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Homofobia Frei Caneca Agressão

Imagem: Facebook

Entrei ontem em meu Facebook e vi a atualização de um amigo, onde falava sobre o agressão que sofreu na Rua Frei Caneca. Homofobia pura, na rua considerada como um reduto gay, onde [achávamos] que podíamos circular sem medo de represálias.

É realmente triste ver que uma pessoa próxima, que frequenta os mesmos lugares que eu tenha sofrido um ataque dessa forma. Poderia ser eu, um amigo ou até mesmo você leitor. Tomar cuidado nunca é o bastante quando o assunto é Homofobia.

Segue o trecho extraído do Facebook da vítima:

Não existe homofobia no Brasil! Essa é a frase que o deputado Jair Bolsonaro já disse muitas vezes por onde passa, mas a homofobia existe sim no Brasil. E está literalmente na minha cara. Essa é uma foto que tirei agora a pouco depois que fui atacado por 4 adolescentes ontem na Frei Caneca.

Me atacaram de surpresa e sem eu poder reagir. Me bateram muito, me humilharam, quebraram meu celular e depois o jogou, junto com minha carteira, no bueiro.

Eu tive sorte, nessa mesma semana um garoto no Rio de Janeiro foi morto com requintes de crueldade. Eu só fui mais uma bichinha que apanhou na Paulista. O pior é que não fui a primeira e não serei a última. O policiamento é ineficiente, e a prefeitura está cagando e andando pra gente, essa é a verdade.

Meu corpo inteiro dói, mas nada dói mais do que minha alma. Eu estava apenas andando, sozinho, saindo de uma balada. Eles me disseram que viram eu saindo da ‘balada de viado sozinho’ e resolveram ‘brincar‘ comigo. Já chorei muito, já pensei muito, e não existe nada que me tire o medo que estou sentindo. Medo e raiva, muita raiva. Quando você vê algo assim na televisão, você nunca imagina que vai acontecer com você.

Um me enforcou por trás, enquanto outros dois se revezavam em dar socos no meu estômago, depois me jogaram no chão e começaram a me chutar e pisar na minha cabeça. Por um milagre, ou coisa que o valha, um segurança de um prédio próximo, apareceu e espantou os marginais. Não olhei para o rosto deles. Eu só sentia medo. Tinha certeza que iria morrer. Algumas pessoas passaram por ali e me viram no chão apanhando e não fizeram nada.

Agora a pouco falei com minha mãe pelo telefone e dói muito ouvir sua mãe chorar de preocupação por você. Eu não paro de chorar desde então. Eu sei que isso que aconteceu comigo é horrível, mas poderia ser bem pior. Eu poderia estar morto. Agora tenho a chance de contar o que aconteceu comigo e tentar alertar a todos.

As providências legais serão tomadas, e tomara que alguma coisa aconteça com esses marginais. Me desculpem os defensores dos direitos humanos, mas não desejo nada melhor do que a morte lenta e dolorosa desses infelizes. O meu sangue está nas mãos desses bandidos e nas mãos de Malafaia, Bolsonaro, Apolinário, Papa, e de tantos outros que pregam seu ódio aos homossexuais.

Agora estou por baixo, mas quando eu levantar, estarei mais forte e com mais gana do que nunca de lutar para que esse mundo seja um lugar onde os gays, lésbicas, travestis, transexuais, homens, mulheres, crianças e todos aqueles que merecem, sejam respeitados pelo simples fato de existir.

Foram só alguns arranhões que em alguns dias vão sumir da minha pele, mas as marcas profundas que deixaram na minha alma nunca serão cicatrizadas, ficarão abertas e expostas e isso me ajudará a fazer o certo sempre.

