Arquivo da categoria ‘Cinemão’

A Vingança Veste Prada

Meryk Streep como Miranda Priestly

Quem não babou com Anne Hathaway e Meryl Streep em O Diabo Veste Prada, que conta a história de uma jornalista que vai trabalhar em uma revista de moda e entra no jogo do mundo fashion? Pode comemorar, porque a autora do livro, Lauren Weisberg, promete para 2013 a continuação, A Vingança Veste Prada: O Retorno do Diabo.

Para quem não sabe, o filme foi baseado na história real da jornalista que consegue um emprego na Vogue, trabalhando com Anna Wintour a editora chefe da revista, e tida como uma das piores megeras do mundo da moda. O segundo livro continua baseado em fatos reais, contando a história da segunda assistente da editora dragão.

A Vingança Veste Prada

Anne Hathaway em cenas do filme O Diabo Veste Prada

O livro contará a história de Andy Sachs 8 anos depois de sair da Revista Runway onde Miranda Priestly é a editora chefe. A jornalista se torna editora da revista The Plunge, voltada para noivas e uma das mais importantes dos EUA e tem como colega de trabalho Emily Blunt, que trambém trabalhou na Runway e como é de se prever, o destino fará com que Andy e Miranda se cruzem novamente.

Estou empolgado com esse lançamento e aguardo ansioso o livro. Já pode comemorar! \o/

Filme Gay Homem ao Banho - Gays GostamChristophe Honoré é um dos meus cineastas favoritos, tanto “Canções de Amor” e “Bem Amadas”, dois filmes com direção assinada pelo francês, estão no meu Top 50 (leia crítica de Canções de Amor publicada aqui no blog), mas há alguns dias descobri algo estranho sobre o diretor, a produção Homme au Bain.

Lançada como “Homem ao Banho“, a produção francesa escala o conhecido ator pornô François Sagat como protagonista, para dar vida ao michê Emmanuel, um homem que usa de seus dotes e de seu corpo para sobreviver. Emmanuel vive com Omar, interpretado por Omar Ben Sellem, mas a relação não anda bem, principalmente quando Omar viaja para Nova York e pede ao namorado vá embora.

A cena inicial é confusa, até entendermos do que se trata e nos indica o que esperar da película. Ao começar assistir Homem ao Banho intitulei a produção como “o filme pornô de Honoré”, mas durante o desenrolar da trama fui mudando minha opinião.

Não sei se “Homem ao Banho” seria o filme mais fraco – não quero dizer fraco por ser ruim, me refiro a fraco como oposição de forte – de Honoré, mas com certeza é o mais caseiro. É um cinema fácil, estranho, sensual, meio doentio…

Filme Gay Homem ao Banho - Gays Gostam

Na inicio da trama somos apresentados ao casal Omar e Emmanuel, em uma cena de sexo forçado extremamente real, onde uma relação que não conhecemos chega ao fim e a partir deste ponto o estranho mundo de Emmanuel, interpretado por François Sagat, fica a nossa disposição. Muito conhecido por seus papéis como ator pornô, Sagat tira a roupa, é sexy, é estranho, e interpreta um personagem problemático, mas com problemas que são só dele. Ele tenta usar sua sexualidade para o seu bem, para conseguir sexo, dinheiro, ou mesmo amigos.

A partir do momento em que Omar vai para Nova York, acompanhamos duas histórias e somos apresentados a dois problemas, o jeito estranho e confuso de Emmanuel e a maneira de lidar com as coisas de Omar.

Filme Gay Homem ao Banho - Gays Gostam

Chiara Mastroianni entra na história interpretando uma atriz que vai divulgar seu filme em Nova York, em sua companhia está Omar, que – com sua visão – dá o toque caseiro na trama, pois as cenas começam a ser vistas pelo seu ponto vista, como se nós fossemos ele, ou como se ele não existisse sem o Emmanuel, é como se ele precisasse do outro, mas tentasse provar o contrário. É estranho notar que todas as cenas de Omar fora da França são vistas pelo seu olhar, ao mesmo tempo em que ele parece não estar em cena. E neste momento o personagem de Dustin Segura-Suarez aparece na trama (ele também está em Bem Amadas) e mexe com os sentimentos de Omar.

