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MAXtrubação Mental #47

Publicado: 11/08/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Finalizando o conto, aí vai a última parte.  Para quem ainda não leu o começo, é só clicar: [PARTE 1] [PARTE2] [PARTE3] [PARTE4].

“Já em casa, comecei a pensar em tudo o que tinha acontecido naquele dia.   Muitas perguntas povoavam minha mente.  Será que fiz certo?  Será que perdi a oportunidade de transar com ele?  Será que se tivesse transado me arrependeria depois?  E aquela aliança queria dizer o que?  Teria ele uma namorada ou namorado?  Se tinha, por que estava se aventurando com alguém que havia acabado de conhecer?  Teria ele uma vida dupla?  Será que se eu tivesse transado com ele nos veríamos depois, ou seria somente uma transa casual?

Naquela noite demorei a pegar no sono.  Meu corpo pedia cama, mas minha cabeça não me deixava dormir.

No dia seguinte acordei com uma certa “ressaca moral” pelo dia anterior.  Tentei não pensar muito no assunto, mas não adiantava,  as indagações eram maior que qualquer coisa que eu fizesse para tirar aquilo do pensamento.

Decidido a tirá-lo da cabeça,  convidei uma amiga para darmos uma volta no parque.  Fazia sol, estava um dia muito agradável para sair de casa e caminhar um pouco.  Seria ótimo ter uma outra ótica da história.

Enquanto caminhávamos e conversávamos, ao longe eu vejo um casal se aproximar de mãos dadas.

Minha amiga estranhou o meu silêncio repentino.  Era ele se aproximando com a namorada.

Senti meu corpo não responder às minhas vontades e o que eu mais queria naquele momento  era cavar um buraco no meio do parque para me esconder de tanta vergonha que senti de mim.

Vi-me numa situação surreal.  Conversando com a minha amiga sobre a noite anterior e ao mesmo tempo, o objeto da minha história aparecia na minha frente.

Eu não sabia se mudava de direção, se fingia um desmaio, se corria… enfim… paralisei totalmente.

Não sei onde arrumei forças para continuar caminhando e tentando disfarçar meu nervosismo.  Ele e a namorada passaram por nós e ele simplesmente fez de conta que não me viu.  Era como se eu fosse um total desconhecido, e ao que pareceu ele não teve nenhum tipo de reação ao me ver.

Passado o esbarrão no parque, contei para a minha amiga o motivo da minha mudança repentina.

Já um pouco mais calmo, resolvi voltar para casa.  Era muita informação para um dia só.  Aliás, foram dois dias seguidos de muita informação.

Sozinho em casa pensando sobre tudo, percebi que fiz o que era certo.  Eu já deveria ter me dado conta de que ninguém usa uma aliança na mão como enfeite.  O fato de ele ter topado irmos para um local reservado já me indicava que era apenas sexo casual com um desconhecido.  Certamente não era a primeira vez que ele fazia aquilo.  Marinheiros de primeira viagem não aceitam a proposta assim tão facilmente logo de cara.

Foram muitos os sinais que eu não quis ver.  Talvez por eu estar carente, acabei “romantizando” a situação.

Graças ao meu momento de lucidez, evitei damos maiores a mim.  Se eu tivesse transado com ele, provavelmente teria criado expectativas de uma continuidade para um futuro relacionamento.

Espero um dia poder encontrar alguém que esteja disposto a cultivar um relacionamento.  Sou um cara do bem e sei que um dia vou encontrar alguém que goste de mim e, que acima de tudo me respeite.”

FIM

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

 

 

 

MAXturbação Mental #46

Publicado: 04/08/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Dando continuidade ao conto… [PARTE1] [PARTE2] [PARTE3]

“Saimos de onde estávamos e demos algumas voltas pela cidade.  Meu carro havia ficado no mesmo lugar em que havia deixado para ir ao bar.  Nessa hora eu não pensava em mais nada.  O carro eu voltaria para buscar em outro momento.  O que eu queria era estar com ele.

Por mais que estivesse curtindo aquele lance, a aliança na mão dele não saia da minha cabeça.  Pensei em perguntar, mas se a resposta fosse positiva para uma namorada, eu ficaria decepcionado e de certa forma com a consciência pesada.  Decidi por não perguntar e simplesmente aproveitar o momento.

Aquela situação parecia até um desses contos que se lê na internet.   Você conhece o cara e acaba rolando algo entre os dois.  Veia à mente os vários contos picantes que já havia lido.  Eu estava praticamente vivendo um conto erótico.  Era excitante e ao mesmo tempo assustador.  Sentia-me um pouco “sujo” ao pensar que há horas atrás eu estava almoçando com um estranho e naquele momento estava procurando um lugar para que pudéssemos ficar mais “a vontade”.

Aquele não era eu.  Eu não estava me reconhecendo.   Sempre fui muito comportado.  Acredito no amor, na vida a dois, no companheirismo e acima de tudo no respeito mútuo entre pessoas que se amam.  Mas ali era algo casual.  Uma história que provavelmente teria início, meio e fim naquele dia.  Fiquei me perguntando se era realmente isso que eu queria pra mim.  Deixaria todos os meus princípios de lado por alguns momentos de prazer?  Sexo casual?  Sexo é fácil de se conseguir, mas alguém que esteja realmente afim de um relacionamento já é mais raro.  Certamente eu me sentiria mal se levasse aquilo adiante.

Eu não queria isso.  Eu quero um namorado.  Alguém que me ame.  Sexo é necessário mas não é tudo.

Em um momento de lucidez, pedi a ele que voltasse para onde havia deixado meu carro.   Ele ficou me olhando sem entender nada.

Apesar de estar com muita vontade de transar com ele, resolvi que não o faria naquele dia e nem daquela forma.”

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro

 

 

 

MAXturbação Mental #45

Publicado: 28/07/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Vamos dar continuidade ao conto?  Perdeu a primeira e a segunda partes?  Então entra no link da [PARTE 1] e [PARTE2] e dá uma conferida.

“Alguns instantes parado sorrindo e resolvi arriscar a sorte.  Dei-lhe um beijo.

