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MAXtrubação Mental #47

Publicado: 11/08/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Finalizando o conto, aí vai a última parte.  Para quem ainda não leu o começo, é só clicar: [PARTE 1] [PARTE2] [PARTE3] [PARTE4].

“Já em casa, comecei a pensar em tudo o que tinha acontecido naquele dia.   Muitas perguntas povoavam minha mente.  Será que fiz certo?  Será que perdi a oportunidade de transar com ele?  Será que se tivesse transado me arrependeria depois?  E aquela aliança queria dizer o que?  Teria ele uma namorada ou namorado?  Se tinha, por que estava se aventurando com alguém que havia acabado de conhecer?  Teria ele uma vida dupla?  Será que se eu tivesse transado com ele nos veríamos depois, ou seria somente uma transa casual?

Naquela noite demorei a pegar no sono.  Meu corpo pedia cama, mas minha cabeça não me deixava dormir.

No dia seguinte acordei com uma certa “ressaca moral” pelo dia anterior.  Tentei não pensar muito no assunto, mas não adiantava,  as indagações eram maior que qualquer coisa que eu fizesse para tirar aquilo do pensamento.

Decidido a tirá-lo da cabeça,  convidei uma amiga para darmos uma volta no parque.  Fazia sol, estava um dia muito agradável para sair de casa e caminhar um pouco.  Seria ótimo ter uma outra ótica da história.

Enquanto caminhávamos e conversávamos, ao longe eu vejo um casal se aproximar de mãos dadas.

Minha amiga estranhou o meu silêncio repentino.  Era ele se aproximando com a namorada.

Senti meu corpo não responder às minhas vontades e o que eu mais queria naquele momento  era cavar um buraco no meio do parque para me esconder de tanta vergonha que senti de mim.

Vi-me numa situação surreal.  Conversando com a minha amiga sobre a noite anterior e ao mesmo tempo, o objeto da minha história aparecia na minha frente.

Eu não sabia se mudava de direção, se fingia um desmaio, se corria… enfim… paralisei totalmente.

Não sei onde arrumei forças para continuar caminhando e tentando disfarçar meu nervosismo.  Ele e a namorada passaram por nós e ele simplesmente fez de conta que não me viu.  Era como se eu fosse um total desconhecido, e ao que pareceu ele não teve nenhum tipo de reação ao me ver.

Passado o esbarrão no parque, contei para a minha amiga o motivo da minha mudança repentina.

Já um pouco mais calmo, resolvi voltar para casa.  Era muita informação para um dia só.  Aliás, foram dois dias seguidos de muita informação.

Sozinho em casa pensando sobre tudo, percebi que fiz o que era certo.  Eu já deveria ter me dado conta de que ninguém usa uma aliança na mão como enfeite.  O fato de ele ter topado irmos para um local reservado já me indicava que era apenas sexo casual com um desconhecido.  Certamente não era a primeira vez que ele fazia aquilo.  Marinheiros de primeira viagem não aceitam a proposta assim tão facilmente logo de cara.

Foram muitos os sinais que eu não quis ver.  Talvez por eu estar carente, acabei “romantizando” a situação.

Graças ao meu momento de lucidez, evitei damos maiores a mim.  Se eu tivesse transado com ele, provavelmente teria criado expectativas de uma continuidade para um futuro relacionamento.

Espero um dia poder encontrar alguém que esteja disposto a cultivar um relacionamento.  Sou um cara do bem e sei que um dia vou encontrar alguém que goste de mim e, que acima de tudo me respeite.”

FIM

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

 

 

 

MAXturbação Mental #46

Publicado: 04/08/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Dando continuidade ao conto… [PARTE1] [PARTE2] [PARTE3]

“Saimos de onde estávamos e demos algumas voltas pela cidade.  Meu carro havia ficado no mesmo lugar em que havia deixado para ir ao bar.  Nessa hora eu não pensava em mais nada.  O carro eu voltaria para buscar em outro momento.  O que eu queria era estar com ele.

Por mais que estivesse curtindo aquele lance, a aliança na mão dele não saia da minha cabeça.  Pensei em perguntar, mas se a resposta fosse positiva para uma namorada, eu ficaria decepcionado e de certa forma com a consciência pesada.  Decidi por não perguntar e simplesmente aproveitar o momento.

Aquela situação parecia até um desses contos que se lê na internet.   Você conhece o cara e acaba rolando algo entre os dois.  Veia à mente os vários contos picantes que já havia lido.  Eu estava praticamente vivendo um conto erótico.  Era excitante e ao mesmo tempo assustador.  Sentia-me um pouco “sujo” ao pensar que há horas atrás eu estava almoçando com um estranho e naquele momento estava procurando um lugar para que pudéssemos ficar mais “a vontade”.

Aquele não era eu.  Eu não estava me reconhecendo.   Sempre fui muito comportado.  Acredito no amor, na vida a dois, no companheirismo e acima de tudo no respeito mútuo entre pessoas que se amam.  Mas ali era algo casual.  Uma história que provavelmente teria início, meio e fim naquele dia.  Fiquei me perguntando se era realmente isso que eu queria pra mim.  Deixaria todos os meus princípios de lado por alguns momentos de prazer?  Sexo casual?  Sexo é fácil de se conseguir, mas alguém que esteja realmente afim de um relacionamento já é mais raro.  Certamente eu me sentiria mal se levasse aquilo adiante.

Eu não queria isso.  Eu quero um namorado.  Alguém que me ame.  Sexo é necessário mas não é tudo.

Em um momento de lucidez, pedi a ele que voltasse para onde havia deixado meu carro.   Ele ficou me olhando sem entender nada.

Apesar de estar com muita vontade de transar com ele, resolvi que não o faria naquele dia e nem daquela forma.”