Desculpe-me pelo desabafo, mas precisa colocar para fora todo o sentimento que está dentro do meu peito. E por favor, tomem cuidado, eu tive sorte ontem, e espero que ninguém passe pelo o que eu passei, mas sabemos que eu poderia estar morto agora. Se protejam, não façam igual eu que estava sozinho de madrugada na rua, vamos nos proteger, nos unir… Eu tenho fé que um dia essa minha experiência vá parecer algo tão irracional quanto a escravidão é hoje. Mas sinto que esse dia ainda está muito distante.

Por Peagá Peñalvez

Os agressores que atacaram um jovem gay na Avenida Paulista em novembro do ano passado com uma lâmpada deverãopagar o tratamento da vítima. Foi isso que decidiu a justiça [??]  brasileira, já que a maioria da gangue de homofóbicos eram menores de 18 anos. O tratamento consiste desde as agressões físicas até as psicológicas ao rapaz.

O caso corre em segredo de justiça, conforme pediu o desembargador Alvaro Passos, da 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal Bandeirante.

Os agressores são de famílias com poder aquisitivo elevado, levando em consideração que os réus estudavam nas escolas mais caras de São Paulo, Dante Alighieri e Objetivo da Paulista. O que trás a tona também conseguirem o tal ‘segredo de justiça‘ concedido.

Um ato com essa magnitude com certeza interessa a boa parte da população, ainda mais os gays e lésbicas que agora andam com medo de circular na região da principal avenida do país, e mesmo assim corre em segredo.

Acredito que a [IN]justiça no Brasil dá aos réus direitos demais, enquanto a vítima se sente cada vez mais ameaçada e menosprezada por um círculo vicioso de status, dinheiro e corrupção. Sem falar que mostra que qualquer ataque a homossexuais acaba em nada, com os agressores saindo impunes de tal CRIME.

Como posso ter ORGULHO de um país que não tem orgulho de cidadãos corretos, trabalhadores e de caráter que são espancados???

Brasil, um país de POUCOS [com dinheiro e direitos]

Agressões contra gays, até quando???

Publicado: 23/11/2011 por @peagapenalvez em Homofobia
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Por Peagá Peñalvez

Mais uma história de agressões na imediações da Avenida Paulista, agora a agressão aconteceu na Rua Augusta, onde uma rapaz de 21 anos foi espancado por um grupo de pelo menos 10 pessoas ao ser confundido com homossexual por estar acompanhado por seu irmão e um amigo, ambos gays assumidos.

Ao que tudo indica, o ataque começou após um abraço em um dos amigos, o que pode ter sido o estopim para as agressões. ‘Estávamos abraçados como costumamos fazer algumas vezes quando conversamos. Inclusive ele estava triste porque havia reencontrado uma ex-namorada. Com certeza, eles acharam que nós éramos gays. O meu amigo não é gay; eu sou. Namoro com o irmão deles há quatro anos’ - contou uma das vítimas.

Tudo aconteceu na volta de uma balada nas proximidades da Praça Roosevelt, enquanto o grupo se dirigia à casa do jornalista na Avenida Nove de Julho.

O que não me conformo é com o real descaso das autoridades quanto a um patrulhamento EFICAZ na região. Assisti hoje em algum telejornal matutino que inclusive a Prefeitura de São Paulo tirará aqueles quiosques da região da Avenida Paulista, ou seja, abre espaço para que mais agressões aconteçam.

Não sou psicólogo, apesar de na faculdade ter aprendido um pouco sobre o assunto, mas no meu ponto de vista, a causa de tais agressões são:

- A pessoa tenta agredir no outro, aquilo que ela não aceita em si mesmo, no caso, a homossexualidade. Seria como uma projeção do que ele não gosta em si mesmo, por isso tenta ‘acabar’ com aquilo que gostaria de acabar em si mesmo.

Se você frequenta a região, não importa se é gay ou hetero, tome cuidado. De agressão para assassinato é uma linha muito tênue, não acha???

Por Peagá Peñalvez

Marco Paulo saindo do DHPP

O analista fiscal Marcos Paulo Villa, um dos rapazes que foi agredido nas proximidades da Avenida Paulista foi ontem ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) para reconhecimento dos suspeitos de agressão.