Não fui correspondido e muito menos repelido por ele.  Só ouvi a frase: “Cara, você está bêbado”, seguido de um sorriso.

Realmente, eu havia passado um pouco da conta na quantidade que bebi, não fosse isso não teria sido tão atirado.

Voltamos para o onde eu havia deixado meu carro.  Ele parou em uma vaga um pouco escura.  Meu carro estava um pouco mais adiante.

Quando soltei o cinto de segurança ele veio pra cima de mim e me beijou como se há muito tempo não beijasse ninguém.  Foi de tirar o fôlego.

As coisas estavam esquentando dentro do carro.  Apesar de estar gostando daquilo, minha cabeça teimava em me lembrar daquela aliança que ele usava.

Tudo bem, eu estava solteiro, quem em tese era comprometido era ele.  Se alguém está traindo, com certeza não era eu.

O tesão era tanto que se eu não me controlasse acabaríamos transando no carro mesmo, no meio da rua.

Ao mesmo tempo em que eu queria, eu sabia que me arrependeria depois por ter feito aquilo.  Nunca fui do tipo de faz essas coisas de qualquer jeito, no improviso e no calor do momento.

Resolvi convidá-lo para irmos para outro lugar.   Ali era um local público, carros passavam a todo o momento, pessoas passavam pela rua.

Ele resistiu um pouco, mas acabou topando.  Acho que a emoção de sermos pegos em flagrante fazia parte da história.

Pensei em levá-lo para a minha casa, mas seria muito arriscado, não o conhecia direito para fazer esse tipo de convite.  Um motel?  Um drive-in?  Naquela hora a única coisa que me importava era estarmos a sós em um local seguro.”

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

 

 

 

MAXturbação Mental #44

Publicado: 21/07/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Vamos dar continuidade ao conto da semana passada?  Para quem perdeu, o link da primeira parte é esse [PARTE 1].

Espero que gostem.  Quero saber qual a opinião de vocês.

“Ele agiu naturalmente como se nada tivesse acontecido.  Mas eu não soube disfarçar muito bem.  Ficou claro que aquilo me incomodou um pouco.

Eu não estava fazendo a linha puritano e recatado, é que realmente  aquela situação estava totalmente fora do contexto para mim.

Sabe aquele momento em que a pessoa está falando com você, mas sua cabeça está tão longe que só se ouve ao fundo uma voz e os pensamentos viajam?  Pois bem, eu estava assim naquele momento.  Não sabia como reagir e o que falar.  Deixei-o continuar a falar do trabalho e dos problemas que estava enfrentando com seus colegas.  Depois de alguns instantes consegui voltar a prestar atenção no que ele falava.  Claro que não teci nenhum comentário sobre o assunto, havia perdido grande parte da conversa mergulhado em meus pensamentos.

Naqueles poucos instantes, um milhão de coisas passaram pela minha cabeça.  Passado o momento, voltei à mesa.

Continuamos conversando e terminamos o que havíamos pedido.  A presença dele era tão agradável que apesar de termos terminado continuávamos sentados conversando.  Perdi totalmente a noção do tempo.  Quando vi, já havia se passado 3 horas que estávamos sentados conversando.

Não sabia o que fazer, o que dizer, mas já não dava mais pra ficar ali sentado como se estivéssemos numa praça ou em um bar.  Outras pessoas chegavam e precisavam de uma mesa para se sentar.

Pensei em convidá-lo para irmos ao cinema, ou a um bar, sei lá, qualquer outro lugar, mas aquela aliança no dedo me dizia que não deveria.  Pensei em “n” maneiras de convidá-lo, mas não sabia se era o certo a fazer naquele momento.

Pelo sim, pelo não, resolvi convidá-lo para irmos a outro lugar.  Criei coragem e deixei a razão de lado.  O “não” eu já tinha, então resolvi arriscar.

Para a minha surpresa ele aceitou o convite para sairmos dali e irmos para outro lugar qualquer.  Mas onde?  Eu convidei, então eu teria que sugerir para onde iríamos.

Sugeri um bar tranquilo que havia no centro da cidade.  E assim foi.  Deixei meu carro no estacionamento do fast food e fomos no dele.

Chegando no estacionamento do bar, ele pára o carro e vai em direção ao porta luvas para pegar alguma coisa e apoia uma das mãos na minha perna.

Senti um frio na barriga e meu rosto ficar vermelho de vergonha.  Agi como se fosse a coisa mais natural da face da terra.

Ele percebeu e me perguntou o que havia de errado.  Eu sem graça disse que nada.  Que estava tudo bem.  Impressão dele haver algo de errado.  Foi aquele sorriso forçado, que nitidamente deixou claro que eu estava incomodado com alguma coisa.  Mas ele não me questionou mais nada.

Saímos do carro e fomos para o bar.  Sentamos e pedimos cerveja para continuar nossa conversa.

Realmente ele era uma pessoa muito agradável, alguém com quem eu poderia conversar por horas e não faltaria assunto.

Ficamos bastante tempo no bar,  tempo suficiente para anoitecer e continuarmos lá conversando e bebendo.

Resolvemos que estava tarde e que iríamos embora.  A essa altura, já estávamos levemente alcoolizados.

Fizemos o caminho contrário ao anterior.  Entrei no carro e novamente ele se apoia na minha perna para guardar os documentos do carro no porta luvas.

Diferente da primeira vez eu não senti vergonha, na verdade fiquei excitado com aquilo.  Acho que tinha deixado a minha vergonha no bar. RS. Dessa vez eu o encarei e ele simplesmente sorriu.”

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

Chovia muito e estávamos presos em uma farmácia até que a chuva diminuísse.  Eu estava ao telefone com uma amiga e ele ao meu lado, quase que invisível, não fosse ele ter me perguntado as horas logo depois que terminei a conversa.

Era um homem comum, nada demais, nenhum atrativo visual.  Quando digo “atrativo visual”, não quero dizer feio, mas sim, o um homem comum.  Por volta de 30 anos,  roupa casual, semblante sério, voz com timbre agradável… certamente era mais um fugitivo da chuva como eu.