No mesmo momento em que o trio (Omar Ben Sellem, Chiara Mastroianni e Dustin Segura-Suarez) está em Nova York, Emmanuel está na França, tentando sobreviver sozinho, oferecendo sexo por dinheiro, fazendo sexo, pensando, desenhando… Você olha para aquele grandalhão do Sagat com aquele olhar perdido e seu jeito estranho e pensa “ou você é muito bom ator, ou deveria continuar fazendo somente filmes pornôs“, pois aquele personagem é tão estranho que em certos momentos chegamos a pensar que pode ser má atuação.

Filme Gay Homem ao Banho - Gays Gostam

Homem ao Banho é um filme extremamente sexy, ao mesmo tempo estranho e curioso. Parece loucura você ver Chiara Mastroianni em uma cena e na seguinte ver o pênis de Dustin Segura-Suarez, totalmente ereto, oferecendo para o personagem Omar, que filma tudo. É como se o sexo fosse um convite para nós.

Vou contar um segredo para vocês: eu não sei gostei de Homem ao Banho e por isso indico o filme aqui. Quero que assistam e me contem o que acharam do filme.

Cinemão: Curta-Metragem Poliamor

Publicado: 13/07/2012 por @peagapenalvez em Cinemão
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Cinemão Curta-Metragem Poliamor Gays Gostam

Foto: Divulgação

Sexta-feira é dia de cinemão aqui no DQOGG. Hoje falaremos sobre um curta-metragem chamado Poliamor. Em uma sociedade na qual predominam valores afetivos monogâmicos, algumas pessoas escolhem um arranjo de relacionamento um pouco diferente e é sobre isso que fala o curta-metragem dirigido por @ZéAgripino.

O diretor Zé Agripino teve a ideia do curta-metragem durante um dos semestres da curso de Audiovisual que cursava, durante uma pesquisa em seus arquivos descobriu uma matéria sobre o tema. Daí para começar a pesquisa foi um passo. Achou um grupo de discussão no Orkut com depoimentos de pessoas que vivenciavam o Poliamor. Pronto, a ideia estava pronta.

Cinemão Curta-Metragem Poliamor Gays Gostam

Foto: Divulgação

Para achar os entrevistados usou as redes sociais e o retorno foi bem significativo, já que diversas pessoas responderam seus tópicos captando pessoas para participar de seu projeto.

Ao ser perguntado se ainda há espaço para o amor-romântico e a monogamia, o diretor respondeu:

Acredito que o amor romântico e o padrão monogâmico é algo que aos poucos está se tornando defazado para atender as reais necessidade das pessoas. Não é dificil pensar muito pra perceber que o nosso padrão atual de afetividade não dá conta. Exempos dissso são os casos de traições nos casamento e todo o comércio em torno do sexo. Vivemos tempos de muita hipocrisia, que se mantém uma vida afetiva de fachada enquanto se busca outra. Acho que a popularização do poliamor faz parte do início de uma mudança dos padrões afetivos e sexuais para uma busca de relações e vivências mais saudáveis que deem conta das reais necessidade das pessoas. Acredito que quando a atenção do relacionamento sair do casal, as pessoas poderão viver melhor sem precisar que uma outra pessoa te complemente. Acho que dividir o seu amor com mais de uma pessoa, fará as pessoas perderem as dependências, as vezes doentia, do seu outro, do seu par. E quando isso acontecer as pessoas vão amar melhor‘.

Dá o play e assista o curta-metragem aqui no blog:

|Ficha Técnica|
|Documentário|Brasil|15 min|2010|
|Direção| Zé Agripino
|Roteiro| José Agripino
|Produção| Letícia Borazanian
|Fotografia| Julio Brunet
|Som direto| Ruy Fialho
|Montagem| Fábio Aguiar
|Trilha Sonora Original| Gui Ferrari
|Atores| Haroldo Miklos, Tamayo Nazarian, Bruna Guerin 

 

Cinemão: Transamérica Filme Gay

Felicity Huffman é uma ótima atriz e não estou falando isso só por seu papel em Desperate Housewives, em que da vida a uma das donas de casas desesperadas, mas também por seu brilhante papel em Transamérica, filme de Duncan Tucker, estrelado por ela ao lado de Kevin Zegers, que interpreta o filho de sua personagem.

Transamerica conta a história de Bree Osbourne, uma orgulhosa transexual de Los Angeles, que economiza o quanto pode para fazer a última operação que a transformará definitivamente numa mulher. A história nos apresenta a personagem quando ela recebe um telefonema de Toby (Kevin Zegers), um jovem preso em Nova York que está à procura do pai. Neste momento Bree se dá conta que tem um filho e que este deve ter sido fruto de um relacionamento seu, quando ainda era homem. Ela, então, vai até Nova York e o tira da prisão.

