreira no esporte, e hoje se dedica a ensinar Yoga.

David Testo não se arrepende de sair do armário, como falou ao jornal espanhol Marca, e diz: ‘Quando saí do armário, não sabia se iria jogar de novo, mas sabia que não poderia continuar a jogar daquela maneira‘.

Hoje, além das aulas de yoga, se dedica a campanha You Can Play, que luta contra a homofobia no esporte. Uma atitude muito bacana, já que a sexualidade não interfere em nada. Até porque gays gostam de esportes também!

Assista ao vídeo da equipe masculina de Hockey de Connecticut que defendem atletas gays. [em inglês]

Todas as Cores Todos os Amores Moda contra a Homofobia

Todas as cores, Todos os Amores é o nome da campanha que a Conexão Solidária lançou para ajudar com modaluta contra a homofobia. 10 estilistas unidos para, através de sua imaginação, criar camisetas lindas e fashion para meninos e meninas não importando a sexualidade.

Ronaldo Fraga, Walter Rodrigues, Walério Araújo, Fernanda Yamamoto, Wilson Ranieri, Mark Greiner, Estúdio Xingú, Andrea Ribeiro, Weider Silvério e Michelly X fazem parte dessa ação! O mais interessante é que cada estilista ficou com uma cor e doou sua criação para a ação.

Todas as Cores Todos os Amores Moda contra a Homofobia

As camisetas foram confeccionadas na Cooperativa de Costura de Osasco, onde trabalham 12 costureiras, todas com uma história particular de superação e parte das vendas irão para a Casa de Apoio Brenda Lee, que há 26 anos dá assistência a portadores do vírus HIV.

Curtiu a ideia é quer conhecer as camisetas? Só entrar no site da campanha e escolher a que mais agradar! É baratinho, R$ 49,00! Gays Gostam de se vestir bem!

Mais um caso de homofobia no Facebook aconteceu agora! André, um jovem aparentemente normal, com um perfil abertamente religioso, com frases de amor a Deus e ensinamentos bíblicos, mas no fundo como qualquer outro fanático religioso, seu coração é cheio de ódio, preconceito e intolerância, bem o oposto que Jesus ensinou na Bíblia que ele diz ler.

Homofobia no Facebook

Print retirado do perfil pessoal do homofóbico

Você sabe agir quando algo assim acontece? Vamos em um passo a passo para ensinar a todos como proceder:

- Antes de sair por aí xingando o homofóbico, ou disparando tweets e compartilhamentos com pedidos de denúncia é importante colher provas para encaminhar aos órgãos competentes. Um print screen ajuda muito! Até porque esse André logo depois deletou [com medo de represálias] a atualização mas mesmo assim tenho as provas do que ele falou.

- É importante salientar que precisamos mostrar a url onde isso foi atualizado! No caso, quando dei print fiz questão de pegar a parte com o endereço da atualização. Ele deletou? Não tem problema, a prova está salva em seu computador através da imagem.

- Como é Facebook, também copiei a url do perfil dele, para enviar tudo junto. Assim fica mais fácil de chegarem até ele.

- Depois envie um e-mail para denuncia.ddh@dpf.gov.br. Esse e-mail é da Polícia Federal que é o órgão competente que irá atrás da pessoa. Há um outro site que também recebe denúncias, o Safernet, mas não há nenhum e-mail de contato direto e o jeito é enviar o tipo de denúncia e link de onde aconteceu.

Pronto, foi denunciado! Agora é aguardar que a Polícia Federal ou o Safernet tome as devidas ações contra ele. Não vamos pensar que isso não acontece, porque acontece sim! Lembram do caso da menina que falou mal de nordestinos no Twitter e foi processada? Então! As coisas no Brasil começam a caminhar para crimes na internet e se todos nós contribuirmos com denúncias com provas cada vez mais as pessoas verão que crimes contra gays e lésbicas, além de repercussão também tem condenação!

Gays Gostam de RESPEITO!

Vocês conhecem a história de Harvey Milk, um ativista gay norte americano? Há até um filme sobre ele, mas se você ainda não assistiu, leia a matéria que fizemos sobre Milk, A Voz da Igualdade.

Tentou  cargo de Supervisor da cidade de São Francisco 3 vezes, mas finalmente consegue se eleger em 1977 e aprova, depois de muita luta [MUITA LUTA MESMO!], uma lei que protegia os direitos gays na cidade. Um visionário em plena década de 70!