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro

 

 

 

MAXturbação Mental #45

Publicado: 28/07/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Vamos dar continuidade ao conto?  Perdeu a primeira e a segunda partes?  Então entra no link da [PARTE 1] e [PARTE2] e dá uma conferida.

“Alguns instantes parado sorrindo e resolvi arriscar a sorte.  Dei-lhe um beijo.

Não fui correspondido e muito menos repelido por ele.  Só ouvi a frase: “Cara, você está bêbado”, seguido de um sorriso.

Realmente, eu havia passado um pouco da conta na quantidade que bebi, não fosse isso não teria sido tão atirado.

Voltamos para o onde eu havia deixado meu carro.  Ele parou em uma vaga um pouco escura.  Meu carro estava um pouco mais adiante.

Quando soltei o cinto de segurança ele veio pra cima de mim e me beijou como se há muito tempo não beijasse ninguém.  Foi de tirar o fôlego.

As coisas estavam esquentando dentro do carro.  Apesar de estar gostando daquilo, minha cabeça teimava em me lembrar daquela aliança que ele usava.

Tudo bem, eu estava solteiro, quem em tese era comprometido era ele.  Se alguém está traindo, com certeza não era eu.

O tesão era tanto que se eu não me controlasse acabaríamos transando no carro mesmo, no meio da rua.

Ao mesmo tempo em que eu queria, eu sabia que me arrependeria depois por ter feito aquilo.  Nunca fui do tipo de faz essas coisas de qualquer jeito, no improviso e no calor do momento.

Resolvi convidá-lo para irmos para outro lugar.   Ali era um local público, carros passavam a todo o momento, pessoas passavam pela rua.

Ele resistiu um pouco, mas acabou topando.  Acho que a emoção de sermos pegos em flagrante fazia parte da história.

Pensei em levá-lo para a minha casa, mas seria muito arriscado, não o conhecia direito para fazer esse tipo de convite.  Um motel?  Um drive-in?  Naquela hora a única coisa que me importava era estarmos a sós em um local seguro.”

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

 

 

 

MAXturbação Mental #44

Publicado: 21/07/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Vamos dar continuidade ao conto da semana passada?  Para quem perdeu, o link da primeira parte é esse [PARTE 1].

Espero que gostem.  Quero saber qual a opinião de vocês.

“Ele agiu naturalmente como se nada tivesse acontecido.  Mas eu não soube disfarçar muito bem.  Ficou claro que aquilo me incomodou um pouco.

Eu não estava fazendo a linha puritano e recatado, é que realmente  aquela situação estava totalmente fora do contexto para mim.

Sabe aquele momento em que a pessoa está falando com você, mas sua cabeça está tão longe que só se ouve ao fundo uma voz e os pensamentos viajam?  Pois bem, eu estava assim naquele momento.  Não sabia como reagir e o que falar.  Deixei-o continuar a falar do trabalho e dos problemas que estava enfrentando com seus colegas.  Depois de alguns instantes consegui voltar a prestar atenção no que ele falava.  Claro que não teci nenhum comentário sobre o assunto, havia perdido grande parte da conversa mergulhado em meus pensamentos.

Naqueles poucos instantes, um milhão de coisas passaram pela minha cabeça.  Passado o momento, voltei à mesa.

Continuamos conversando e terminamos o que havíamos pedido.  A presença dele era tão agradável que apesar de termos terminado continuávamos sentados conversando.  Perdi totalmente a noção do tempo.  Quando vi, já havia se passado 3 horas que estávamos sentados conversando.

Não sabia o que fazer, o que dizer, mas já não dava mais pra ficar ali sentado como se estivéssemos numa praça ou em um bar.  Outras pessoas chegavam e precisavam de uma mesa para se sentar.

Pensei em convidá-lo para irmos ao cinema, ou a um bar, sei lá, qualquer outro lugar, mas aquela aliança no dedo me dizia que não deveria.  Pensei em “n” maneiras de convidá-lo, mas não sabia se era o certo a fazer naquele momento.

Pelo sim, pelo não, resolvi convidá-lo para irmos a outro lugar.  Criei coragem e deixei a razão de lado.  O “não” eu já tinha, então resolvi arriscar.

Para a minha surpresa ele aceitou o convite para sairmos dali e irmos para outro lugar qualquer.  Mas onde?  Eu convidei, então eu teria que sugerir para onde iríamos.

Sugeri um bar tranquilo que havia no centro da cidade.  E assim foi.  Deixei meu carro no estacionamento do fast food e fomos no dele.

Chegando no estacionamento do bar, ele pára o carro e vai em direção ao porta luvas para pegar alguma coisa e apoia uma das mãos na minha perna.

Senti um frio na barriga e meu rosto ficar vermelho de vergonha.  Agi como se fosse a coisa mais natural da face da terra.

Ele percebeu e me perguntou o que havia de errado.  Eu sem graça disse que nada.  Que estava tudo bem.  Impressão dele haver algo de errado.  Foi aquele sorriso forçado, que nitidamente deixou claro que eu estava incomodado com alguma coisa.  Mas ele não me questionou mais nada.

Saímos do carro e fomos para o bar.  Sentamos e pedimos cerveja para continuar nossa conversa.

Realmente ele era uma pessoa muito agradável, alguém com quem eu poderia conversar por horas e não faltaria assunto.

Ficamos bastante tempo no bar,  tempo suficiente para anoitecer e continuarmos lá conversando e bebendo.

Resolvemos que estava tarde e que iríamos embora.  A essa altura, já estávamos levemente alcoolizados.

Fizemos o caminho contrário ao anterior.  Entrei no carro e novamente ele se apoia na minha perna para guardar os documentos do carro no porta luvas.