Enquanto isso, o agressor, um estudante universitário declarou que não é homofóbico e que têm amigos gays. O estudante tem 25 anos, e resolveu dar entrevista ao G1, desde que seu nome não fosse divulgado. Ae, isso sim que é atitude de homem, né??? O cara espanca um casal de gays, diz que ‘não sabia’ e ainda não tem a HOMBRIDADE de mostrar o rosto. Desculpe, sou mais macho que esse cara, porque se faço algo errado, assumo a culpa e no mínimo peço desculpas.

Ainda declara que vai a baladas LGBTs, e que dentro de sua universidade tem amigos gays. Nossa, espero nunca cruzar com um cara assim em uma balada, porque com certeza quem apanharia seria ELE.

Acho que independente de qualquer coisa, sabendo ou não que o casal é gay, a atitude foi de violência extremista, levando em consideração que um dos rapazes agredidos teve sua perna quebrada e traumatismo craniano.

Só espero que pessoas assim paguem por suas ações, mas sei que no Brasil jovens da classe média e alta fazem o que querem com nosso sistema de justiça e no máximo o que acontecerá será ‘medidas socio educativas’, onde o agressor paga uma quantidade X de cestas básicas e fica IMPUNE.

O que esperar mais do Brasil???

Por Peagá Peñalvez

Mais uma vez nas manchetes brasileiras, agressões contra gays nas proximidades da Avenida Paulista que é palco da MAIOR PARADA GAY DO MUNDO, e também palco para intensas mostras de homofobia e desrespeito a individualidade humana.

Não pense que é de hoje que acontece. Quando era mais novo, os Jardins era o ‘point gay‘ com diversas baladas [Massivo, Ultralounge, SoGo, E-Male, etc – Ai Ai, bons tempos], e diversos grupos de skinheads passeavam por lá, pegando os mais incautos, porém as agressões eram apenas desses grupos extremistas [e escrotos].

Hoje o grupo de agressores mudou, ou pelo menos se diversificou. Não são APENAS skinheads a usar gays como saco de pancadas, mas a classe média se volta contra nós. Jovens de não mais de 20 anos espancados LGBTs por pura intolerância, caso do primeiro caso de agressão na Paulista que teve repercussão nacional que estudava no Colégio Objetivo, e provavelmente desse último.

Vivemos em um país onde autoridades e políticos não se importam com LGBTs, apesar de que nas eleições todos resolvem ser ‘a favor‘ para angariar uns votos. O que agrava ainda a situação é a bancada evangélica, presente desde a Câmara de Vereadores até o Senado, reprimindo e boicotando qualquer tipo de votação que envolva os DIREITOS LGBT’s, por não saberem separar SEUS dogmas religiosos da real política. O Brasil é um ESTADO LAICO, não tem religião definida e respeita a todas. O que esperar de um país que elege um PALHAÇO como o Tiririca??? A PLC 122, lei que criminaliza a homofobia, continua parada em alguma gaveta no Congresso.

Porque isso continua??? Nós gays não nos unimos para eleger um representante político. Acredito que a maioria se preocupada apenas com baladjeeenha, com a academia ou com sexo casual, do que pensa sobre seus direitos. Será que isso mudaria se algum de seus amigos, ou até mesmo ele, fosse o agredido???

Não podemos permanecer parados enquanto somos espezinhados, devemos nos unir e cobrar dos dirigentes desse país uma conduta séria e coerente com os DIREITOS HUMANOS, porque se for pensar a real, até os presos mais perigosos tem seus direitos reconhecidos, porque nós gays, pessoas honestas e de caráter temos que viver com medo???

Pessoas [se posso chamar assim] como dePUTAdo Bolsonaro e o Pastor Silas MALAfaia usam de sua popularidade ou cargo favorecido para insultar nosso caráter, tripudiando sobre nossos sentimentos. A população brasileira, que não é composta por gênios, mas sim pessoas ignorantes levam seus discursos como verdade, ocasionando nesse ódio contra gays.