Apesar da sua curta carreira na política, Milk se tornou um ícone dos direitos gays em São Francisco. Em 2002, Milk foi chamado de ‘o mais famoso e mais significativo político abertamente LGBT já eleito nos Estados Unidos‘.

Anne Kronenberg, foi gerente da campanha dele e escreveu o seguinte: ‘O que diferenciava Harvey de você ou de mim era que ele foi um visionário. Ele imaginou um mundo virtuoso dentro de sua cabeça e, em seguida, ele tomou providências para criá-lo de verdade, para todos nós‘.

Não vou contar toda a história de Harvey Milk, só gostaria e usar como exemplo de que mudar as coisas não é difícil, mas é preciso lutar por isso. Não adianta permanecer sentado quando a luta por direitos iguais, porque mais cedo ou mais tarde o preconceito, a homofobia, a intolerância alcançará até mesmo os mais enrustidos e antes que isso aconteça precisamos eleger representantes que ouçam nossas palavras de descontentamento, que nos ajudem a tornar nossas cidades um lugar melhor pra viver para TOD@S os cidadãos!

No Brasil temos o Deputado Federal Jean Wyllys, que sempre se mostrou um homem inteligente e perspicaz na luta por direitos iguais não apenas de gays, mas de toda a população. Um político ímpar que admiro muito e que gostaria que chegasse a cargos mais altos dentro da política brasileira. Será que alguém poderia produzir um filme ou documentário sobre ele por favor?

Não quero defender este ou aquele candidato, meu papel não é esse mas sim mostrar que podemos fazer a mudança, somos instrumentos dessas mudanças que buscamos no Brasil. Basta votar com consciência nessas Eleições.

Plano contra violência e homofobia nas escolas - Gays Gostam

O Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, e o presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona, assinaram um convênio para a criação de um plano contra a violência e homofobia nas escolas brasileiras. A parceria foi firmada durante a cerimônia de abertura da 2º Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, em São Paulo.

Esperamos com esse convênio um trabalho intenso em toda a rede, comtrabalho de campo, para o desenvolvimento de políticas para uma escola acolhedora, uma cultura de paz, tolerância, convívio com as diferenças, com a pluralidade sexual, racial, religiosa, que enfrente o preconceito e a discriminação e coloque a escola pública em outro patamar e prepare o país para essa nova era do conhecimento‘, disse o ministro

Ano passado, por conta da pressão de líderes religiosos, o governo recuou quanto ao lançamento do Kit Anti Homofobia e era composto por vídeos, imagens, cadernos de orientação aos docentes entre outras coisas mas a presidente Dilma Roussef disse que não gostou de um dos vídeos elaborados e cancelou seu lançamento. Na realidade eu acho que ela realmente ficou com medo da bancada evangélica, mas ao que tudo indica será lançado realmente algo que proteja nossos jovens gays nas escolas.

O Ministro completa: ‘Precisamos fazer uma pesquisa mais aprofundada e cuidadosa sobre como construir  um diálogo que respeite a diversidade em todas as suas formas, a pluralidade. Vamos ter que estudar mais a fundo a homofobia e como dialogar [com os setores da sociedade], porque o enfrentamento direto, eu acho que não vai ajudar. Simplesmente lançar um material didático, produzir um vídeo e lançar na escola, isso não vai resolver‘.

Realmente só isso não acabará com a homofobia no país, até porque os fanáticos religiosos não deixarão que isso aconteça e continuarão a disseminar seu ódio e intolerância contra nós, mas já é um passo para que pelo menos as gerações futuras possam aprender que ser gay é tão natural quanto ser hetero.

Apesar de sabermos que os gêneros não são binários, a língua acaba nos forçando a escolher como chamar alguém. Se usaremos pronomes femininos ou masculinos. Mas aí que surge a dúvida, como  lidar com as diversas identidades de gênero?