Diferente da primeira vez eu não senti vergonha, na verdade fiquei excitado com aquilo.  Acho que tinha deixado a minha vergonha no bar. RS. Dessa vez eu o encarei e ele simplesmente sorriu.”

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

Olá meus queridos.  Tudo bem com vocês?  Estou de volta com mais uma história.  Espero que gostem.

“Há 3 anos, Rafael viajava para a Austrália para fazer um intercâmbio de 6 meses e tentar voltar com o inglês fluente.  Após sua chegada, muita coisa mudou, e o que seriam 6 meses acabou virando 3 anos.

Durante o tempo em que esteve por lá, conheceu muita gente diferente e viveu uma outra realidade.  Teve alguns namorados, mas acabou se firmando realmente com Brian, um australiano que já havia morado alguns anos em Buenos Aires.

Brian mostrou ao Rafael o outro lado da cidade.  Mostrou a ele o que era ter um relacionamento de verdade.  Ambos se amavam.  Lá eles podiam levar a vida de um casal gay como se fossem heteros.  Ninguém os apontava na rua caso quisessem andar abraçados ou fazer alguma demonstração de carinho em público.

O que parecia um sonho para Rafael era uma realização pessoal para Brian.  Assim como todos, ele sempre buscou um relacionamento sério e verdadeiro.  Até fazia planos para o futuro.

Mas o mundo dá voltas e tudo pode mudar de uma hora para outra.  E foi exatamente o que aconteceu.  Rafael precisava voltar ao Brasil.  Seus pais, já velhinhos, estavam precisando da presença dele, o pai havia adoecido de Alzheimer, e sua mãe temia que ele não se lembrasse mais do filho.  Seu pai já estava vivendo nos anos 80.

Depois de muito relutar, ele resolve voltar, mas deixa o namorado na Austrália.  Planos foram feitos para que muito em breve Brian também viesse e pudessem estar juntos novamente.

Despedida no aeroporto, lágrimas e juras de amor.  O que os consolava era o fato de que se veriam novamente muito em breve.

Em um gesto de carinho, Rafael tira a blusa que está usando e dá a Brian,  para que toda vez que sentir saudades, sinta o seu cheiro e saiba que a situação é temporária e que logo estarão juntos.

A chegada de Rafael ao Brasil foi muito comemorada, afinal de contas, os amigos e a família não o via há bastante tempo.

Passada a novidade da chegada, Rafael resolveu voltar a morar em seu apartamento , que não era na mesma cidade em que os pais moravam.  Reviu alguns amigos, fez novos… enfim… voltou a viver a vida que sempre teve aqui.

Apesar de estar aqui, sempre estava com o pensamento no namorado que havia deixado na Austrália.  Sempre se falavam via internet e juras de amor eterno eram reafirmadas.

Rafael retomou sua vida aqui de onde havia parado.  Era como se ele não tivesse ficado tanto tempo fora.  Voltou a sair, a frequentar baladas, bares, festas… e a ficar com outras pessoas.

Na cabeça dele, Brian estava fazendo o mesmo.  Ele sempre considerou o namorado extremamente “sexual”.  Não conseguia ficar muito tempo sem sexo.  E se fosse esse o caso, não teria problema algum para ele, pois estava fazendo o mesmo por aqui.

Alguns meses se passaram e vários parceiros também passaram pela cama de Rafael.  As coisas fugiram um pouco do controle e ele já não sabia mais o que sentia por Brian.  As juras de amor eterno, os planos de ficarem juntos aqui e tudo o que haviam planejado para o futuro começou a parecer muito estranho para ele.

Era a primeira vez que ele havia pensado em um futuro ao lado de alguém.  Brian foi o primeiro a mostrar para ele o amor verdadeiro e incondicional.  Mas a vida de solteiro também era boa!!!  Era bom para ele ficar com um homem diferente a cada dia.  Era prazeroso, mas no fundo era vazia.  A maioria deles só queria sexo fácil e mais nada.

Em meio a isso tudo, Rafael já vinha amadurecendo a idéia de como terminar o relacionamento com Brian.  Ele já não tinha mais certeza de nada sobre o que sentia.

Finalmente ele cria coragem e termina.   Deu algumas desculpas e não disse o real motivo.

Brian ficou arrasado.  O amor de sua vida, aquele com quem se imaginava no futuro havia terminado com ele, e a distância. Os motivos não pareciam plausíveis.  O amor que sentia por Rafael era capaz de superar tudo aquilo.

Aqui, Rafael, manteve suas 24 horas de “luto” pelo fim do namoro e continuou “pegando geral”.

Ficou claro que ele estava procurando suprir com sexo casual  a falta que Brian fazia a ele.  Mas por trás de tudo isso, havia um grande medo.  O medo de continuar a viver com o namorado a história que tinham na Austrália.

Convenhamos que viver no Brasil um relacionamento gay não é a mesma coisa.  Aqui ainda existe muito preconceito e discriminação.  Ele não tinha opinião própria e nem coragem para isso.  Seria sempre cercado pela ideia do que “os outros” falariam dele.

Viver fora do país, longe dos amigos e da família é realmente complicado.  A carência é maior e o primeiro que te oferece um pouco de carinho e atenção já é capaz de despertar não um amor, mas um sentimento de afeição muito grande.  O que não significa que Rafael não amasse Brian, mas o que ele sentia não era tão intenso quando o namorado imaginava que fosse.

A distância e a volta ao círculo familiar e de amizades, fez com que Rafael percebesse que aquela história era um conto de fadas do qual foi tirado a contra gosto.

Será que se ele voltasse para a Austrália, as coisas seriam diferentes e eles poderiam continuar de onde pararam?

Será que se Brian viesse ao Brasil conseguiria reconquistar Rafael?

Realmente não sei.  Isso só o tempo dirá.”