O rapaz começa a imaginar que a senhora que o ajudou seja uma missionária cristã tentando convertê-lo e Bree entra nessa brincadeira, até que a verdade começa a surgir. A parte tensa da trama é agravada quando Toby descobre que sua “protetora” tem um pênis.

Cinemão: Transamérica Filme Gay

O ator Kevin Zegers em cena

Não só a atuação de Felicity Huffman (indicada ao Oscar como Melhor Atriz e ganhadora do Globo de Ouro na mesma categoria), como o roteiro e a direção (o roteiro também é de Duncan Tucker) são ótimos, fora que o filme pega dois temas completamente delicados e joga numa trama simples, onde um pai (ou uma mãe) e seu filho passam mais tempo juntos em uma semana, do que passaram em toda sua vida, onde um aprende com o outro e ambos entendem que não são perfeitos. A mãe (ou pai) pelo troca de sexo, e o filho por suas atitudes adolescentes.

Um detalhe que poucos sabem é que o filme foi baseado na vida da atriz Katherine Connella, que é transexual. Um dia, enquanto conversava com Duncan Tucker, ela o surpreendeu ao dizer que havia nascido homem. Duncan ficou muito surpreso, pois eles haviam morado juntos por 4 meses.

Cinemão: Transamérica Filme Gay

A atriz Felicity Huffman que interpreta uma transex

Um dos pontos interessantes da história, pelo menos para nós, é o personagem de Kevin Zegers. O filho de Bree, além de ser muito bonito, também gosta de meninos e no final da trama decide ganhar dinheiro com seus “dotes”.

Assista ao trailer do filme:

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BrideGroom: An American Story - Shane Tom gays

Foto: Reprodução

Há alguns meses falamos sobre a trágica história de Shane e Tom, um casal gay onde um dos parceiros com o falece. Shane contou o que aconteceu com a morte de seu companheiro em um vídeo no Youtube feito com fotos do casal, pequenas cenas gravadas entre eles e um depoimento emocionante. O vídeo obteve milhões de acessos em pouco tempo e hoje conta com mais de 2 milhões de views.

O vídeo emociona tanto que eu não conseguia parar de chorar depois que o vi. É triste ver que milhares de casais possam passar por isso. O mais interessante foi que logo em seguida, o presidente Barack Obama se mostrou a favor do casamento gay.

BrideGroom: An American Story - Shane Tom gays

Foto: Reprodução

O sucesso dessa triste história chamou a atenção de uma diretora de cinema na Califórnia chamada Linda Bloodworth Thomason, que lançou um projeto para arrecadação US$ 30mil para produzir o filme, que se chamará ‘Bridegroom: An American Love Story‘.

Tamanho foi o espanto de Linda, poucas semanas antes do término da arrecadação, ao verificar que 6 mil pessoas doaram alguma quantia para a produção do filme, totalizando US$ 309 mil [até ontem], ou seja, mais de 10 vezes do que o estimado para a produção.

Corre que ainda dá tempo de ajudar na arrecadação, basta clicar aqui!

Não assistiu o video? Só dar o play, mas antes pegue uns lenços de papel, você pode precisar.

O Cineclube LGBT comemora 4 anos, e em prol casamento igualitário fará uma sessão especial e além disso sorteará brindes incríveis:  camisas da campanha autografas por ninguém menos do que Ney Matogrosso e Isabella Taviani, ambos participantes da campanha, junto com muitos outros artistas. Confira os artistas que participam da campanha aqui.

O deputado [queridíssimo] Jean Wyllys também participará da comemoração e falará sobre a campanha pelo casamento igualitário.

Reforçando a iniciativa, o Cineclube retoma a parceria com o Rio Festival Gay de Cinema, que chega lindo em sua segunda edição, para exibir o longa ‘O Direito de Amar’ [The Right To Love], documentário de Cassie Jaye que faz um panorama da luta da sociedade LGBT para legitimar a igualdade no casamento, entre outros direitos civis, nos Estados Unidos, a partir dos desafios enfrentados por um casal gay da Califórnia e seus dois filhos adotivos.