Bom, por enquanto está relativamente “fácil”. Como o binarismo ainda é muito forte, a maioria das pessoas acaba se forçando a escolher uma identificação feminina ou masculina. E nesses o nome, social, costuma ser o suficiente para sabermos como nos referir. Mas já existem casos de pessoas que não se identificam com essa regra de masculino e feminino, um bom exemplo é Laerte. Mesmo lendo em vários lugares, até falando, “o Laerte”, “Ele”, “o cartunista”, Laerte não se identifica com estes padrões binários. E se for pra ser bem sincero, eu também não. Gosto de roupas, em sua maioria, ditas masculinas, mas adoro misturar os guarda roupas e amo um bom salto alto, assim como uma “bolsa feminina”, uso a “identidade masculina”, pois é com ela que mais me identifico nesse sistema binário. Mas com essa minha identidade dupla, “O Guilherme” e “A Becha Má”, acho que encontrei meu melhor “meio termo”.

Quando falo de Laerte, utilizo palavras sem gênero especifico ou não utilizo. Como neste texto, é sempre o nome sem “do”, “da”, “ele”, “ela”, é “de Laerte” ou “Laerte”. É uma saída falha, pois nos leva a repetir o nome diversas vezes, mas, ao meu ver, é o que a língua nos permite.

Outra grande questão nesse “Ele ou Ela” são as travestis. Transexuais nós chamamos pelo nome social, o nome da identidade de gênero. Já no caso das travestis, costumamos desafia-las. É muito comum no depararmos com um “O”, um “DO” ou “DELE” escritos de todo tamanho para se referir às travestis. Travestis usam nomes sociais femininos, logo devem ser tratadas de forma feminina. A travesti, DA travesti, DELA.

As únicas pessoas que realmente se encaixam no binarismo de gênero são aquelas que se encaixam no padrão de homem e de mulher. E cada vez mais pessoas não sentem identificação com esse padrão limitado. Acredito que jamais conseguiremos categorizar todas as identidades, pois as possibilidades são infinitas. Devemos buscar uma forma de ser livres, sem precisarmos de nos definir como masculino ou feminino. A língua, assim como as normas sociais, foi inventada por nós, e sempre formos capazes de muda-las. Não podemos ignorar essa capacidade, pois ambas precisam de reformas.

Perdi a conta de quantas vezes ouvi “Mas precisa vestir de mulher? Aí já é demais!”. Você provavelmente já ouviu inúmeras vezes. Seja dirigida a travestis, transexuais, essa é uma das maiores demonstrações da falta de conhecimento. Tanto do universo LGBTT(adicione aqui sua letrinha), quanto do universo dos trans.

A ideia básica é que ser Travesti, ou Transexual, é o próximo passo para quem é homossexual, como se fosse uma evolução. Isso parte do princípio que homossexualidade é alguma coisa que muda, que cresce e que pode ser revertida. Essa evolução parece óbvia e natural para muitas pessoas, inclusive as representadas pela sigla. Mas por qual motivo?

A homossexualidade já é encarada como a mudança da heterossexualidade de alguém. Vivemos em um sociedade heteronormativa, onde todos nascemos heterossexuais e temos nossa sexualidade “desviada”. Graças a falta de aceitação, se assume por partes e em fases os “desvios da norma”. De hetero se passa para gay, depois para travesti e então transexual. Mas essa passagem é distorção completa da realidade. E mesmo quando essa “transição” acontece, é por pura imposição social. O preconceito inibe até que a pessoa se canse de viver como quem não é. Não criamos apenas a falsa ilusão de que esse é o processo padrão, criamos o processo.

Homossexualidade diz respeito a sexualidade da pessoa, enquanto travestilidade e transexualidade dizem respeito a identidade de gênero. São coisa diferentes e independentes.

Muitos gays e lésbicas também veem a transexualidade e travestilidade como um exagero, algo desnecessário. Justamente aqueles que deveriam respeitar a diversidade. Esta é a parte mais triste do preconceito. Mas é bom lembrar que para o homofóbico(zinho de merda), gays e lésbicas também são “um exagero”. Aceitamos as diferenças, desde que sejam iguais às nossas. Perceber, assumir e mudar isso é fundamental para acabar com a transfobia, assim como a homofobia.