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #23

Publicado: 26/03/2011 por Max Castro em gay, MAXturbação Mental
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Finalmente, chega ao fim o conto.  A todos que acompanharam e comentaram, o meu MUITO OBRIGADO.  É a primeira vez que escrevo algo do gênero.  Espero que tenham gostado.

Continuação…

Será o namorado dos meus sonhos?

 

Viagem marcada, passagem nas mãos, era algo que não se podia voltar atrás.

Para ele, profissionalmente, seria excelente.  Mas e eu?  E o nosso relacionamento?  Será que ele não parou pra pensar nem um minuto em “nós”?  Somos um casal, teoricamente ele teria que perguntar qual era a minha opinião sobre ele viajar e ficar um tempo fora!

Fui extremamente egoísta, confesso.  Mas não consegui pensar de outro jeito.   Por mais que eu tentasse, sempre acabava colocando a minha vontade em primeiro lugar, e não a felicidade e auto realização profissional dele.

Por mais que me doesse e me entristecesse, não podia evitar, ele iria para fora do país e eu ficaria aqui com a cabeça cheia de besteiras e morrendo de saudades.

Marcamos de nos vermos antes da viagem.  Mas não foi nada fácil.  O que era para ser algo romântico em clima de despedida, transformou- se em choradeira em clima de velório.  Foi difícil, muito difícil.  Combinamos de nos falarmos todos os dias pelo MSN ou por SMS.  Assim seria “menos” difícil suportar a ausência um do outro.

Passaram-se 2 meses desde a sua ida para a Europa.  Eu já começava a me conformar com o fato de tê-lo longe.  Sempre dávamos um jeito de nos falarmos.  Não perdemos contato nem por um instante.  Minha vida voltou a ser como era antes de conhecê-lo.  A saudade era grande, mas estava conseguindo suportar.

Não imaginava que namoro a distância poderia dar certo.  Mas deu.  Fui fiel a ele todo o tempo, e acredito que ele também tenha sido a mim.  Sempre achei que esse tipo de coisa só existisse em filmes, mas eu me enganei.  A distância me fez perceber o quanto eu gosto dele, o tamanho do amor que sinto por ele.

Hoje, 6 meses após sua ida, estou de férias e embarcando para a Europa.  Finalmente vou me encontrar com o amor da minha vida.

[FIM]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #22

Publicado: 19/03/2011 por Max Castro em gay, MAXturbação Mental
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Mais um sábado e mais uma parte do conto.  Aguardo comentários.

Continuação.

Será o namorado dos meus sonhos?

 

A partir daquele momento, percebi que havíamos sido feitos um para o outro.  Nada mais importava, só a paixão fulminante que sentíamos um pelo outro.

Tudo aconteceu muito rápido.  Foi tudo muito intenso.  Senti que foi verdadeiro.  A entrega de ambos foi por completo.

Nos dias que se passaram, continuamos nos vendo e a cada dia mais apaixonados.  Fomos tendo mais intimidade um com o outro.  Intimidade a ponto de deixarmos  todo e qualquer tabu relacionado a sexo, de lado.  A única coisa da qual fazíamos questão, era a camisinha.  Disso nunca abrimos mão.

Após algumas semanas decidimos que estávamos namorando.  Afinal de contas, não tínhamos o título mas nos comportávamos como namorados.  Nos víamos quase todos os dias, gostávamos da companhia um do outro, transávamos… enfim… éramos namorados antes mesmo de assumirmos isso.

Tudo ia bem, e fizemos 6 meses de namoro.  Tudo era perfeito.  Um namorado fiel e dedicado.  Sempre pensando no meu bem estar e na minha felicidade.

Foi quando ele me deu a notícia de que viajaria a trabalho e ficaria alguns meses fora do país.

Fiquei sem chão.  Como assim?  Ficaria sem ele por quanto tempo?  Como seria minha vida sem ele?  Se fosse aqui no Brasil, daria um jeito de ir vê-lo pelo menos uma vez por mês que fosse.

Não, era para fora do país e por tempo indeterminado.  Não sabia o que pensar, o que fazer, o que sentir.

Minha felicidade parecia ruir diante dos meus olhos.  O amor que tanto procurei e encontrei estaria longe do meu alcance por não sei quanto tempo.

A felicidade que me foi dada, agora é tirada sem nenhum aviso prévio?

A viagem seria em 2 semanas.   Nada me consolava.  Não conseguia me conformar com aquilo.  Por mais que ele tentasse me convencer de que era apenas uma viagem a trabalho, nada me tirava da cabeça que eu poderia nunca mais vê-lo.

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro

MAXturbação Mental #21

Publicado: 12/03/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Mais um sábado e mais uma parte do conto.  Acho que agora as coisas estão esquentando entres os dois.  Espero que gostem. [PART1] [PARTE2] [PARTE3] [PARTE4] [PARTE5] [PARTE6] [PARTE7].

Continuação…

Será o namorado dos meus sonhos?

Senti suas mãos na minha cintura, fazendo o mesmo que estava prestes a fazer com ele. Em questão de segundos estávamos nus.

Ele me puxou para o banheiro.  Achei ótima idéia, estávamos suados.  Um banho cairia muito bem naquele momento.

Fomos para debaixo do chuveiro e continuamos o que havíamos começado na sala.  As carícias continuaram mais intensas que antes.

Ambos estávamos explodindo de tesão.  Explorávamos todo o corpo um do outro.  Eu estava indo ao delírio.

Literalmente ele me deu um banho.  Ele me fez ficar parado enquanto suas mãos percorriam meu corpo com o sabonete.

Não sei como não subi pelos azulejos.  Eu não estava me agüentando mais.

Cada centímetro do meu corpo foi explorado pelas suas mãos.  Ele conseguiu encontrar em mim zonas erógenas que nem mesmo eu sabia que tinha.  Cada toque era seguido de um arrepio, cada beijo estremecia todo o meu corpo.