Enquanto esperávamos, ficamos em silêncio.  Até que algum assunto sem importância surgiu e começamos a conversar.

Sinceramente, não esperava nada daquela conversa.  Estava passando o tempo falando sobre frivolidades.  Nada que merecesse muita importância.

A chuva passou, me despedi e fui para a minha casa.  Imagino que ele tenha feito o mesmo.

A semana transcorreu normalmente, sem grandes novidades.  Fazendo o de sempre, indo da casa para o trabalho e do trabalho para casa.

Como sempre, na companhia da minha cachorra, passei a semana, como todas as outras, sozinho em casa todas as noites até ir dormir e no dia seguinte recomeçar a rotina novamente.

Em mais um domingo solitário, resolvi que sairia de casa para comer fora, mesmo que fosse sozinho em algum lugar.  Tomei meu banho, me vesti e fui.

Escolhi um fast food, afinal de contas estava sozinho, e qualquer coisa pra matar a fome estava valendo.  Sem falar que sairia um pouco de casa e veria pessoas.

Fiz o meu pedido e esperei ser chamado para pegar o prato.  Para a minha surpresa, vejo o mesmo homem que havia se refugiado da chuva comigo,  sozinho, também fazendo o mesmo que eu.  Ele fez seu pedido e foi para uma mesa em frente a minha para esperar ser chamado.

Pensei comigo: “Bem, ele está sozinho, vou ser simpático e dizer um oi”.

Foi o que fiz.  Disse um oi e perguntei, brincando, se ele tinha conseguido chegar em casa depois do dilúvio daquele dia.

Resultado: sentamos na mesma mesa para esperar o pedido.

Conversa vai, conversa vem, descobrimos muitas coisas em comum.  Mas como se isso não bastasse, éramos praticamente vizinhos.  O que nos separava era um quarteirão.

Foi legal ter a companhia dele.   Simpático, inteligente e aos meus olhos começava a se tornar um homem bonito e atraente. Já não conseguia mais ver aquele homem sem “nenhum atrativo”.   Ele tinha muitos atrativos.  Sabia conversar, era simpático, tinha um excelente senso de humor… enfim… foram qualidades que descobri depois que o conheci um pouquinho melhor.

Na minha cabeça, era mais um amigo que havia feito por acaso.  Confesso que não faço amizades com estranhos assim tão facilmente.  Muito pelo contrário, aos olhos dos que me veem e não me conhecem, sou até antipático e esnobe.

Sem falar que eu não sabia qual era a dele.  Para todos os efeitos éramos dois heteros que se encontraram e rolou uma empatia.

Uma coisa me chamou a atenção enquanto conversávamos.  Havia uma aliança em sua mão direita.  Aquilo me fez ter mais certeza de que ele era hetero e que tinha uma namorada.

Enquanto comíamos e conversávamos, descansei uma das mãos sobre a mesa e ele também.  Em certo momento, nossos dedos se tocaram quase que se sem querer.   A minha reação foi de tirar a mão.  Não sabia onde me esconder de vergonha.  Senti-me invadindo o espaço dele em todos os sentidos.  Ele era um homem comprometido, com namorada e hetero!  Não havia sentado na mesma mesa que ele com outra intenção além da companhia.

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

Olá meus queridos.  Tudo bem com vocês?  Estou de volta com mais uma história.  Espero que gostem.

“Há 3 anos, Rafael viajava para a Austrália para fazer um intercâmbio de 6 meses e tentar voltar com o inglês fluente.  Após sua chegada, muita coisa mudou, e o que seriam 6 meses acabou virando 3 anos.

Durante o tempo em que esteve por lá, conheceu muita gente diferente e viveu uma outra realidade.  Teve alguns namorados, mas acabou se firmando realmente com Brian, um australiano que já havia morado alguns anos em Buenos Aires.

Brian mostrou ao Rafael o outro lado da cidade.  Mostrou a ele o que era ter um relacionamento de verdade.  Ambos se amavam.  Lá eles podiam levar a vida de um casal gay como se fossem heteros.  Ninguém os apontava na rua caso quisessem andar abraçados ou fazer alguma demonstração de carinho em público.

O que parecia um sonho para Rafael era uma realização pessoal para Brian.  Assim como todos, ele sempre buscou um relacionamento sério e verdadeiro.  Até fazia planos para o futuro.

Mas o mundo dá voltas e tudo pode mudar de uma hora para outra.  E foi exatamente o que aconteceu.  Rafael precisava voltar ao Brasil.  Seus pais, já velhinhos, estavam precisando da presença dele, o pai havia adoecido de Alzheimer, e sua mãe temia que ele não se lembrasse mais do filho.  Seu pai já estava vivendo nos anos 80.

Depois de muito relutar, ele resolve voltar, mas deixa o namorado na Austrália.  Planos foram feitos para que muito em breve Brian também viesse e pudessem estar juntos novamente.

Despedida no aeroporto, lágrimas e juras de amor.  O que os consolava era o fato de que se veriam novamente muito em breve.

Em um gesto de carinho, Rafael tira a blusa que está usando e dá a Brian,  para que toda vez que sentir saudades, sinta o seu cheiro e saiba que a situação é temporária e que logo estarão juntos.

A chegada de Rafael ao Brasil foi muito comemorada, afinal de contas, os amigos e a família não o via há bastante tempo.

Passada a novidade da chegada, Rafael resolveu voltar a morar em seu apartamento , que não era na mesma cidade em que os pais moravam.  Reviu alguns amigos, fez novos… enfim… voltou a viver a vida que sempre teve aqui.

Apesar de estar aqui, sempre estava com o pensamento no namorado que havia deixado na Austrália.  Sempre se falavam via internet e juras de amor eterno eram reafirmadas.

Rafael retomou sua vida aqui de onde havia parado.  Era como se ele não tivesse ficado tanto tempo fora.  Voltou a sair, a frequentar baladas, bares, festas… e a ficar com outras pessoas.