Cineclube LGBT é um espaço importantíssimo de sociabilidade, interação e formação de centenas de pessoas, que faz sessões todos os meses no Rio de Janeiro. É um lugar frequentado por um conjunto diverso de pessoas, que têm a oportunidade de assistir a filmes com temática LGBT que quase nunca são exibidos no circuito comercial — infelizmente. Além de tudo isso, sempre depois das sessões tem uma festinha super animada comanda pelo VJ Great Guy.

A sessão de 29/6 ainda contará com dois curtas, frutos da tradicional parceria do Cineclube com o FEMINA – Festival Internacional de Cinema Feminino, cuja programação está imperdível. No colombiano Quem me diz o que é o amor? [¿Quién me dice qué es el amor?], a monogamia é posta em xeque com uma análise das transformações do relacionamento, por meio da exposição da vida conjugal da diretora do curta, Paula Fernanda Sanchez, e sua esposa, Sophia. Já em Garotas da Moda, Tuca Siqueira retrata a história da banda homônima de travestis da zona da mata pernambucana.

A noite vai fechar bombada com o VJ Great Guy mandando o top do pop na festinha pós-sessão. Fiquem atentos: pelo Twitter @CineclubeLGBT e pelo Facebook, haverá sorteios de ingressos.

| SERVIÇO | CINECLUBE LGBT |
|ONDECinema Odeon Petrobras, Cinelândia – RJ
|QUANDO29/06 | 21h
|QUANTOR$ 18,00 (inteira) e R$ 9,00 (meia)
|INFORMAÇÕES(21) 2240.1093

#Cinemão: Refúgio

Publicado: 15/06/2012 por @peagapenalvez em Cinemão
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Websérie Refúgio - Do Que Os Gays Gostam

A convite do Vini Ribeiro, fui convidado para o lançamento da websérie Refúgio, que tem como tema centra Lucas e Max, dois rapazes que descobrirão que a amizade por virar sim um grande amor.

Lucas deixa de lado seus sonhos para ajudar sua irmã a cuidar da filha. Com um mãe [aparentemente] omissa, o rapaz é a base familiar da casa. Por outro lado, Max parece ser um homem com uma vida bem estruturada mas sua vida é abalada com o término de seu namoro.

Do diretor Pedro Paulo Vieira Diniz, que produziu o filme sem incentivos e fez um trabalho com qualidade e digno de ser acompanhado. Pude conversar com o Pedro e percebi o tipo de pessoa maravilhosa que ele é.

A websérie será veiculado no canal do Pedro, só se jogar AQUI e se inscrever no canal, que sempre que lançarem o episódio você ficará sabendo!!!

Assista ao trailer da série:

Filme Summer Storm - GAY

Summer Storm [Tempestade de Verão] conta a história de Tobi [Robert Stadlober] e Achmin [Kostja Ullmann] que são amigos há cerca de 4 anos, inseparáveis fazem tudo juntos, inclusive o treino de remo.

A história gira em torno de uma viagem que o time de remo fará para uma competição e o início da descoberta sexual dos personagens. No caso, Tobi sente pelo amigo mais do que amizade, e junto com esse sentimento vem o ciúme da namorada dele, a dificuldade de fingir que sente algo pela garota com quem se relaciona…

Filme Summer Storm - GAY

Tobi toma consciência sobre sua sexualidade após ter contato com outro time de remo formado apenas por gays que também acampa para a competição. Sondando o acampamento do time adversário descobre um pouco sobre si mesmo.

Filme Summer Storm - GAY

Difícil não lembrar de nossa própria descoberta na adolescência e como os sentimentos são caóticos, variações de humor, tentar esconder dos outros, ficar com meninas mesmo não curtindo, e claro, o primeiro beijo, a primeira transa, o prazer que isso proporciona.

Filme Summer Storm - GAY

O mais bacana desse filme é que eu me vi no papel de Tobi quando ele começa a ter contato com outros gays, que vivem sua sexualidade de uma forma livre [pelo menos no acampamento]. Foi como me transportar para as primeiras vezes que fui a uma balada gay e fiz amizade com pessoas como eu, que me entendiam e já passaram por tudo aquilo que eu passava.

Filme Summer Storm - GAY

O filme mostra a hora onde tudo muda na sua vida!

Assista o trailer:

Sexy, intenso, perturbador…
Assim eu definiria o filme “Shame“, de Steve McQueen. Estrelado por Michael Fassbender (perfeito no papel do viciado em sexo Brandon), o drama ainda conta com Carey Mulligan e James Badge Dale no elenco principal. “Shame”, como vocês devem saber, não é um filme gay mas aborda um tema super interessante para todos nós (sendo gays ou héteros), que é a vida sexual.