Chegamos ao êxtase juntos.  Senti minhas pernas amolecerem.  Parecia que meu corpo havia parado de responder as minhas vontades.

Continuamos sob o chuveiro, só que agora na parte dos carinhos.  Seus braços fortes me abraçavam e me deixavam seguro como nunca havia me sentido com mais ninguém.

Em palavras não consigo descrever toda a intensidade do momento.  Só eu sei como foi e como conseguiu mexer comigo.

Se antes eu já me sentia atraído física e intelectualmente por ele, aquele momento selou a minha paixão.  E pude perceber que ele estava se sentindo da mesma forma.  Nada foi dito com palavras, mas com gestos.

 

[CONTINUA]

 

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #20

Publicado: 05/03/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Queridos leitores, espero que estejam gostando do conto.   Hoje é dia de mais um pedaçinho.  As coisas estão esquentando. [PARTE1] [PARTE2] [PARTE3] [PARTE4] [PARTE5] [PARTE6].

Continuação…

Será o namorado dos meus sonhos?

 

Um milhão de pensamentos passavam pela minha cabeça enquanto eu o admirava.  Eu o devorava com os olhos.  Peitoral definido, sem pêlos, abdômen “rasgado”, pele branca, braços fortes…

Calma, muita calma nessa hora! Meus instintos estavam falando mais alto.

Não me contive.  Aproximei-me dele e o beijei.  Eu queria sentir o corpo dele perto do meu denovo.  O calor do seu corpo, o seu beijo, seus braços envolta de mim, seu cheiro, seu desejo.

Estávamos com roupas de ginástica, e ficou impossível esconder a nossa excitação.  Eu menos ainda, ao sentir seu peito sem camisa encostando no meu.  Eu estava prestes a explodir de tesão.

Nossas mãos exploravam o corpo um do outro.  O calor do momento nos fez esquecer tudo ao nosso redor.  Os beijos tornaram-se mais intensos e as carícias mais provocativas.

Sentia-me totalmente a vontade com ele.  Nada era proibido.  O que importava naquele momento era o prazer que estávamos sentindo de estar um com outro.  O prazer da carne.  O prazer de estar com alguém por quem eu me sentia atraído física e intelectualmente.

Sem parar de me beijar, ele foi me puxando para algum lugar que não sabia onde.  Fui, me deixei levar.  Eu estava curtindo muito aquele momento e qualquer fosse o lugar, não me importava, só queria estar com ele.

Meu corpo a essa altura era só testosterona.  Algo incontrolável tomou conta de mim.  Peguei na sua cintura e comecei a baixar seu short.

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #19

Publicado: 26/02/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Chegou a hora de mais um pedaço do conto.  Espero que estejam gostando. [PARTE1] [PARTE2] [PARTE3] [PARTE4] [PARTE5]

Continuação…

Será o namorado dos meus sonhos?

 

Nos despedimos e eu fui para a minha casa.  Já era tarde e eu não queria estragar aquela noite perfeita que tivemos.

No caminho fui pensando em tudo o que tinha acontecido e em como tinha sido tão perfeito.   Demais até!  Finalmente os Deuses resolveram me dar uma chance.  O universo conspirava a meu favor.

Sempre me relacionei com pessoas complicadas, que não sabiam o que queriam da vida, que eram emocionalmente instáveis,  dependentes emocionalmente dos pais, mal resolvidos com a própria sexualidade… enfim… pessoas que deixaram muito a desejar.  Dessa vez parecia que eu tinha encontrado o homem da minha vida.  Era tudo muito perfeito.  Eu estava muito feliz.

Aquela noite dormi tão bem como há muito tempo não dormia.   Um sono tranqüilo.  Claro que meus últimos pensamentos foram para ele.

Havíamos combinado de nos vermos no final de semana, afinal de contas ainda era sexta-feira e o final de semana estava apenas começando.

No dia seguinte nos encontramos na pista de caminhada perto da minha casa.  Resolvemos caminhar e conversar, para nos conhecermos melhor.   Adorei a idéia.  Finalmente encontrei alguém que não gosta tanto quanto eu de ficar preso em casa por muito tempo.

Cheguei um pouco antes do horário marcado e fiquei esperando por algum tempo.  Quando vejo, ele vem ao longe, usando short preto, camiseta branca e tênis.  Roupas para caminhar, claro.

Foi a primeira vez que o via em “trajes menores”.   Fiquei paralisado ao ver aquele homem se aproximando de mim.  A beleza do seu corpo ficou mais evidente com suas pernas a mostra e a camiseta que parecia salientar ainda mais a musculatura do seu peito e braços.

Pensei comigo: os deuses me deram uma chance ou me mandaram o Apolo em pessoa?

Fiquei com vontade de agarrá-lo e cobri-lo de beijos no meio da pista.  Mas eu me contive e apenas o cumprimentei com um aperto de mão.

Nesse ponto, ele é tão discreto quanto eu.  Não é do tipo que gosta de “causar” em público.

Somos gays, sabemos que o preconceito existe e não temos motivos para causar nenhum tipo de embaraço para ninguém que não aceita.

Mais uma vez fiquei hipnotizado pelos eu sorriso.  Era como se conseguíssemos nos comunicar apenas pelos olhares e sorrisos.

Por que uma paixão tão repentina?  Seria coisa da minha cabeça, ou ele realmente estava retribuindo igualmente o interesse que eu estava sentindo por ele?

Caminhamos por um bom tempo e ele me convidou para irmos até a casa dele para tomarmos algo para refrescar o calor que estava fazendo aquele dia.

Ao entrar fiquei pensando que há algumas horas eu estava ali tendo um dos melhores momentos da minha vida.  Agora eu estava ali denovo.  O que será que aguardava desta vez?