Na cabeça dele, Brian estava fazendo o mesmo.  Ele sempre considerou o namorado extremamente “sexual”.  Não conseguia ficar muito tempo sem sexo.  E se fosse esse o caso, não teria problema algum para ele, pois estava fazendo o mesmo por aqui.

Alguns meses se passaram e vários parceiros também passaram pela cama de Rafael.  As coisas fugiram um pouco do controle e ele já não sabia mais o que sentia por Brian.  As juras de amor eterno, os planos de ficarem juntos aqui e tudo o que haviam planejado para o futuro começou a parecer muito estranho para ele.

Era a primeira vez que ele havia pensado em um futuro ao lado de alguém.  Brian foi o primeiro a mostrar para ele o amor verdadeiro e incondicional.  Mas a vida de solteiro também era boa!!!  Era bom para ele ficar com um homem diferente a cada dia.  Era prazeroso, mas no fundo era vazia.  A maioria deles só queria sexo fácil e mais nada.

Em meio a isso tudo, Rafael já vinha amadurecendo a idéia de como terminar o relacionamento com Brian.  Ele já não tinha mais certeza de nada sobre o que sentia.

Finalmente ele cria coragem e termina.   Deu algumas desculpas e não disse o real motivo.

Brian ficou arrasado.  O amor de sua vida, aquele com quem se imaginava no futuro havia terminado com ele, e a distância. Os motivos não pareciam plausíveis.  O amor que sentia por Rafael era capaz de superar tudo aquilo.

Aqui, Rafael, manteve suas 24 horas de “luto” pelo fim do namoro e continuou “pegando geral”.

Ficou claro que ele estava procurando suprir com sexo casual  a falta que Brian fazia a ele.  Mas por trás de tudo isso, havia um grande medo.  O medo de continuar a viver com o namorado a história que tinham na Austrália.

Convenhamos que viver no Brasil um relacionamento gay não é a mesma coisa.  Aqui ainda existe muito preconceito e discriminação.  Ele não tinha opinião própria e nem coragem para isso.  Seria sempre cercado pela ideia do que “os outros” falariam dele.

Viver fora do país, longe dos amigos e da família é realmente complicado.  A carência é maior e o primeiro que te oferece um pouco de carinho e atenção já é capaz de despertar não um amor, mas um sentimento de afeição muito grande.  O que não significa que Rafael não amasse Brian, mas o que ele sentia não era tão intenso quando o namorado imaginava que fosse.

A distância e a volta ao círculo familiar e de amizades, fez com que Rafael percebesse que aquela história era um conto de fadas do qual foi tirado a contra gosto.

Será que se ele voltasse para a Austrália, as coisas seriam diferentes e eles poderiam continuar de onde pararam?

Será que se Brian viesse ao Brasil conseguiria reconquistar Rafael?

Realmente não sei.  Isso só o tempo dirá.”

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXTURBAÇÃO MENTAL #41

Publicado: 29/04/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental

Voltei!  Finalmente.  Fiquei um tempo afastado do blog, mas estou de volta.  Aliás, um bom tempo.  Mas vamos ver se de agora em diante eu consigo ser mais presente.

Meu primeiro post do ano, será que consigo atender a todas as expectativas dos leitores e até a minha?  Não sei, vou tentar.  Talvez eu consiga, talvez não.

Neste tempo em que estive afastado, transitei por vários lugares e pude observar o comportamento de muita gente, de vários grupos, segmentos e classes sociais.  Fiquei quase que totalmente afastado do meio gay.  Por um lado foi bom, pois deu para perceber qual é a idéia que outros meios sociais fazem dos gays de modo geral.

Basicamente todos pensam da mesma forma.  Hoje em dia o fato de um homem ou mulher serem gays não é mais um tabu como há 10 anos.  Atualmente, os gays são mais aceitos e os estereótipos já não são mais vistos como motivo de gozação.

De certa forma a TV, a internet e a música ajudaram nesse progresso.  Cada dia mais os gays estão presentes em tudo.  Música, teatro, novela, filmes… enfim… os gays são o assunto do momento.

É claro que ainda existem muitas pessoas homofóbicas por aí e isso está longe de mudar.  Mas a cada dia que passa elas perdem força e caem no esquecimento.  São consideradas ignorantes e sem instrução.  É fácil gostar de um ator de novela que faz um personagem gay caricato, mas quando se tem um integrante da família gay, aí as coisas mudam.

O que dá para se tirar de positivo é que de certa forma estamos a caminho de uma sociedade igualitária.  Sem pré conceitos.

Finalmente descobriram que os homossexuais são pessoas normais, que trabalham, estudam, pagam seus impostos e vivem sua vida sem incomodar ninguém.

Acredito que em cidades menores a resistência à aceitação seja maior.  Morar em uma cidade grande facilita a aceitação e convívio, mesmo porque as pessoas estão mais interessadas em cuidar da própria vida que de um homem ou mulher que goste de pessoas do mesmo sexo.

Toquei nesse assunto para chegar até onde eu realmente quero.

No ambiente de trabalho as coisas são um pouco diferentes.  Muitos gays continuam se poupando.

É complicado conviver com pessoas com as quais você pode não ter nenhuma afinidade, mas por necessidade é obrigado a conviver.

Eu, como gay, me poupo de “assumir” para os colegas de trabalho minha sexualidade, mesmo porque trabalho em um ambiente totalmente machista.  Ambiente onde até as mulheres assumem uma posição demasiadamente machista.  Não tenho dúvida de que outros vivam a mesma situação que eu,  mas o importante é ser feliz ao seu modo.  Não me sinto sufocado ou diminuído por isso.  Tenho em mente que meu relacionamento com as pessoas é profissional, e que se dali surgir uma amizade, eu possa me abrir e ser eu mesmo em tempo integral.  Não que eu deixe de ser em algum momento, mas ficaria mais a vontade.

Não vejo como uma necessidade “assumir” para os colegas de trabalho minha orientação sexual, vejo como uma opção de permitir que determinada pessoa participe da minha vida privada ou não.