Logo na cena inicial do filme somos apresentados ao corpo nú do personagem principal, ele flerta com a câmera sem oferecer nenhuma proposta sexual. Assim Michael Fassbender, já nos primeiros 5 minutos de filme, nos mostra seu corpo e, sob as lentes de Steve McQueen, consegue apresentar o psicológico de seu personagem sem dizer nenhuma palavra.

Shame conta a história de Brandon (personagem de Michael Fassbender), ele é um cara bem sucedido que mora sozinho em Nova York. Seus problemas de relacionamento que são desenvolvidos no decorrer do filme, aparentemente, são resolvidos durante a prática do sexo, tendo em vista que é um amante incontrolável. Contudo, sua rotina de viciado em sexo acaba sendo profundamente abalada quando sua irmã Sissy (uma Carey Mulligan perfeita) aparece de surpresa e pretende morar com ele.

Apesar de ter gostado muito de “Shame”, eu não entendi como Steve McQueen desenvolve a história, parece que a todo tempo o personagem de Michael Fassbender está sendo julgado pela câmera do diretor, primeiro por sua postura sexual (ele adora sexo sem nenhum envolvimento, com prostitutas, flertar no metrô…) e depois por sua relação de “amor e ódio” com sua irmã. É perturbadora a forma como são apresentados os problemas de Brandon e o que mais me incomodou no roteiro foi a não solução desses problemas. Ele é um viciado em sexo que é apaixonado por sua irmã. Esses dois problemas, que possivelmente vieram de sua infância, não são solucionados, são simplesmente apresentados ao espectador para que ele também julge o personagem.

Algumas das cenas de sexo me lembraram muito do personagem Patrick Bateman (Christian Bale em Psicopata Americano), pois fica claro que Brandon tem problemas sérios e que a pratica do sexo ameniza sua dor. Enquanto o psicopata de Bale se divertia e sanava sua loucura com assassinatos e sexo, podemos ver o personagem de Fassbender tentando resolver seus problemas de relacionamento se relacionando com o máximo possível de mulheres… e homens. Em uma cena (que eu sei que vocês irão gostar) ele entra em uma “balada” gay e aproveita.

As cenas finais de “Shame” são perturbadoras, por que o personagem está completamente no fundo do poço e ainda continua a viver em sua farsa. É estranho seu comportamento e completamente aceitável, isso que o torna mais estranho.

A verdade é que eu não sei se gostei de “Shame”, mas indico. Vejam e me digam o que acharam do filme.

 

Foto: Divulgação

Latter Days conta a história do gostosão e fervido Christian [Wesley A. Ramsey], um bon vivant de 2o e poucos anos que vive em um condomínio na cidade de Los Angeles e adora curtir baladas e sexo casual, sendo que essas conquistas nunca ultrapassam um noite.

A vida de Christian muda quando o mórmom ‘Elder’ Aaron Davis [Steve Sandvoss], um mórmon com a missão de evangelizar na cidade e dividir com mais 3 missionários  um apartamento por 1 ano, e morar justamente no mesmo condomínio que Christian.

Foto: Divulgação

Aaron, um pouco confuso com sua sexualidade acaba se envolvendo com o vizinho, se questionando se gosta de homens ou mulheres e sobre sua religião. O envolvimento com Christian transforma sua vida, o que não significa que seja para melhor, até porque seus pais são bem ortodoxos sobre sua religião.

Foto: Divulgação

O interessante do filme é a questão religião x homossexualidade que acredito que muitos de nós já tivemos. Nem sempre é fácil conviver com milhares de pessoas nos julgando ao fofo eterno do inferno por sermos aquilo que Deus nos fez.

Quando me indicaram o filme “Toda Forma de Amor” para assistir e postar aqui no blog, eu nem imaginei que fosse o filme “Beginners”, lançado no ano passado e estrelado por Ewan McGregor e Christopher Plummer. Eu não havia assistido ao filme, o que foi ótimo, visto que eu queria muito conhecer o novo trabalho de Mike Mills.

Em “Toda Forma de Amor” somos apresentados a Oliver Fields, personagem de Ewan McGregor, um artista plástico com uma vida meio sem graça. Oliver perde sua mãe e 5 anos depois seu pai lhe faz duas revelações: Hal, brilhantemente interpretado por Christopher Plummer, tem câncer e é homossexual.

