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Tomboy” e “Genderbusters

Possuímos diversas categorizações para diferentes sexualidade e identidades de gênero, mas e quando as categorizações não dão conta de nos definir? Ou quando dão em parte? E quando nem sabemos que tal categoria existe?

O real limite, se é que ele existe, da diversidade humana é uma grande incógnita. Criamos categorias para que possamos nos identificar, mas no processo deixamos várias pessoas de fora. Várias pessoas que não se encaixam nos padrões inventados.

Começa essa terça (30/10), em BH, a mostra audiovisual TODXS DIVERSXS. Serão exibidos filmes a respeito de diversidades sexual e de gênero, seguidos de debates. O nome da mostra é um exercício. Qual a pronúncia? É um retrato simples das limitações de nossas categorias. Na nossa língua existem apenas “ele ou ela”, nada mais. O ‘X’ marca a incógnita de nossas identidades. E ao mesmo tempo nos força a buscar uma pronúncia, por vezes familiar e dentro do padrão binário “o/a”.

A mostra conta com três sessões: Abertura, Descobertas e Trânsitos. Na seção de abertura, em BH, será exibido o filme Tomboy. O premiado filme francês conta a história de uma menina de 10 anos, que sente menino. Ao mudar de bairro ela se apresenta como menino para as outras crianças. A sessão descobertas, que acontecerá em três cidade mineiras, exibirá “A arte de andar pelas ruas de Brasília” e “Não quero voltar para casa sozinho”, dois curtas brasileiros. O primeiro conta a história de duas garotas que se encontram pela cidade, e o segundo conta a história de um menino cego, cuja a vida muda após a chegada de um novo aluno em sua escola. A sessão trânsitos, quem também acontecerá em três cidades mineiras, exibirá “Genderbusters” e “TransHomemTrans”, o primeiro mostra um grupo que procura resolver dilemas ligados ao binarismo de gênero para pessoas em toda San Francisco. O segundo é constituído de relatos de homens transexuais que contam sua trajetória e apresentam suas próprias definições de gênero e sexualidade.

Desde o nome até o último debate, a intenção é levantar um discussão mais ampla, questionar os padrões atuais, tentar entender melhor a diversidade de gênero e sexualidade.

Também está na hora de termos coragem para dizer que os padrões não nos atendem. Me identifico até uns 80%, no máximo, com os padrões preestabelecidos. Os outros 20% são as partes que não consigo colocar em nenhum dos quadrados.

No fim das contas somos todxs diversxs, assim com ‘x’ mesmo. Com uma incógnita no lugar da definição, com uma grande dúvida no lugar da afirmação. O que existe hoje é a indefinição, no passado definimos sem saber o que, e no futuro…

Comece fazendo seu exercício, diga “Todxs Diversxs”. Preste atenção pra que lado você puxa mais a pronúncia, ‘o’ ou ‘a’. Consegue falar de outra forma, sem envolver gênero? É uma coisa simples, mas que traz várias perguntas. É um ‘x’, somos uma incógnita.

Direitos Gays no alvo de José Serra

Engraçado como o meio político se mostra cada vez mais podre em São Paulo nas eleições para prefeito. José Serra, um dos candidatos para o segundo turno, em reunião com pastores da Assembléia de Deus simplesmente jogou os direitos gays no lixo em troca de apoio por parte das igrejas.

O pior é que logo no começo do vídeo ele fala que aconteceu UM caso de homofobia na cidade! Desinformação pouca é bobagem. Todos os dias acontece algum caso de homofobia, seja de agressões físicas ou verbais, mas o candidato afirma de um único e específico caso, o da Avenida Paulista onde um jovem foi agredido com uma lâmpada fluorescente.

O intuito de uma lei que nos resguarde não é impedir o direito constitucional de religiosos pregarem o que entendem sobre a homossexualidade em suas igrejas, mas sim evitar que sejamos alvo do preconceito fora desses estabelecimentos. Por exemplo um pastor, como Silas Malafaia, gerar discursos de ódio em seu programa de televisão. Isso sim é um ato inconstitucional. Até porque essa lei não pode tirar o direito de culto livre que temos no Brasil.

José Serra finaliza seu discurso com: ‘Portanto eu vetarei essa lei. Essa lei não andará‘. Sobre a PLC 122, lei que lutamos há muitos anos para combater o CRIME de homofobia.

Assista o vídeo:

[Quero deixar claro que não faço campanha para esse ou aquele político, mas sim vejo ponto de vista de cada um referente aos direitos gays, e nesse caso José Serra é CONTRA!]