A vantagem de se trabalhar em um ambiente machista, é de que você nunca os encontrará em uma balada LGBT!!!!!  RS… Ou não!!! Se vocês os encontrar, é porque estarão na mesma situação que você e com certeza não sairão falando para toda a empresa que você é gay.

Temos que olhar pelo lado positivo.

O único problema é você ver aquele seu colega de trabalho gatíssimo e não poder comentar com ninguém e nem ficar olhando por muito tempo.   Mas para isso existem os óculos escuros. Kkkkkkkkkkk…

Bem, espero que tenham gostado.  Domingo que vem espero estar de volta. Comentem, contem como é no trabalho de vocês, como funciona essa relação gay/hetero.   Se é que ela existe!!!

Você também vive uma situação parecida com a minha?

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

Hoje quando fui postar meu texto, vi um comentário do post da semana passada [MAXturbação Mental #39].  Resolvi mudar tudo e responder a pergunta do leitor No.armário!.

Os especialistas em responder perguntas de leitores são Peagá e Lê, mas vamos lá, vejamos se posso te ajudar.

“Aiii,parece que vc escreveu esse texto para mim!E o que fazer para mudar o seu tipo??Eu não consigo me interessar por homens mais afeminados,talvez pq eu não seja assumido e tenho ainda muito medo de saberem que sou gay,mas são eles que sempre se atraem por mim….aiii o que fazer???” (No.armario!)

No.Armário, que bom que você se identificou com o texto.  Entendo perfeitamente o que quer dizer quando diz que não consegue se interessar por homens afeminados.  Também sou assim.  Sou gay, gosto de homens, e prefiro homens com cara e jeito de homem.  Nada contra quem é mais ou menos afeminado.  É questão de gosto.  Não consigo me sentir atraído por outro tipo.

Você não tem que mudar nada!  Não adianta querer ser o que você não é.  Não adianta querer mudar o seu tipo preferido.  No final das contas, quem vai se prejudicar é você.  Sem falar que você nessa vontade de querer mudar o tipo, pode acabar usando alguém que assim como você só quer ser feliz.

Quanto a você não ser gay assumido e ter medo que descubram, é uma opção sua viver assim.  Mas eu me pergunto:  como você pensa em ter um relacionamento com alguém se esconde isso das pessoas?  Não que você tenha que sair gritando pelas ruas que é gay, muito pelo contrário, contar ou não é uma escolha sua.  Tudo tem seu tempo.  O meu demorou um pouco pra chegar, mas chegou e hoje me sinto muito bem sendo o que sou.  Hoje me considero uma pessoa resolvida comigo mesmo.

Viver a sua sexualidade não significa que você tenha que sair contando para todos os amigos e familiares da sua orientação.  Você não precisa dar satisfação da sua vida sexual para ninguém!  Ou você pergunta para seus amigos e família o que eles fazem entre 4 paredes?

Antes de sermos gays, somos seres humanos.

Você me pergunta: O que fazer?

A resposta é: SEJA VOCÊ!

Isso mesmo, seja você.  Não se prenda a estereótipos ou ao que podem pensar de você.  Viva a sua vida e seja feliz a sua maneira.  Não tente mudar para agradar ninguém, seja autêntico.

Espero ter ajudado.

 Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #39

Publicado: 15/10/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Às vezes eu me pergunto se realmente faltam homens no “mercado”, como diz a grande maioria, ou se faltam pessoas com o desejo de ter um relacionamento.

Acredito mais na segunda opção.  Cada vez mais os relacionamentos sérios estão em extinção.  Parece que eles tem um prazo de validade ou então foram banalizados.

Custo a entender o que leva as pessoas a usarem umas as outras.  Não é mais fácil continuar solteiro?

O assunto chega a ser repetitivo.  Mas é sempre a mesma coisa.  Pessoas querendo um namorado, mas nunca encontram.  E a reclamação é sempre a mesma: “Ninguém quer nada com nada”.

Espera aí!!!  Se todos dizem a mesma coisa, porque ainda não se encontraram? RS

Acredito que o buraco seja um pouco mais embaixo.

Sempre idealizamos o namorado perfeito: lindo, malhado, simpático, inteligente… enfim, são muitas as exigências para uma única pessoa.  O que nem sempre é recíproco em se tratando do sonhador.

Eu tenho um amigo que diz: “Eu não tenho tipo, tenho urgência!”. (RS). Mas deixando a brincadeira e  o exagero de lado, a idéia é mais ou menos essa.  Não ter um tipo.  Claro que todos temos nossas preferências, mas precisamos deixar de idealizar alguém perfeito.  Isso não existe!!!  Esse tipo de coisa só existe na TV e no Cinema.

Precisamos dar uma chance para nós mesmos.  Aceitar os defeitos e limitações dos outros.  Colocar de lado o status, a aparência, as convenções sociais e dar valor ao SER HUMANO.

Todos temos o direito de sermos felizes. TODOS, sem exceção!!!   Nascemos programados para isso.  Mas sempre colocamos em primeiro lugar o que os outros pensam e nunca os nossos desejos e aspirações.

Falta homem no mercado? Talvez.  Mas o que realmente está em falta são pessoas de opinião!

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

A HISTÓRIA DE PAULO.

PARTE 1 - PARTE 2

Continuação…

Segundo Vânia, seria melhor não ligar ou fazer qualquer tipo de contato com Fernando.  Paulo pensou seriamente no assunto.  Ouviu a opinião de alguns amigos que eram a favor do contato, mas acabou chegando a conclusão de que não ligaria.

Paulo se perguntava:  “Preciso de um amigo que diz ser meu amigo, mas até certo ponto, não incondicionalmente?  Preciso de um amigo que coloca em primeiro lugar a minha sexualidade e depois a minha amizade?  Preciso de uma amiga que se diz minha amiga, mas pelas minhas costas confabula para que todos se afastem de mim?  Preciso de uma falsa amiga que na minha frente diz que sou praticamente um irmão e para os outros diz que achou ‘foda’ o que aconteceu e espera que nunca mais apareça na casa dela?”