Ao mesmo momento em que, no auge de seus 38 anos, se descobre apaixonado pela atriz francesa Anna (personagem de Mélanie Laurent), Oliver tem que lidar com a doença, com o relacionamento de seu pai com um homem mais novo – e com algum tipo de “problema mental” – e ainda “construir uma nova vida”, ao lado de seu cãozinho.

O título original do filme é completamente adequado a história, diferente do título nacional que não é ruim. Para mim, “Beginners” é um filme sobre iniciar a vida. Pois ao mesmo tempo em que o personagem de Ewan McGregor tem de lidar com a doença e com o início da nova vida de seu pai, ele tem que lidar com sua nova paixão e ele não sabe como fazer isso.

O mais impressionante da história é que Oliver é ciente sobre o relacionamento de seus pais, mesmo quando criança ele sabe que percebe que existe algo de errado na relação deles e isso é mostrado em forma de flashbacks. A partir dessas lembranças o personagem principal consegue, com ajuda de sua mãe que ainda vive em seus pensamentos, tentar construir sua nova vida.

Hal, o personagem de Christopher Plummer, esbanja coragem ao sair de um relacionamento de anos (sua esposa morre) e decidir “sair do armário”. Interpretação que rendeu indicações ao Globo de Ouro, ao Screen Actors Guild Awards, ao Independent Spirit Awards, ao Critics Choice Movie Awards e ainda ao National Board of Review, como Melhor Ator Coadjuvante, sendo que Plummer saiu premiado nos dois últimos.

Toda Forma de Amor é um filme sobre recomeçar a vida, sendo esse recomeço só mais um passo, ou uma mudança geral. Escrevo sobre ele aqui por acreditar que, sendo heterossexuais ou gays, todos temos o direito de usar nossas próximas páginas para simplesmente ser feliz.

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Por Jader Plano B

Ontem eu ainda não sabia sobre qual filme iria escrever aqui hoje, até que vi o vídeo “A Homossexualidade é Pecado?” no Facebook e pensei, “caracas, de que filme é essa cena?”, foi então que fiquei pesquisando a filmografia da Sigourney Weaver para encontrar o nome do filme, até que encontrei e fui assistir Prayers for Bobby, que não foi lançado aqui no Brasil, pois foi produzido apenas para TV.

O filme Prayers for Bobby (Orações Para Bobby em tradução livre) é baseado no livro de Leroy F. Aarons e conta com direção de Russell Mulcahy. Além de Sigourney Weaver (que foi indicada ao Screen Actors Guild Awards, ao Emmy e ao Globo de Ouro por seu papel no filme), o elenco principal ainda conta com Ryan Kelley e Henry Czerny.

O filme narra a história de Bobby Griffith, personagem de Ryan Kelley, e sua relação com sua mãe, uma mulher muito religiosa que não aceita o pecado de seu filho.

Em certo momento Bobby descobre que é gay e – como na maioria dos casos – não aceita sua sexualidade. Mas, o pior está na reação de sua família, que é extremamente religiosa, principalmente sua mãe. Bobby tenta seguir os conselhos de sua mãe, pois acredita que existe pecado em ser gay e não deseja ver sua própria família sentido ódio pelo que ele é.

A primeira parte do filme é focada no ponto em que Bobby descobre que é gay até a parte em que aceita sua condição e começa a viver sua primeira história de amor, mas como nem nos filmes o mundo é perfeito, tudo que ele esperava desmorona e Bobby não vê alternativa a não ser a morte, pois agora ele está sem sua família e sem o homem que amava.

A segunda parte do filme é focada na reação da família Griffith á inesperada morte de seu filho e o desespero da matriarca. A princípio o pensamento de Mary Griffith (personagem de Sigourney Weaver) não muda, o que ela mais deseja é ter certeza de que seu filho foi para o céu, visto que um de seus maiores desejos é ter sua família reunida no reino de Deus e, por isso, ela sai em busca de respostas, até que encontrar uma congregação que aceita gays e descobrir que parte da Bíblia pode ser interpretada de diversas formas diferentes.

A partir deste momento do filme que eu te dou um conselho, pegue um lenço, ou melhor, uma toalha, pois as lágrimas não serão poucas.

Aos 20 anos de idade Bobby termina com sua vida e, após a morte de seu filho, Mary descobre um diário e passa a entender de fato o que se passava na mente dele, acreditando que a homossexualidade não é condenável.