Nina Arsenault by David Hawe

Quem nunca escutou essa frase quando alguém se referia a gays? É aquela triste tentativa de mascarar a homofobia. Mas quantos gays não dizem essa frase se referindo a Travestis e Transexuais?

Se a frase começa dessa forma, o preconceito vem logo depois do “mas”. Não há dúvida.

Já falamos da Transfobia e começamos a discutir o chamado, e inexistente, exagero. Hoje o foco é grande preconceito existente dentro da chamada “comunidade LGBTT”. Comunidade que é completamente dividida e segregada, cheia de gritos individualistas. Não adianta querer esconder os preconceitos que temos uns com os outros na tentativa de mostrar que respeitamos a diversidade, a única forma de fazer isso é respeitando. A não ser que alguém queira que o mundo esconda seus preconceitos e faça de conta que está tudo bem.

Muitos LGB tem preconceito com os TT, justo as pessoas que deveriam entender o que é sofrer preconceito, as pessoas que deveriam aceitar a diversidade, as pessoas que deveriam respeitar as diferenças, as pessoas que deveriam querer união e não segregação. É como já disse no texto Exagero(?), “Aceitamos as diferenças, desde que sejam iguais às nossas”. O preconceito existe entre gays, lésbicas e bissexuais, porque não existiria com travestis e transexuais? E dá pra perceber o quão triste e errado é isso? O quão contraditório? Queremos nossos direitos, mas discriminamos outras pessoas.

Uma das coisas que mais repeti, e mais repetirei, nessa coluna, é o quão natural, normal e digno é ser um transexual ou travesti. Por natureza é. Nós é que tentamos tirar isso deles. Travestilidade e transexualidade são identidades de gênero tão respeitáveis quanto homem, mulher, andróginos.

A transfobia por parte dos LGB não é um empecilhos apenas para os transexuais e travestis, mas para todos os LGBTT. O preconceito entre pessoas que buscam seus direitos só dificulta a conquista. Nos fazem acreditar que somos uma minoria e por isso nossa voz é fraca. Mas só somos minorias quando estamos separados, segregados. O único grupo que não é considerado minoria em nossa sociedade é o de homens brancos e heterossexuais, todas as outras pessoas são minorias.

Se você usa a frase “Não tenho preconceito, mas”, talvez seja hora de repensar. De nada adianta cobrar que respeitem a “sua minoria” e as outras que se explodam. É hora de perceber que você está apenas repassando o preconceito, jogando no colo da próxima vítima.

E pra finalizar vamos traduzir o “Não tenho preconceito, mas”?

Tradução: Não tenho preconceito, só que ao contrário.

Para quem não lembra, no final do ano passado o jogador de futebol, David Testo saiu do armário e desde que seu contrato venceu ele nunca mais pisou nos gramados como profissional. Assumir-se gay complicou sua carreira no esporte, e hoje se dedica a ensinar Yoga.

David Testo não se arrepende de sair do armário, como falou ao jornal espanhol Marca, e diz: ‘Quando saí do armário, não sabia se iria jogar de novo, mas sabia que não poderia continuar a jogar daquela maneira‘.

Hoje, além das aulas de yoga, se dedica a campanha You Can Play, que luta contra a homofobia no esporte. Uma atitude muito bacana, já que a sexualidade não interfere em nada. Até porque gays gostam de esportes também!

Assista ao vídeo da equipe masculina de Hockey de Connecticut que defendem atletas gays. [em inglês]

Todas as Cores Todos os Amores Moda contra a Homofobia

Todas as cores, Todos os Amores é o nome da campanha que a Conexão Solidária lançou para ajudar com modaluta contra a homofobia. 10 estilistas unidos para, através de sua imaginação, criar camisetas lindas e fashion para meninos e meninas não importando a sexualidade.

Ronaldo Fraga, Walter Rodrigues, Walério Araújo, Fernanda Yamamoto, Wilson Ranieri, Mark Greiner, Estúdio Xingú, Andrea Ribeiro, Weider Silvério e Michelly X fazem parte dessa ação! O mais interessante é que cada estilista ficou com uma cor e doou sua criação para a ação.

Todas as Cores Todos os Amores Moda contra a Homofobia

As camisetas foram confeccionadas na Cooperativa de Costura de Osasco, onde trabalham 12 costureiras, todas com uma história particular de superação e parte das vendas irão para a Casa de Apoio Brenda Lee, que há 26 anos dá assistência a portadores do vírus HIV.