Ele logo que entrou, tirou a camiseta e ficou só de short.

Aí sim consegui ter idéia do que aquela camiseta escondia.

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

 

MAXturbação Mental #18

Publicado: 19/02/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Hoje é dia de mais uma parte do conto.  Para quem ainda não leu seguem os links: [PARTE 1] [PARTE2] [PARTE3] [PARTE4].  Espero que estejam gostando.  Comentários são muito bem vindos.

Continuação…

Será o namorado dos meus sonhos?

 

Correspondi ao beijo, claro.  Que dúvida cruel!

Depois de um beijo macio ele diz: respondi sua pergunta?

Minhas pernas ficaram moles, minhas mãos tremiam ainda mais, meu coração disparou, não consegui conter o sorriso.

Fiquei com um pouco de vergonha, só um pouquinho.   Mas consegui ir em direção a ele e dar-lhe um abraço.  Senti seu perfume, o calor do seu corpo, seus braços me envolvendo.  Senti-me totalmente seguro nos braços daquele homem como nunca havia me sentido antes.  Era a primeira vez na minha vida que me sentia atraído física e intelectualmente por alguém.

Para mim o tempo parou naquele momento.  Não existia mais nada além de nós dois ali abraçados no sofá.

Carinhosamente ele começou a acariciar minhas costas e meus cabelos.  Não resisti e o beijei novamente, só que dessa vez com mais paixão.  Nosso beijo teve o encaixe perfeito.  Daquele tipo que dá vontade de beijar por horas.

O adolescente dentro de mim pulava de alegria, finalmente teve coragem de falar com seu amor platônico e foi correspondido.

O meu príncipe encantando não chegou em um cavalo branco, mas ele era branco, cabelos escuros, olhos verdes, corpo malhado, cheiroso, 1,85 cm de altura, sabia cozinhar divinamente e ainda tinha o melhor beijo que já havia experimentado na minha vida.

Entre dois homens, tudo é mais intenso, mais objetivo e mais rápido que em um relacionamento convencional entre homem e mulher.  Fiquei imaginando no que resultaria aquele beijo!

Demos uma pausa no beijo e eu me virei e encostei em seu peito.  Ele me abraçou.

Ficamos em silêncio.  Ele fazendo carinho em mim e eu nele.

- Me belisque para eu ver se não estou sonhando -  disse eu quebrando o silêncio.

- Se for um sonho você vai querer acordar?

- Não, não quero acordar, quero sonhar o resto da minha vida. – Virei-me e lhe dei mais um beijo.

A única coisa que eu conseguia fazer era beijá-lo e abraçá-lo.  Estava começando a perceber que estava sendo um pouco grudento demais para um primeiro contato desse tipo.  Mas ele correspondia sem dar nenhum sinal de que não estava gostando.

Os beijos tornaram-se mais intensos e os carinhos passaram a ser um pouco mais que carinho.  A coisa estava esquentando entre nós.  E provavelmente acabaríamos na cama.

Não que eu não estivesse gostando daquilo tudo.  Na verdade era tudo o que eu mais queria.  Ter aquele homem todo para mim.

Tive meu momento de consciência e percebi que se isso acontecesse eu estragaria toda a noite.  Tinha sido tudo perfeito até então.  Ele foi gentil comigo, carinhoso, fui super bem tratado, fui respeitado, enfim… ele em momento algum se mostrou vulgar ou quis forçar algum tipo de situação.  Tudo aconteceu naturalmente.  Ninguém estava forçando ninguém a nada.

Não tenho nada contra quem vai para a cama no primeiro encontro, mas se eu o fizesse, me sentiria usado.

A proposta não era essa.  Eu realmente me encantei por ele, e não gostaria que tudo acabasse com uma transa.  Meu corpo dizia Sim, mas minha consciência dizia Não.

Partindo do pressuposto de que um homem que não consegue controlar seus instintos básicos não é homem, e sim um animal,  resolvi que nosso primeiro encontro não passaria de beijos e abraços.

Fui firme na minha decisão e no restante do tempo que ficamos juntos não deixei que meus instintos me dominassem.

Já passava das 3 manhã.  Resolvi ir embora.  Se eu ficasse mais, com certeza não conseguiria me controlar.  Ele era muito envolvente.

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #17

Publicado: 12/02/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Peço desculpas a todos os leitores do blog DQOGG.  Semana passada tivemos um problema com o servidor e as colunas de sábado não foram publicadas.  O problema já foi sanado e segue abaixo mais uma parte do conto.  Espero que estejam gostando.

Para quem ainda não leu o começo:  [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3].

Continuação.

Será o namorado dos meus sonhos?

 

Para não dar vexame e não falar nada que não deveria, pedi a ele um pouco de refrigerante.  Ele prontamente me atendeu e me trouxe um copo.

Ao entregar o copo, minha mão tocou a dele e, não sei dizer o porquê, demorei um pouco mais que o esperado para efetivamente pegar o copo.  Olhos nos olhos, coração disparado, ambos sorrindo… bem,  não consegui esconder o meu constrangimento depois do que já tinha feito.  Acho que foi o efeito do vinho, estava começando a imaginar coisas e perder um pouco a vergonha.

Com certeza foi o vinho que me fez perder um pouco da vergonha.  Toda aquela situação e eu no meio de muitos pensamentos, sentimentos e emoções que não consigo descrever.

A magia do momento (sim, para mim aquilo foi algo mágico!) só foi quebrada quando ele sugeriu colocar uma música para ouvirmos.  Pelo menos era o que eu achava, até que a música começou a tocar.

Enquanto eu o ajudava a colocar a mesa, ao fundo tocava “Teus Olhos”, música cantada por Marcelo Camelo e Ivete Sangalo.