O desespero daquela mãe que se culpa por perder seu filho é tão triste que eu ouso dizer que “Prayers for Bobby” é um dos filmes que mais me fez chorar. A produção pode não ser uma obra de arte da TV, ou também não ser perfeito em termos técnicos, mas consegue exprimir todo o sentimento que todos nós – gays – sentimos quando achamos que não somos perfeitos.

Pode parecer bobo esse discurso, mas no filme não é. Acho que todas as nossas mães deveriam assistir a esse filme, não para entender o que é ser homossexual, e sim para conhecer mais uma história como a delas.

“A Homossexualidade é Pecado?”

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Dica de Filme: Strapped

Publicado: 27/01/2012 por @peagapenalvez em Cinemão
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Por Jader Plano B

Eu não conhecia Joseph Graham, muito menos seu filme Strapped, o segundo em que assina como diretor, mas recebi uma dica de um dos integrantes do blog e resolvi assistir. E o resultado é: eu não queria que o filme acabasse mais!

Não, eu não estou querendo dizer, neste primeiro parágrafo, que Strapped é uma obra prima. Longe disso, é um bom filme ruim (analisando como uma obra de cinema), mas é extremamente sexy, contando a história do mihcê que se vê perdido em um prédio labiríntico e começa a atender os desejos de alguns dos moradores.

Em Strapped somos apresentados a um jovem muito atraente que ganha a vida como michê, ele não tem nome, ou melhor, tem vários. Dono de uma personalidade afável e muito eficiente no sexo, ele consegue ser um cara diferente para cada cliente que ele atende. Eu não conheço nada sobre o mundo dos michês, mas acredito que deve ser mais ou menos assim: sem nome e sem personalidade, ou mesmo tempo que tem vários nomes e várias personalidades.

Somos apresentados ao jovem quando ele atende seu primeiro cliente, um homem com quase 40 anos que sempre escondeu sua homossexualidade, para ele nosso protagonista conta uma história, que era na verdade a história que o seu cliente precisava ouvir. Quando vai embora, ele se perde no labirinto que é o aquele prédio e acaba descobrindo que aquele era um dos prédios mais gays, da rua mais gay daquela cidade.

O interessante de Strapped é a forma como ele apresenta todos os tipos de homossexuais. Primeiro aquele que sempre trabalhou com a negação, nunca se deixando levar pelos seus desejos, depois passa por o agenciador de “meninas”, que numa brincadeira finge que conhece o protagonista, só para ter uma diversão aquela noite. Logo depois somos apresentados ao homofóbico casado, que sente atração por homens, mas nega para si mesmo e assim adiante, até que numa certa parte da noite, nosso michê começa a pensar sobre sua vida e olhar para si mesmo de uma forma diferente.

É a clássica história daquele cara que nunca se apaixonou e que mesmo não acreditando nisso, espera – mesmo que inscoscientemente – alguém dar a mão e oferecer uma oportunidade de ser feliz.

Confesso que a conclusão de Strapped é fraca, como se todos os problemas do mundo pudessem ser resolvidos com amor (amor ajuda, mas não funciona tanto assim). A trilha sonora é bacana e resolve bem apresentando o suspense que o diretor tenta exprimir no filme, que tenta nos deixar meio confusos na primeira parte – e consegue.

Se vai assistir Strapped, prepara-se. O filme é sexy, cheio de cenas de nudez e mostra um pouco de cada parte do mundo gay. É uma boa experiência.

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Por Jader Plano B

Gus Van Sant é um gênio, digo isso não somente por “Gênio Indomável”, um dos melhores filmes em minha opinião, mas pelo conjunto de sua obra. Seus filmes são memoráveis, incluindo Inquietos, sua última produção. Mas não estou aqui para falar do diretor e sim de um de seus maiores filmes, o delicado “Milk – A Voz da Igualdade”, indicado em 8 categorias no Oscar 2009.

O filme é baseado na história de Harvey Milk, que, em menos de oito anos, passa de uma pessoa normal à um ativista político, lutando a favor dos direitos homossexuais. Engana-se quem pensa que o filme conta a história de um político, pois o roteirista Dustin Lance Black e Gus Van Sant, conseguiram extrair neste filme, o homem por trás dos discursos políticos, mostrando seus medos, seus dramas e sua audácia.

