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Cinema Porno - Do Que Os Gays Gostam

Há tempos queria escrever uma matéria mais investigativa sobre o reduto do sexo fácil que são os cinemas pornôs do centro da maior cidade do Brasil. Tive que tomar muita coragem, contar até três e entrar, porque não é o tipo de lugar que eu gostaria de frequentar, mas como vocês leitores merecem matérias interessantes, lá fui num dos famosos cinemões.

Desci uma escadaria mal iluminada que dá em um grande salão, vi alguns frequentadores que circulavam entrando e saindo das salas de exibição dos filmes. Ao fundo dá para escutar alguns gemidos vindos dos alto-falantes, que exibem filmes pornôs, em sua maioria heteros.

O público é diversificado. Vi todo tipo de pessoa ali dentro, desde jovens e idosos até homens engravatados que parecem que iam para casa encontrar suas esposas logo que gozassem com alguém. Vi algumas travestis também circulando pelo local.

Tomei coragem e entrei em uma das salas. Uma mulher gemia feito louca gritando ‘Yes, Yes‘ no filme pornô. Algumas pessoas estavam sentadas nas poltronas, mas diversas andavam pelos corredores, ou se juntavam nos cantos onde a iluminação do projetor não era tão forte.

Na parte do fundo, vários homens se masturbavam enquanto assistiam ao filme. Alguns ‘casais‘ também se pegavam em meio a escuridão. Conforme eu ia passando alguns caras vinham tentar me abordar, e isso me deixou muito apreensivo, mas não sentaria naquelas poltronas nem que eu tivesse levado álcool gel para desinfetar.

Parei num canto onde não havia ninguém, queria ver como as coisas aconteciam, mas não tive muito sossego. Em instantes vários caras vieram se aproximando, parando ao meu lado. Alguns já com seus pênis para fora, como se aquilo fosse um convite. Aham, Claudia, você ~acha~ que eu pegaria nesse pau sujo??? ACORDA ALICE!!!

Sai logo dali e fui conhecer as outras salas do estabelecimento, mas em todas as salas as cenas eram iguais. Homens circulavam atrás de sexo fácil com desconhecidos. Não vi nenhum aviso no local sobre DST /AIDS, nem ao menos um local onde se pudesse pegar algumas camisinhas. Espero que os frequentadores levem as suas de casa, porque com certeza é possível contrair muitas doenças no local.

O banheirão é um dos points da galere. Homens encostados nas paredes esperando o convite para entrar em um dos reservados, que naquele momento estavam ocupados. O cheiro do banheiro consegue ser pior do que no resto do local, é complicado permanecer ali por muito tempo. Até porque, aquele povo te encarando como se você fosse um copo d’água em meio ao deserto do Mojave é desconcertante e me perturbou um pouco.

O mais engraçado disso tudo é que um cara veio conversar comigo ali dentro. Não perguntei o nome, mas ele se dizia catarinense, veio a São Paulo por causa da Parada Gay. O namorado dele estava em casa enquanto ele se divertia ali. Outro rapaz também veio puxar conversa. Aparentemente tinha uns 18 anos, e veio logo dizendo que era a primeira vez naquele tipo de ambiente.

Sinceramente, não é o tipo de lugar para o qual pretendo voltar. Não curti a abordagem, o local, a limpeza [ou melhor, a falta de limpeza]. Espero que tenham gostado da matéria porque, do cinema pornô, particularmente, eu não gostei.