O exagero de verdade é acreditar que podemos julgar alguém por simplesmente existir. Pois é isso que transexuais e travestis fazem, existem. É o que querem ter o direito de fazer, o direito de viver. O resto são apenas questões sociais, valores, crenças… A partir do momento que deixamos as condições de nascimento, como sexualidade, identidade de gênero, genitais, todo o resto é aprendido. Nós criamos os conceitos do que é o que, o que pode e o que não pode. Todos esses conceitos, categorizados por nós, não são automáticos. Automático, o que não se aprende, são os desejos, a atração, as crenças e normas foram inventadas por nós. Nós criamos a heteronormatividade, nós criamos a escravidão, nós criamos o preconceito, nós limitamos a escolha profissional de travestis e transexuais, nós limitamos a convivência pública. Limitamos inclusive nossa sexualidade, você é isso, ou isso ou aquilo. Limitamos o gênero para o binarismo, homem ou mulher, “Quer ser mulher? Então ‘corta o pinto fora’!”. Batam o pé e protestem o quanto quiserem, mas nós inventamos o homem e a mulher.

Deixe de exageros e viva a diversidade de verdade. Muito mais ampla do que a sigla jamais conseguirá representar, muito maior do que conseguiremos categorizar. Falamos do exagero, mas ele tem uma irmã esquecida. Em breve vamos discutir a invisibilidade.

Estatuto da Diversidade Sexual - Gays Gostam

O Anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual foi elaborado por diversas pessoas e contou com a participação de 60 Comissões da Diversidade Sexual das Seccionais e Subseções da OAB, apesar da redação do texto final não finalizado, foram ouvidos diversos movimentos sociais e encaminhadas mais de duzentas propostas e sugestões.

O Projeto foi elaborado no formato de microssistema, como deve ser a legislação voltada aos segmentos vulneráveis. Conta com 109 artigos distribuídos em 18 sessões.

Estatuto da Diversidade Sexual - Gays GostamAlém de consagrar princípios, traz regras de direito de família, sucessório e previdenciário e criminaliza a homofobia. Aponta políticas públicas a serem adotadas nas esferas federal, estadual e municipal, além de propor nova redação dos dispositivos da legislação infraconstitucional que precisam ser alterados.

Art. 1º – O presente Estatuto da Diversidade Sexual visa a promover a inclusão de todos, combater a discriminação e a intolerância por orientação sexual ou identidade de gênero e criminalizar a homofobia, de modo a garantir a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos individuais, coletivos e difusos.

Se interessou? Se Joga AQUI que tem o Estatuto da Diversidade Sexual completo!

Já aderiu a Campanha? Acesse a petição pública e assine: http://bit.ly/IYDpuG

Ontem no twitter rolou um twittaço contra o Deputado Jair Bolsonaro que usa de seu mandato para espalhar a intolerância e ódio contra gays, sob a hashtag #ForaBolsonaroPorque moveu centenas e centenas de LGBTs que não estão satisfeitos com um país onde amar diferente é crime com direito a espancamento na Avenida Paulista ou pior, assassinatos!

Protegido por sua imunidade parlamentar [que deveria se chamar impunidade parlamentar] já soltou diversas pérolas contra gays e lésbicas, quebrou decoro parlamentar, já foi processado diversas vezes mas ainda permanece como deputado e compactuando com disseminação da homofobia em nosso país.

Separamos os melhores tweets para você conferir o que rolou!

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Editor-chefe do Jornal da Cidade de Joinville mostra sua homofobia

Se já não bastasse a Folha de Pernambuco veicular uma propagando homofóbica do grupo religioso Pró-Vida, chegou a vez do sul do país mostrar que tipo de jornalistas compõe o Jornal da Cidade de Joinville que mostra toda sua homofobia.

A polêmica começou com o horário eleitoral do candidato a prefeito Leonel Camasão que incluiu em sua propaganda eleitoral um beijo gay. Até normal um político mostrar que respeita todos os cidadãos da cidade, independente da raça, gênero ou sexualidade, mas o editor-chefe João Francisco da Silva, do Jornal da Cidade, não entendeu assim e mostrou o quanto sua mente é perversa e preconceituosa em sua coluna.

Nojento aquele beijo gay exibido no programa eleitoral do Leonel Camasão, do PSOL. Tão asqueroso quanto alguém defecar em público ou assoar o nariz à mesa. Gostaria de saber qual a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público? Para mim isso é tara, psicopatia. No mínimo falta de decoro. E a ‘figura’ quer ser prefeito e se diz jornalista. disse o João Francisco.