A história de “Milk – A Voz da Igualdade” começa nos anos 70, quando o nova-iorquino Harvey Milk decide mudar de vida e morar com seu namorado. Ele, interpretado brilhantemente por Sean Penn, abre uma loja e, após sofrer preconceitos, decide buscar direitos iguais e oportunidades para todos, sendo homossexuais ou não. Além de contar com seu namorado Scott (interpretado por James Franco), Harvey Milk consegue apoio de amigos e entra numa batalha política.

Harvey sofre derrotas e mais derrotas, até que – após alguns anos – consegue ser eleito para o quadro de Supervisor da cidade de San Francisco, isso em 1977. Neste momento ele entra para história como o primeiro gay assumido a alcançar um cargo público de importância nos EUA.

Se você conhece um pouco da história de Harvey Milk saberá qual será o desfecho do filme, mas mesmo assim não darei spoilers.

Não sei se estou em um momento que muitas histórias me emocionam, mas a sensibilidade de Milk e a atuação de Sean Penn no papel principal renderam várias lágrimas enquanto eu assistia ao filme. Lamento reconhecer que eu não havia assistido ainda, mas a história veio em um bom momento. Em um mundo, ou melhor, em uma nação cheia de bolsonaros e malafaias quem sabe precisaríamos de um Harvey Milk.

O filme é estrelado por Sean Penn (como Harvey Milk), que ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2009, e ao seu lado estão os atores Emile Hirsch como Cleve Jones, Josh Brolin interpretando brilhantemente Dan White, Diego Luna como o estranho Jack Lira, James Franco – lindo – emprestando seu talendo para Scott Smith, Alison Pill vivendo Anne Kronenberg e Victor Garber como o Prefeito George Moscone.

As cenas finais de “Milk – A Voz da Igualdade” me fizeram ter certeza que não assistir ao filme nos cinemas foi uma bela decisão, são cenas tão perfeitas que eu não tenho dúvidas – e nem vergonha em dizer – que sairia chorando muito.

Sem esperança a vida não é digna de viver“, Harvey Milk

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Por Jader Plano B

Hoje resolvi fazer algo diferente, não vou falar sobre filmes gays, principalmente por que quando parei para pensar “sobre o que escreveria” não veio nenhuma produção com temática GLS na cabeça. Por isso hoje vou falar sobre um dos filmes que mais gosto.

A produção é “Across the Universe”, que além de ter uma história, digamos, “bonitinha” é um musical, porém só com músicas dos Beatles.

A história de Across the Universe começa em Liverpool, de onde o inglês Jude (interpretado pelo lindo do Jim Sturgess) decide partir para os EUA em busca de seu pai. Junto com a partida de Jude, o longa começa com uma das músicas mais polêmicas dos Beatles, tanto no campo musical quanto no campo policial. A canção é Helter Skelter e mostra a ida do garoto de Liverpool, para os EUA. Ao chegar, ele conhece Max (vivido por Joe Anderson), um estudante rebelde. Ao se tornar amigo do rapaz, Jude conhece sua irmã, personagem de Evan Rachel Wood e se apaixona.

A produção é um musical, mas com uma história dramática e psicodélica, com uma guerra como plano de fundo. Onde Jude e Lucy passam por situações que abalam seu relacionamento, em meio às turbulências da Guerra do Vietnã e os protestos dos americanos.

A trama do filme vai dos movimentos de contracultura aos protestos contra a Guerra do Vietnã, mas sempre com um toque psicodélico, fazendo uma homenagem a banda mais famosa de todos os tempos: Os Beatles.

Em “Across the Universe! são cantadas 33 músicas, que se encaixam perfeitamente na história dos personagens, o que tornou o filme bem interessante, porém longo demais, mas para quem gostou – como eu – é uma boa!

A trilha sonora é totalmente formada por clássicos musicais já interpretados pela banda inglesa The Beatles, algumas delas são: Girl – interpretada por Jim Sturgess; Helter Skelter – interpretada por Dana Fuchs; It Won’t Be Long – interpretada por Evan Rachel Wood; Being for the Benefit of Mr. Kite! – interpretada por Eddie Izzard; Lucy In The Sky With Diamonds – interpretada por Bono.

Across the Universe tem participação especial de Bono, do U2, que faz o papel de Dr. Robert, um hippie malucão.

Quem também fez uma pequena participação na produção foi à atriz Salma Hayek, que já trabalhou com a diretora Julie Taymor em Frida (2002). Ela mesma pediu para participar do filme, mesmo que fosse em um papel pequeno.

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