“Teus olhos abrem pra mim
Todos os encantos
Teus olhos abrem pra mim

Teus olhos abrem pra mim
Todos os encantos bons
Tudo que se quer vai lá

Eu vi na terra
Você chegando assim
Assim, de um jeito tão sereno

Ai, ai, meu Deus do céu
Eu vivo sem pensar
Se sou só

Acho que não vou mais
Agora tudo tanto faz,
meu bem
Eu vi você passar
levando meu encanto

Caminho sem saber de mim
Eu vivo sem pensar
Se sou só
Ou sou mar

Mas eu conto com você
Pois enquanto eu não me resolver
Eu vou lá, eu vou lá
Mas enquanto eu não me resolver
Eu vou lá, eu vou lá”.

Tudo parecia um sonho e que eu poderia acordar a qualquer momento.  Não conseguia acreditar que aquilo tudo estava acontecendo.  Tudo começou com uma conversa informal de supermercado!!!  Como assim?  Jamais imaginei que poderia conhecer alguém numa situação e em um lugar tão comum.

Depois de tanto tempo conhecendo pessoas erradas em lugares errados, finalmente me vi diante de alguém interessante e que realmente valia a pena.

Sentamos à mesa e continuamos conversando.  O jantar estava divino.  Ele conseguiu me impressionar com seus dotes culinários.  Se o peixe morre pela boca, eu já tinha ido ao céu e voltado incontáveis vezes.

Eu o ajudei a retirar a mesa depois que terminamos.  Voltamos para a sala de estar e continuamos tomando vinho.

Durante a conversa não conseguia parar de olhar em seus olhos.  Aqueles olhos verdes me hipnotizaram,  minha vontade era de abraçá-lo e beijá-lo.  Estamos sentados bem próximos um do outro.

Não consegui resistir e perguntei por que ele havia falado comigo no supermercado.  Um silêncio tomou conta do ambiente.  Ele apenas sorriu.  Um sorriso que iluminou seu rosto.  Minhas mãos começaram a tremer de nervoso.

Ele simplesmente inclinou-se na minha direção e me deu um beijo.

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #16

Publicado: 29/01/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Se você ainda não leu o conto Será o namorado dos meus sonhos? Não perca o começo da estoria. Clicando AQUI [PARTE1] e AQUI [PARTE2].

Continuação…

Será o namorado dos meus sonhos?

 

Obviamente não recusei o convite.  Marcamos para mais tarde na casa dele e fomos cada um para um lado.

Dei um jeito de voltar e comprar uma garrafa de vinho tinto.  Não queria chegar de mãos abanando na casa dele, afinal de contas, ele prepararia o jantar! Achei de bom tom levar pelo menos um vinho.

Banho tomado, barba feita, devidamente perfumado (homem cheiroso é tudo nessa vida!) e apropriadamente vestido para a ocasião, segui rumo à casa dele.

Apertei a campainha e depois de um intervalo curto de tempo ele veio me atender. Foram frações de segundo que pareciam intermináveis.  Ele estava lindo.  Sem que eu pudesse me controlar, um sorriso maior que eu tomou conta do meu rosto. Pela primeira vez ele me cumprimentou com um abraço e um beijo no rosto. Aquilo para mim foi indescritível. Minha vontade era de ficar abraçando durante horas aquele homem. Fiquei ligeiramente embriagado com seu perfume e seu abraço macio.

Não consigo explicar como em tão pouco tempo me identifique tanto com uma pessoa. Nos vimos duas vezes e eu já me sentia atraído por ele, não só fisicamente, mas também pela pessoa que ele era. Além de lindo, ele tinha uma boa conversa, era simpático, inteligente… enfim. Poderia descrever um milhão de adjetivos sobre ele. Realmente me senti totalmente atraído.

Depois do abraço, que deixou gostinho de quero mais, fui convidado a entrar.

A casa não era grande, mas muito bem decorada. Deu para perceber que ele tinha bom gosto. Da sala dava para sentir o cheiro do que ele estava preparando na cozinha. Entreguei a ele a garrafa de vinho que havia comprado e fui convidado a me sentar na sala.

O jantar sairia em alguns minutos. Enquanto isso, ele abriu a garrafa de vinho e nos serviu. Eu não conseguia parar de olhar para ele.  Olhar e sorrir, era só o que eu fazia. Já estava começando a me sentir um idiota. Fiquei sem assunto, sem graça, e quase sem um pingo de vergonha na cara, pois minha vontade era de beijá-lo, mas me controlei e tentei iniciar uma conversa.

Conversamos sobre assuntos banais, aqueles assuntos que você tenta começar quando não tem nada mais interessante para dizer: trabalho, se tem irmãos, se mora há muito tempo naquela casa, se foi ele mesmo que a decorou… Assuntos que uma pessoa que está nervosa, que era o meu caso, tenta iniciar para não ficar aquele silêncio ensurdecedor entre nós.

Diferente da vez que fomos ao bar juntos, dessa vez eu me senti totalmente acanhado. Eu estava no território dele e não sabia como me comportar.  Mesmo porque não conseguia decifrar o motivo de ele ter me convidado para o jantar.

O jantar demorou um pouco mais que o esperado para ficar pronto. A essa altura eu já estava começando a ficar um pouco alcoolizado de vinho.

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #15

Publicado: 22/01/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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O post de hoje será a continuação do conto que comecei na semana passada.  Para quem não leu, abaixo segue o link da primeira parte.

[PARTE 1]

Será o namorado dos meus sonhos?

Continuação…

Senti um frio maior ainda na barriga e disse: eu também.  Foi uma situação estranha.  Nunca passei por uma situação dessas.  Fiquei sem saber o que dizer e o que fazer.  Mas depois de alguns segundos, que pareciam horas, voltamos a conversar, só que agora dando “nome aos bois”. RS…

No restante do tempo que ficamos no bar, conversamos sobre tudo.  Depois que tiramos o “elefante branco” da mesa, a conversa ficou mais agradável e fluía melhor que antes.