Não sei como serão as coisas mais pra frente, só sei que o cerco se fecha cada vez contra nós gays, e não fazemos NADA para mudar isso.

Acorda Alice, antes que a Rainha de Copas corte sua cabeça fora.

Por Peagá Peñalvez

Mais uma vez a região da Avenida Paulista é cenário de agressão homofóbica, agora o caso é de um casal que transitava nesse sábado, dia 1 de outubro.

O casal saia de uma bar na Rua Bela Cintra, e passavam por uma loja de conveniência da região onde foram espancados. Um deles levou vários socos e teve a perna fraturada pelos agressores que até agora não foram identificados, mesmo com diversos sistemas de câmeras da região. Seria isso um pouco de má vontade por parte do policiamento falido da cidade de São Paulo???

Há tempos a região é um verdadeiro matadouro de gays, lésbicas e outras minorias. Quando era mais novo e frequentava a região [que era o point gay no começo dos anos 2000] que diversos casos de agressões acontecem, porém nossa estimada prefeitura [desde aquela época] não faz nada para mudar tais incidências.

Não vejo nosso prefeito Gilberto Kassab fazer nada quanto a isso. Aumentar o policiamento foi apenas mais uma promessa não cumprida de sua atual gestão, e os LGBTs continuam a sentir medo ao andar pela região, que é palco da maior manifestação gay do Mundo, a Parada Gay.

A região da Paulista e Jardins sempre foi o point gay de São Paulo, desde os tempos de Massivo e UltraLounge que funcionava na Rua da Consolação, tanto que gays e lésbicas transitam por suas ruas como total naturalidade.

Está aberta a caça aos veados, e parece que a prefeitura de São Paulo simplesmente não liga para isso.

Por Peagá Peñalvez

7 pontos e dedo quebrado. Foi isso que aconteceu com o arquiteto  Bruno Chiarioni Thomé, 33 anos, na principal avenida de São Paulo, a Paulista. O incidente foi próximo a estação Consolação do metrô.

Bruno e um amigo estavam em uma balada na Rua Augusta, até que ouviram diversas ofensas homofóbicas. “A gente deduz que era homofobia pelos xingamentos. Não havia nenhum outro motivo. Não tinha nenhuma associação com time de futebol, eles não faziam parte de nenhum grupo intolerante, nada que eles assumissem pelo menos”, disse o arquiteto. “A gente não tinha se encontrado antes da balada, não tinha mulher envolvida no meio. Foi do nada, completamente gratuito.”

Uma pedra e um copo foram atirados pelos agressores. A pedra atingiu o arquiteto na cabeça, que olhou para os lados para ver o que acontecia, avistou um grupo de pessoas foi então que perguntou o que acontecia. “Sai daqui, viadinho” foi o que ele ouviu. Um dos homofóbicos pega uma luminária e tenta atingir Bruno que ao tentar defender quebra o dedo.

Um rapaz de 19 anos foi ouvido e disse que enquanto passava pelo local aconteceu a briga e ainda diz ter sido agredido pela vítima. Aham Claudia.

Até quando as pessoas ficarão impunes quanto a homofobia??? Até um filho ou outro familiar de algum político ser agredido gratuitamente ou até mesmo morto??? Agora nem heteros saem ilesos! Quando o assunto são as agressões homófobicas é preciso tomar atitudes drásticas, ou logo estaremos em pé de guerra na cidade.

Cadê policiamento na região??? Depois da primeira agressão [divulgada] na Avenida Paulista ouvimos histórias de que o policiamento seria aumentado para garantir a integridade de gays [agora de heteros tb] e não houve nenhuma procedência??? Pois é, está na hora de acordarmos e mudar esse mundo, porque se dependermos de políticos para haver alguma mudança, não acontecerá NADA.