TRANSformando: Minha identidade

Publicado: 20/08/2012 por @BechaMa em TRANSformando
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Imagem original por Jonathan Ducruix, série Metamorphosis

Muitas pessoas não gostam do nome que tem, e isso já é um incomodo sem tamanho. Mas e quando seu nome não corresponde a sua identidade? E quando você é uma mulher, mas seu nome de registro é Fernando?

O nome social é o nome escolhido por travestis e transexuais, o nome a ser usado, o nome com o qual se apresentam e se identificam. Assim como muitas pessoas usam apelidos para se apresentar, usa-se o nome social. Para quem usa apelido, mostrar a identidade, ou responder a chamada, não é um grande problema. Mas a coisa muda de figura para transexuais e travestis, uma vez que o RG não corresponde a identidade da pessoa, o RG é avesso a identidade.

O problema vai além do RG, que é tido como documento de identidade, uma vez que adota-se o nome social em diferentes fases da vida. Uma chamada na escola, na faculdade, pode ser uma tortura para muitas pessoas. Existem instituições que aceitam o nome social e os colocam na chamada, mas existem instituições que insistem no uso do nome de registro. Causando conflitos e desconforto.

A questão pode parecer mais simples, e banal, para quem observa de fora. Mas simples de verdade é respeitar a identidade. A situação atual é complexa e triste. O desrespeito ao nome social é uma forte demonstração de transfobia. É negar a estas pessoas um de seus direitos mais básicos, serem quem são.

Existe a possibilidade alterar o nome civil. Não existe legislação específica para que tal mudança seja feita, mas a lei permite. É necessário entrar com uma ação judicial onde o resultado dependerá do Juiz ou da Juíza.

O Rio Grande do Sul aprovou, recentemente, o uso da carteira com nome social. A carteira terá a mesma função que o RG, mas respeitará a identidade. É um grande passo para o reconhecimento e respeito de cidadãos como quaisquer outros. Falta agora a implantação em todo o território nacional, e quem sabe, em um futuro mais digo, no mundo todo.

O nome social não é uma apelido, mas sim a representação da identidade.

comentários
  1. Joanne disse:

    Becha, assim que puder, por favor, fala sobre a situação do processo de transgenitalização pelo SUS. Queria tirar algumas dúvidas, principalmente: se eu começasse a tomar hormônios antes de me inscrever pelo SUS e ter toda a participação do endocrinologista, psiquiatra e toda a equipe responsável pelo processo no SUS, ainda teria que esperar os dois anos mínimos de processo para ter autorização para a cirurgia (esperar depois de inscrita no SUS) e, depois de receber a autorização, esperar ainda mais a média de dois anos na espera pela cirurgia ou tomando antes isso poderia ser adiantado?Além disso, queria saber melhor sobre os lugares no país em que a hormonioterapia e a cirurgia são feitos pelo SUS e em cada lugar o que pode ser feito realmente e que profissionais são disponibilizados. E também entender melhor como inscrever-me, onde adquirir informações e quanto realmente custaria fazendo pelo SUS.

  2. @BechaMa disse:

    Falarei em breve. :)
    Não posso dizer exatamente quando, talvez semana que vem ou na outra.
    Esse texto já está sendo elaborado, só estou confirmando e apurando algumas informações.
    Segura, que o texto já vem.
    E qualquer assunto, dúvida, só falar. Vou tentar responder o mais rápido possível.
    Beijos

  3. Joanne disse:

    Ai, obrigada. Vou aguardar. :D

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