Algumas semanas depois, Paulo acaba descobrindo outros absurdos que Vânia havia falado para os amigos.  Foi a gota d’água.  Foi a partir de então que ele resolveu se afastar dessa “amiga”.

Apesar de se afastar de Vânia, ela ainda quer manter contato com Paulo.  Ele poderia ser grosseiro e discutir a situação com ela, mas ele prefere ficar quieto e deixar as coisas como estão.  Os verdadeiros amigos estão ao seu lado.

Fernando continua “magoado” com o que aconteceu.  Para ele, Paulo traiu a amizade deles.

Vânia faz de conta que nada aconteceu.  Na frente de Paulo, diz que tudo vai passar e que espera que em breve volte a freqüentar sua casa.  Pelas costas, exagera a história e espalha entre os amigos.

Paulo tomou sua decisão e não volta atrás.  Apesar de ter um carinho muito grande por Vânia, não vai continuar vivendo uma amizade de mentira.

E a vida continua.

FIM

Bem, a história que contei, na verdade é minha.  Eu passei por isso não faz muito tempo.  Senti na pele a homofobia, a hipocrisia e a falsidade.  Os nomes, obviamente foram trocados, mas todo o resto aconteceu.  Infelizmente tive que me afastar de uma pessoa que julgava ser minha amiga.  Não é a primeira vez que ela faz algo para destruir a amizade entre duas pessoas, mas só passando por isso para ter certeza do caráter dela.  Felizmente, tenho amigos sinceros que estão do meu lado.  O ocorrido foi um divisor de águas e turmas.  Todos estão do meu lado e a evitam.  As reuniões com os amigos continuam, agora sem ela.  Quem precisa de uma amiga dessas, não é verdade?

 Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #37

Publicado: 24/09/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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A HISTÓRIA DE PAULO. 

Continuação…

No decorrer dos anos, Paulo foi adquirindo amigos dos mais diversos segmentos da sociedade.  Ele jamais fez distinção com relação à origem das pessoas.  Para ele o que importava era a amizade em si.

Os amigos solteiros (as), com o tempo, arrumaram namorados (as), ou se casaram.  E com isso veio a amizade com seus respectivos (as) por conseqüência.  Da mesma forma que os amigos sabiam que Paulo era gay, seus respectivos (as) também sabiam.  Apesar de alguns dos amigos que tinha feito em função dos namoros e casamentos dos amigos, ele sabia que alguns eram declaradamente homofóbicos.  Com o tempo, os ditos homofóbicos, começaram a ver que Paulo não era o estereótipo ao qual todos foram condicionados desde pequenos a evitar.  Surge então o respeito e as amizades tornaram-se sólidas.

Churrascos na casa dos casais ou na casa da família dos casais tornaram-se comuns.  Paulo também gostava de receber seus amigos em sua casa.  Pelo menos uma vez por semana todos se reuniam pelo simples prazer da companhia uns dos outros.  Em momento algum ele se sentia discriminado ou alvo de preconceito por ser gay.  Muito pelo contrário, todos sempre faziam questão da presença dele em qualquer tipo de reunião de amigos que fosse acontecer.

Durante todo esse tempo, Paulo sempre esteve sozinho, não tinha namorado.  Sendo assim, sempre estava sozinho na presença dos amigos e nunca na companhia de alguém.  As pessoas se acostumaram com isso e passaram a ver Paulo como um hetero e não como gay.  Os ditos homofóbicos não se cansavam de afirmar que ele era hetero, que ainda não havia encontrado a mulher da vida dele.  Paulo ouvia aquilo e achava engraçado.  Entrava na brincadeira e tudo se tornava uma grande piada.

Até então, Paulo se sentia bem entre eles e acreditava que era aceito e respeitado por todos.  Mas foi em um churrasco na casa de um dos casais hetero que as coisas se mostraram totalmente diferentes.

Vânia, esposa de Fernando (dito ex homofóbico), organizou um churrasco para os amigos que se formaram com ela na faculdade.  Claro que Paulo foi convidado, mesmo não fazendo parte da turma de formandos.

Paulo chegou cedo, e alguns convidados já estavam lá.  Os demais foram chegando no decorrer do dia.  Sem exceção, todos os homens que chegavam ou já estavam lá eram gays.  A casa deles parecia mais um encontro de amigos gays.

Um deles chamou a atenção de Paulo.  Porém, em função do número de pessoas e das várias cervejas que já tinha tomado, não teve a oportunidade de conversar com o rapaz.  Acabou sentando-se ao lado de outro e conversando durante um tempo.

O rapaz tinha bom papo, era inteligente, e isso chamou a atenção de Paulo.  Aos seus olhos, o rapaz que não era tão bonito quanto o primeiro, tornou-se alguém bonito de dentro para fora.

No decorrer do churrasco, Paulo acabou dando um beijo no rapaz, e foi visto por Fernando.

O beijo aconteceu dentro da casa deles.  Exatamente na porta de um dos quartos.  O beijo não foi nada fora do comum.  Apenas um beijo, eles nem se tocavam.  Lábios colados, corpos separados.

Fernando sai de um dos quartos e vê a cena.  Não diz nada além de “Opa!”.  Mas Paulo entendeu o recado.  Foi para fora com os demais convidados sentindo-se um lixo.  Não se conformava com o que havia acontecido.  Não pensou em outra coisa a não se em ir embora.  E foi exatamente o que fez.  Saiu de lá e voltou para casa.

Ficou claro que Fernando não gostou do que viu.  Nem um pouco.

Na volta para casa, Paulo veio pensando no que ocorrera e analisando friamente a situação.  Até então, todos sabiam que ele era gay, mas nunca o haviam visto com outra pessoa.  A pessoa que se dizia ser seu amigo, que dizia ter perdido a homofobia depois que o conhecera, estava se portando como um verdadeiro homofóbico.

Essa história tomou proporções extremas.  Segundo Vânia, seu marido Fernando realmente não gostou do que viu e que a homofobia dele havia voltado.