Curtiu a ideia é quer conhecer as camisetas? Só entrar no site da campanha e escolher a que mais agradar! É baratinho, R$ 49,00! Gays Gostam de se vestir bem!

Mais um caso de homofobia no Facebook aconteceu agora! André, um jovem aparentemente normal, com um perfil abertamente religioso, com frases de amor a Deus e ensinamentos bíblicos, mas no fundo como qualquer outro fanático religioso, seu coração é cheio de ódio, preconceito e intolerância, bem o oposto que Jesus ensinou na Bíblia que ele diz ler.

Homofobia no Facebook

Print retirado do perfil pessoal do homofóbico

Você sabe agir quando algo assim acontece? Vamos em um passo a passo para ensinar a todos como proceder:

- Antes de sair por aí xingando o homofóbico, ou disparando tweets e compartilhamentos com pedidos de denúncia é importante colher provas para encaminhar aos órgãos competentes. Um print screen ajuda muito! Até porque esse André logo depois deletou [com medo de represálias] a atualização mas mesmo assim tenho as provas do que ele falou.

- É importante salientar que precisamos mostrar a url onde isso foi atualizado! No caso, quando dei print fiz questão de pegar a parte com o endereço da atualização. Ele deletou? Não tem problema, a prova está salva em seu computador através da imagem.

- Como é Facebook, também copiei a url do perfil dele, para enviar tudo junto. Assim fica mais fácil de chegarem até ele.

- Depois envie um e-mail para denuncia.ddh@dpf.gov.br. Esse e-mail é da Polícia Federal que é o órgão competente que irá atrás da pessoa. Há um outro site que também recebe denúncias, o Safernet, mas não há nenhum e-mail de contato direto e o jeito é enviar o tipo de denúncia e link de onde aconteceu.

Pronto, foi denunciado! Agora é aguardar que a Polícia Federal ou o Safernet tome as devidas ações contra ele. Não vamos pensar que isso não acontece, porque acontece sim! Lembram do caso da menina que falou mal de nordestinos no Twitter e foi processada? Então! As coisas no Brasil começam a caminhar para crimes na internet e se todos nós contribuirmos com denúncias com provas cada vez mais as pessoas verão que crimes contra gays e lésbicas, além de repercussão também tem condenação!

Gays Gostam de RESPEITO!

Vocês conhecem a história de Harvey Milk, um ativista gay norte americano? Há até um filme sobre ele, mas se você ainda não assistiu, leia a matéria que fizemos sobre Milk, A Voz da Igualdade.

Tentou  cargo de Supervisor da cidade de São Francisco 3 vezes, mas finalmente consegue se eleger em 1977 e aprova, depois de muita luta [MUITA LUTA MESMO!], uma lei que protegia os direitos gays na cidade. Um visionário em plena década de 70!

Apesar da sua curta carreira na política, Milk se tornou um ícone dos direitos gays em São Francisco. Em 2002, Milk foi chamado de ‘o mais famoso e mais significativo político abertamente LGBT já eleito nos Estados Unidos‘.

Anne Kronenberg, foi gerente da campanha dele e escreveu o seguinte: ‘O que diferenciava Harvey de você ou de mim era que ele foi um visionário. Ele imaginou um mundo virtuoso dentro de sua cabeça e, em seguida, ele tomou providências para criá-lo de verdade, para todos nós‘.

Não vou contar toda a história de Harvey Milk, só gostaria e usar como exemplo de que mudar as coisas não é difícil, mas é preciso lutar por isso. Não adianta permanecer sentado quando a luta por direitos iguais, porque mais cedo ou mais tarde o preconceito, a homofobia, a intolerância alcançará até mesmo os mais enrustidos e antes que isso aconteça precisamos eleger representantes que ouçam nossas palavras de descontentamento, que nos ajudem a tornar nossas cidades um lugar melhor pra viver para TOD@S os cidadãos!

No Brasil temos o Deputado Federal Jean Wyllys, que sempre se mostrou um homem inteligente e perspicaz na luta por direitos iguais não apenas de gays, mas de toda a população. Um político ímpar que admiro muito e que gostaria que chegasse a cargos mais altos dentro da política brasileira. Será que alguém poderia produzir um filme ou documentário sobre ele por favor?

Não quero defender este ou aquele candidato, meu papel não é esse mas sim mostrar que podemos fazer a mudança, somos instrumentos dessas mudanças que buscamos no Brasil. Basta votar com consciência nessas Eleições.