Saímos do bar e cada um foi para a sua casa.  No caminho para a minha casa, fui totalmente mergulhado num mar de pensamentos e perguntas que eu, sinceramente, gostaria de ter todas as respostas naquela hora.  Por que ele tomou a iniciativa de conversar comigo no supermercado?  Foi de caso pensado ou apenas para fazer amizade?  Será que ele se interessou por mim?  Será que ele gostou da minha companhia no bar?  Fui indiscreto e direto demais ao perguntar se ele era gay?  O fato de ele ter me convidado para sair tinha algum intenção além de tomar uma cerveja?

Nos 10 minutos que se passaram do bar até minha casa, minha cabeça fervilhava.  Eram muitas as perguntas e nenhuma resposta. 

Quando entrei em minha casa, o telefone tocou.  Era ele.  Ligou para dizer o quanto tinha sido boa a minha companhia e que esperava que repetíssemos mais vezes.  Ficou claro pela voz dele como estava sendo constrangedor dizer aquilo.  Agradeci e disse que a recíproca era verdadeira.  Meu coração disparou.  Será que ele estava afim de mim e foi por isso que me ligou ou era apenas um novo amigo? 

Alguns dias se passaram e o destino nos coloca denovo no mesmo lugar: o supermercado.  Parece até brincadeira, mas nos encontramos no mesmo corredor novamente.  Ambos sorrimos e nos aproximamos para nos cumprimentarmos.  Não sei explicar, mas eu tive aquela famosa sensação de sentir “borboletas no estômago” quando o vi.  Não sei se ele sentiu o mesmo que eu, mas eu fiquei tenso e ao mesmo tempo feliz por revê-lo.

Eu com 29 e ele com 30 anos, me senti como um adolescente que encontra seu amor platônico e fica sem saber o que dizer, apenas sorri e parece que vai explodir por dentro.  Há muito tempo não me sentia assim. 

Era uma sexta-feira e como sempre tinha ido ao supermercado comprar comida congelada.  Pois é, vida de solteiro que não sabe cozinhar é assim. RS…  Mas ele não, estava comprando produtos frescos, e pelo que pude perceber já da outra vez que nos encontramos, ele sabia cozinhar.  Nunca na minha vida comprei manjericão fresco!!! Nem sei que sabor isso tem. RS…

Sem saber o que dizer, comentei sobre os produtos que ele estava levando no carrinho.  Fiquei surpreso quando ele disse que estava comprando o jantar e que iria cozinhar algo naquela noite.  E eu, morrendo de vergonha por estar levando comida congelada para casa.

Juro que tentei esconder a minha excitação ao vê-lo, mas eu estava tomado de uma alegria tão grande que não conseguia disfarçar.  Caminhamos por alguns corredores juntos, ele escolhendo verduras e legumes e eu carregando minha lasanha congelada. 

Depois de tudo escolhido, nos dirigimos ao caixa, e foi aí que fiquei realmente surpreso.  Ele me convidou para jantar na casa dele.  Ele faria o jantar.

Se antes eu já estava sentindo “borboletas no estômago”, dessa vez senti um panapaná inteiro! 

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #14

Publicado: 15/01/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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A coluna MAXturbação das próximas semanas serão especiais. O que vocês acham de publicarmos contos? Pois é isso que vai rolar aqui no DQOGG.

Será o namorado dos meus sonhos?

Nos conhecemos no supermercado.  Nos vimos, trocamos olhares.  Mas nada mais que isso.  Para mim, ele era um homem hetero fazendo suas compras como muitos o fazem.  Não me lembro exatamente qual o motivo, mas começamos a conversar descontraidamente.  Ficamos algum tempo conversando e descobrimos que havíamos estudado no mesmo colégio e tínhamos tido a mesma professora primária, só que em anos diferentes. De cara já rolou uma empatia muito grande entre nós.  Até então, para mim, era um cara que estava puxando assunto com outro homem no supermercado.  Nada demais.  Trocamos telefone e ficamos de marcar uma cerveja qualquer dia para relembrarmos as histórias do colégio.

Fui para minha casa e não vi nada demais no que tinha acontecido.  Naquela noite, recebi o telefonema dele.  Perguntando se eu estava afim daquela cerveja que havíamos combinado.  Como eu não tinha nada melhor pra fazer, aceitei.  Fomos a um barzinho e ficamos horas conversando, relembrando o passado e rindo das histórias.  Descobri que assim como eu, ele também morava sozinho, era independente e que tinha uma vida estável.  Poucos amigos, reservado, inteligente, um senso de humor magnífico… Confesso que vi nele o namorado ideal.

A certa altura da conversa, surgiu o inevitável: as namoradas.  Como eu nunca tive namorada na vida, senti um frio na barriga.  Como eu iria dizer para ele que sou gay? Deixei ele contar as histórias dele, claro.  Daria tempo de pensar em alguma coisa pra falar.  Mas para o meu espanto ele só falava em “pessoa” e não “minha namorada”!  Achei estranho aquilo.  Enquanto ele contava as histórias, parecia que eu tinha me refugiado para uma realidade paralela, estávamos lá, eu e meus pensamentos.  Em alguns momentos eu me vi totalmente distraído da conversa, pensando mil coisas sobre aquele cara simpático, bonito e inteligente.  Foi aí que meus pensamentos me traíram.  Sem pensar muito, soltei a pergunta: Você é gay?  Silêncio absoluto na mesa.  Senti meu rosto queimar de vergonha.  Percebi que ele também ficou um pouco sem graça.  Mas com voz um pouco trêmula ele respondeu: Sim, sou.

[CONTINUA]