Vânia fez questão de ligar para todos os amigos e relatar o ocorrido.  Ela achou uma falta de respeito o que Paulo havia feito.  Como esperado, todos os amigos ficaram do lado de Paulo, entenderam que não foi nada proposital, que aconteceu uma coisa que hora ou outra aconteceria, afinal de contas sabiam que Paulo era gay, e que estava solteiro, mas que um dia com certeza teria um namorado.

Paulo pensou em ligar para Fernando e pedir desculpas caso ele tivesse se ofendido com o que viu, mas resolveu que não ligaria, porque pedir desculpas do ocorrido, seria o mesmo que pedir desculpas por ser gay.  Além do mais, foi somente um beijo.

CONTINUA…

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

A HISTÓRIA DE PAULO.

Ele se chama Paulo, tem 30 anos, saiu de uma pequena cidade no interior de São Paulo, para estudar em uma cidade grande.  Na infância nunca se deu conta de que gostava de meninos, o mundo em que ele vivia era absolutamente machista e pequeno.  Não havia espaço para gays, lésbicas, transexuais e afins.  Ele nem imaginava que isso pudesse existir.  Desde pequeno, sempre foi criado e educado para se manter longe de pessoas assim.  Mas alguns sinais de que ele era gay já surgiram na infância, mesmo ele não se dando conta disso.  Ele realmente só se deu conta na adolescência.  Foi quando ele começou a interessar-se por homens, mas não tinha coragem de colocar a prova aquilo que sentia.  O fato de ir para uma cidade maior que a dele, fez com que ele pudesse experimentar e comprovar se era realmente aquilo que ele queria.  Até então, ele sempre ficou com meninas, mas de um jeito meio desajeitado, sem saber muito o que fazer.  Ele era tímido e por conta da educação que seus pais lhe deram, nunca foi do tipo afeminado.  Sempre se portou como homem e nenhum traço de sua homossexualidade era visível, exceto seu desejo de experimentar, inicialmente, como seria beijar outro homem.  Mesmo tendo esse desejo, sempre se considerou heterossexual.

Já há algum tempo na nova cidade, Paulo fez amizades e arrumou trabalho.  A vida que ele almejara estava se concretizando.  Na ocasião, ele tinha 23 anos quando foi morar em uma república só de homens.  Todos heteros, diga-se de passagem.

O início não foi fácil.  Foram alguns meses tentando se adaptar a nova realidade.  Sair de casa e ter que se virar sozinho, era uma novidade para ele.  Mas ele estava disposto a tudo para provar para sua família que era capaz de viver sozinho.  Paulo sempre foi um jovem determinado.  Nunca se conformou com o comodismo das pessoas.  Sempre achou que a cidade onde nascera era pequena demais para ele.

Movido pela ambição de crescer na vida pelas próprias pernas e provar ao mundo que era capaz, Paulo se vê sozinho e tendo que se desdobrar entre os estudos, o trabalho e os afazeres domésticos.

A internet na época ainda engatinhava.  Perto do que temos hoje, era praticamente uma carroça velha.

E foi através da internet que ele conheceu um homem mais velho.  Conversaram durante meses, até que Paulo criou coragem para conhecê-lo pessoalmente.

Depois do encontro, dos beijos e do sexo, Paulo se deu conta de que era gay.  Ela havia gostado de tudo, se sentia mais a vontade na companhia de outro homem para fazer tudo aquilo que não tinha muita coragem e desenvoltura para fazer na companhia do sexo oposto.

O encontro resultou em uma paixão não correspondida.  Paulo demorou algum tempo para digerir aquela situação.  Na época ele não entendia que aquele homem com quem ele conversou pela internet durante meses, queria apenas sexo.

A vida continuou e a pequenos passos, Paulo conseguiu progredir na vida.  Saiu da república onde morava, conseguiu montar seu apartamento, fez faculdade, pós graduação e tinha um trabalho estável.  Finalmente havia conseguido aquilo que tanto queria.   Foram anos de trabalho e muito luta para chegar até onde chegou.

Apesar de tudo, Paulo não fazia e nem faz questão de dizer às pessoas que é gay.  Menos ainda no ambiente de trabalho.

Uma coisa da qual ele se gaba é de ter feito amigos verdadeiros.  Amigos que sabem de sua orientação sexual,  e que mesmo assim o tem como amigo.  Em sua grande maioria, amigos heteros.

Paulo consegue levar uma vida de hetero, sendo gay, entre heteros.  Mas nem tudo são flores, e ele está prestes a descobrir isso.

CONTINUA…

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #35

Publicado: 03/09/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Primeiro gostaria de parabenizar a  Equipe do DQOGG pelo prêmio #Youpix.  Já faz alguns anos que o Blog existe e aos poucos foi tomando forma e tamanho.  Confesso que gostaria de poder colaborar muito mais, mas infelizmente ajudo da maneira como posso.  Obrigado também a todos os leitores que nos acompanham e colaboram para que o blog continue existindo.

Agora é a minha vez de contribuir um pouquinho.

Domingo passado finalmente entrei para a turma dos “inta”.  Trintei!!!  Agora sou um jovem senhor de 30 anos. rs.

Antes de completar, só de pensar que teria 30 anos,  me deixava um pouco aflito.  30 anos!!! Daqui a pouco são 40, depois 50… e a vida vai passando sem que nos demos conta.

Agora que já tenho, percebi que nada mudo! Tudo continua igual.  Os amigos são os mesmos.  A realidade é a mesma.  A tiazinha da padaria continua a mesma.  Minha cachorra ainda é a mesma.  O mundo não parou para que eu fizesse aniversário.

Mas uma coisa eu percebo que mudou: hoje me vejo mais experiente, mais exigente, sei o que quero e o que procuro.  A experiência acumulada nesses 30 anos de vida, me fizeram ser o que eu sou hoje.  Foram anos e anos tentando acertar, muitas vezes errando e muitas vezes também acertando.  Tudo valeu a pena.  Até os erros.

Hoje eu olho para trás e vejo que errei muito, que poderia ter feito diferente.  Mas o tempo não volta.  Muito pelo contrário, espero ainda ter muitos anos pela frente.  O que farei deles e como os viverei, podem ter certeza de que meus erros e acertos influenciarão em muito.  Afinal de contas, é vivendo que se aprende.