Esse ‘jornalista‘ é doente? Porque apenas uma mente doentia compara uma forma de carinho e amor com defecar em público ou assoar o nariz. Não entendo como um babaca preconceituoso chega ao cargo de editor-chefe de um jornal! Pelo jeito ele votará em outra pessoa e quer apenas acabar com a imagem do candidato pró-direitos LGBTs. Exemplo de ‘jornalismo imparcial’.

‘Qual a necessidade de exibir preferências sexuais em público?

A questão não é ~exibir~ preferências sexuais, mas sim expressar sentimentos. Gays e Lésbicas tem o mesmo direito de mostrar seu afeto em público quanto heterossexuais, mas as pessoas sempre levam qualquer tipo de expressão de afeto entre pessoas do mesmo sexo como afronta ou provocação e se esquecem que também temos sentimentos e gostamos de expressá-los como qualquer outra pessoa no planeta.

O problema não está em mostrar carinho em público mas na forma deturpada, preconceituosa e ignorante que as pessoas, incluindo o tal ‘editor-chefe‘, tem da homossexualidade e a luta por direitos gays.

Folha de Pernambuco e a Propaganda Homofóbica

Complicado quando até um jornal como a Folha de Pernambuco publica propaganda homofóbica, colocando a homossexualidade lado a lado com a pedofilia, turismo sexual, prostituição entre outros. O que acontece é que o Grupo Pró-Vida de Pernambuco comprou espaço publicitário no jornal e como no Brasil quem paga tem aquilo que quer o Jornal nem avaliou se tal imagem é ou não ofensiva e homofóbica. Sem falar que a palavra ‘homossexualismo‘ [sic] não é usada faz tempo, porque o sufixo ‘ismo’ denota doença, e a homossexualidade foi tirada do hall de doenças desde 1990!

O tal movimento pretende expulsar gays e lésbicas do estado e ainda dizem que a homossexualidade pode ser curada. Ai Ai esses fanáticos religiosos que deveriam ser curados de tamanha ignorância e intolerância. Esses sim são casos de doenças da ALMA e que podem ser perfeitamente curados com um pouco de educação e amor ao próximo.

A ideia de tal propaganda é ser contra o governo de Pernambuco que criou a campanha ‘Recife te Quer‘ para aumentar o turismo no estado, mas pelo jeito esses cidadãos acham que o estado vive de algum outro tipo de investimento, porque né?

A Folha de Pernambuco tenta se explicar, mas infelizmente o anúncio já foi publicado e distribuído para milhares de lares. É fácil focar apenas na grana do anúncio, fazer a merda, ligar o foda-se e depois sair com a célebre frase de desculpas ‘o conteúdo de forma alguma reflete a opinião do jornal‘. Desculpe-me, mas o jornal deve ser responsabilizado por veicular propaganda preconceituosa!

Para completar segue Lei municipal da cidade de Recife: Lei 16.780/2002 – Art. 1º – É proibida qualquer forma de discriminação ao cidadão com base em sua orientação sexual.

Esse jornal não serve nem pra limpar minha bunda!

[Pauta sugerida por Animalle]

A Igreja Católica se opôs, através de uma carta, à legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo que o governo escocês pretende aprovar este ano e encorajou seus fiéis a “rebelar-se” contra o que considera uma “redefinição do casamento”. A tal carta foi lida no último domingo, 26/08, em 500 igrejas católicas do país. 

No texto se sustenta que “o ensinamento da Igreja sobre o casamento é inequívoco e único, a união de um homem e uma mulher, e por isso é um erro que os governos, políticos e Parlamentos busquem destruir ou alterar essa realidade”.

Eu deveria usar este espaço para pedir aos leitores que se rebelem contra a Igreja Católica, mas Deus não quer rebeliões, ele quer que amemos uns aos outros. Então, vamos amar os preconceituosos tapados que não entendem um simples fato: NÓS GAYS NÃO QUEREMOS CASAR NA IGREJA CATÓLICA DE VÉU E GRINALDA. QUEREMOS, NO MUNDO TODO, APENAS FIRMAR O QUE JÁ É NOSSO DE DIREITO:

FIRMAR O AMOR e também ter tratamento legal em termos de heranças, pensões, seguros de vida, manutenção das crianças, direitos de imigração.

O governo escocês deve aprovar neste ano uma lei que permitirá a partir de 2015 os casamentos civis entre homossexuais.