O preconceito dentro da diversidade sexual

Publicado: 16/10/2012 por @peagapenalvez em Matéria Especial

O preconceito dentro da diversidade sexual

Há 43 anos lutamos por direitos iguais e o fim da homofobia, desde A Revolta de Stonewall que gays, lésbicas, bissexuais, travestis e trangêneros saem as ruas, brigam contra uma sociedade machista que sempre colocou os LGBTs como cidadãos de segunda categoria, mas até que ponto dentro do universo gay nos categorizamos como 1ª, 2ª, 3ª… categoria? Existe o preconceito dentro da diversidade sexual.

Cada dia mais vivemos em guetos mais segmentados, e esquecemos que dentro da diversidade sexual somos todos iguais. O grupo de barbies e homens sarados que faz pouco caso com os bears, que por sua vez acham ué gays mais efeminados, que não gostam de travestis, que acham as barbies horrendas completando um círculo vicioso de preconceito em um grupo que deveria se unir contra o preconceito que todos sofrem.

Esses são apenas exemplos de como nós mesmos sofremos e infligimos o preconceito dentro de nosso micro universo. Até que ponto somos vítimas ou algozes? Até que ponto não precisamos realmente nos unir [dentro de nossas diferenças] para realmente lutar como uma verdadeira comunidade LGBT?

Logo que conheci o universo gay fiquei super feliz porque via que [aparentemente] todos eram iguais dentro de sua diferença, mas depois de anos convivendo dentro do meio percebi o quanto somos frágeis como grupo e o quanto isso nos torna fracos pela luta do bem comum. Sempre ouvia que as travestis eram perigosas e mal educadas mas depois de conhecer várias, pude perceber que não são assim. Adoro minhas amigas travas.

Se falar sobre bissexuais então… A coisa fica pior ainda. Talvez sejam eles que sofram mais o preconceito [juntamente com as travestis], porque além da maioria do população não entender como alguém pode gosta de ambos o sexos, os próprios LGBTs os chamam de inconstantes, que não sabem o que quer… mas a bissexualidade é uma realidade tão constante quanto a própria homossexualidade.

Como podemos apontar o dedo para alguém que fala mal de LGBTs se nós mesmos não estamos preparados para conviver como as nossas diferenças? Como cobrar do outro aquilo que nem nós conseguimos colocar em prática?

Assim como a maioria não é homogênea, a minoria tampouco seria, e o dia que aprendermos a respeitar a diversidade dentro da diversidade passaremos a realmente ter orgulho não de gays, lésbicas, bissexuais, travestis ou transgêneros, mas seres humanos.

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