Aprendi a me aceitar como GAY, a não ter preconceitos irracionais, a respeitar e aceitar as pessoas com elas são,  não exigir nada de ninguém, aprendi que nada é eterno, nem mesmo o amor.

Temos que aproveitar o agora, o hoje.  O passado?  Continuará existindo, mas com a função de orientar o nosso futuro.  Nãotem de ser algo do qual temos que nos envergonhar ou fugir.  Quem nunca errou que atire a primeira pedra.  Todos temos passado, ninguém conhece ninguém sem que antes tenha existido uma história.

Considero-me uma pessoa totalmente madura? NÃO!!! Tenho muito que aprender ainda.  Com certeza ainda irei errar e acertar muitas vezes.  Isso se chama viver.

Este é meu primeiro post com 30 anos, e gostaria de compartilhar com vocês um vídeo que eu achei lindo.  Quiçá todos possam um dia viver uma história parecida.

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

É de praxe sempre ouvirmos que o grande amor de nossas vidas um dia vai aparecer.  Ouvimos também que quando menos esperarmos ele vai aparecer.  E ainda, não é o momento, quando for a hora certa, ele aparece.

Vamos por partes.  Um dia ele aparece, quando menos esperarmos ele aparece e quando for a hora ele aparece.

Um dia ele aparece? OK.   Então quer dizer que ele pode aparecer quando eu tiver 50 anos.  Não deixa de ser um dia, né?

Quando eu menos esperar?  Estou menos esperando há anos!!!!

Quando fora a hora?  Gente, eu não tenho mais tipo, tenho urgência.  Não demora muito e serei eu que já passei da hora.

O que tem de errado com as pessoas?  Ou será que o problema é comigo?

Quando digo “grande amor de nossas vidas”, não digo literalmente, mas no sentido de ter alguém.  “Grande amor de nossas vidas” é só pra deixar o texto um pouco mais dramático.

Vários amigos meus já comentaram comigo e é unânime: as pessoas não querem mais ter relacionamentos!!!   Pode parecer exagero, mas é uma grande verdade que tenho constatado a cada vez que saio para algum lugar onde haja uma concentração maior de gays.

Foi-se a época em que o conteúdo importava, hoje as palavras de ordem são: moda, cabelo, balada e corpo definido.  De forma geral, o visual.

Tudo bem, estou quase fazendo 30 anos e a nova geração não se importa com as coisas que a minha geração se importou.   Afinal de contas são mais ou menos 10 anos de diferença.

Mas a questão é que isso não está acontecendo somente com a geração que está chegando, mas com a que está a frente da minha!!!!!

Chega a ser ridículo ver aqueles homens de 40, 50 anos se comportando como a garotada de 20.  Mas isso não vem ao caso agora, é assunto para outro post.

De modo geral, o que vejo e sinto na pele, é que as pessoas estão cada vez mais distantes.  Estão mais voltadas para um relacionamento virtual que para um real propriamente dito.  A internet de certa forma aproxima as pessoas, mas por outro lado mantêm todos dentro do anonimato onde todos podem ser o que quiserem.

E quando será a hora que meu “grande amor” vai aparecer?  Quando chegar um e-mail?

Quando eu menos esperar o meu MSN vai me avisar que tenho uma nova mensagem instantânea?

Quando for a hora de verificar as pessoas que me adicionaram no Facebook, ele estará lá?

Não adianta idealizar um “grande amor”, todos temos defeitos.  Acredito que o amor verdadeiro seja aquele em que ambos saibam de todos os defeitos um do outro, mas as qualidades são tão maiores que os defeitos ficam de lado e perdem qualquer valor que poderiam ter um dia.

Mas tudo isso que você leu são opiniões minhas, é a minha visão de mundo no momento.  Se você  pensa diferente, por favor, dê sua opinião.

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

MAXturbação Mental #33

Publicado: 23/07/2011 por Max Castro em MAXturbação Mental
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O que dizer das pessoas que em início de namoro ou na fase em que estão “ficando” se mostrarem de um jeito e, com o passar do tempo mostrar quem realmente são?

Não estou aqui para julgar.  Cada um sabe de si melhor do que ninguém.  Porém, não consigo entender o por quê disso!!!

Não seria mais fácil se mostrar quem realmente é desde o início?  Evitaria muita dor de cabeça e decepções futuras, não acham?

Será que está na moda ser outra pessoa e eu não estou sabendo?  Perdi alguma coisa e não me contaram?  Alguém, por favor, me ajude.

Parece-me que é preciso ser ou ter para ser aceito.  Discordo totalmente disso.  Eu sou o que sou e não adianta querer mudar.  As máscaras sempre caem.  Isso é algo inevitável.

Eu sou do tipo que prefere já de cara mostrar quem realmente sou quando conheço alguém.  Não gosto de ser cobrado por algo que não sou ou lembrado de algo que não faz parte do meu jeito de ser.

Acho que facilita em muito a vida de todos.  Sem mentiras, sem farsas, sem fazer tipo.

Não adianta eu querer me passar por outra pessoa só para que um cara se interesse por mim!!!

OK.  O cara é gatinho, gostoso, simpático e tem um jeito todo particular de chamar a atenção.  Mas vale a pena querer mudar só para agradar?  Vale a pena fazer de conta que é de outro jeito?  Para mim não vale.  Afinidades não se criam, se descobrem.  Elas existem ou não existem!!!

Não deixo de me comportar como de habitual só para que alguém se interesse por mim.  Se o outro se interessar por mim, será pela pessoa que sou.

Todos temos defeitos e qualidades.

Sou da seguinte opinião: se um cara não está disposto a me conhecer e descobrir as minhas qualidades (e também os defeitos), sinto muito, para mim não me serve.

Ninguém consegue viver de aparências por muito tempo.  Um dia as coisas se mostram como elas verdadeiramente são.  Volto a dizer: as máscaras sempre caem.

Super mega beijo a todos.

Max Castro.