MAXtrubação Mental #47

Publicado: 11/08/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Finalizando o conto, aí vai a última parte.  Para quem ainda não leu o começo, é só clicar: [PARTE 1] [PARTE2] [PARTE3] [PARTE4].

“Já em casa, comecei a pensar em tudo o que tinha acontecido naquele dia.   Muitas perguntas povoavam minha mente.  Será que fiz certo?  Será que perdi a oportunidade de transar com ele?  Será que se tivesse transado me arrependeria depois?  E aquela aliança queria dizer o que?  Teria ele uma namorada ou namorado?  Se tinha, por que estava se aventurando com alguém que havia acabado de conhecer?  Teria ele uma vida dupla?  Será que se eu tivesse transado com ele nos veríamos depois, ou seria somente uma transa casual?

Naquela noite demorei a pegar no sono.  Meu corpo pedia cama, mas minha cabeça não me deixava dormir.

No dia seguinte acordei com uma certa “ressaca moral” pelo dia anterior.  Tentei não pensar muito no assunto, mas não adiantava,  as indagações eram maior que qualquer coisa que eu fizesse para tirar aquilo do pensamento.

Decidido a tirá-lo da cabeça,  convidei uma amiga para darmos uma volta no parque.  Fazia sol, estava um dia muito agradável para sair de casa e caminhar um pouco.  Seria ótimo ter uma outra ótica da história.

Enquanto caminhávamos e conversávamos, ao longe eu vejo um casal se aproximar de mãos dadas.

Minha amiga estranhou o meu silêncio repentino.  Era ele se aproximando com a namorada.

Senti meu corpo não responder às minhas vontades e o que eu mais queria naquele momento  era cavar um buraco no meio do parque para me esconder de tanta vergonha que senti de mim.

Vi-me numa situação surreal.  Conversando com a minha amiga sobre a noite anterior e ao mesmo tempo, o objeto da minha história aparecia na minha frente.

Eu não sabia se mudava de direção, se fingia um desmaio, se corria… enfim… paralisei totalmente.

Não sei onde arrumei forças para continuar caminhando e tentando disfarçar meu nervosismo.  Ele e a namorada passaram por nós e ele simplesmente fez de conta que não me viu.  Era como se eu fosse um total desconhecido, e ao que pareceu ele não teve nenhum tipo de reação ao me ver.

Passado o esbarrão no parque, contei para a minha amiga o motivo da minha mudança repentina.

Já um pouco mais calmo, resolvi voltar para casa.  Era muita informação para um dia só.  Aliás, foram dois dias seguidos de muita informação.

Sozinho em casa pensando sobre tudo, percebi que fiz o que era certo.  Eu já deveria ter me dado conta de que ninguém usa uma aliança na mão como enfeite.  O fato de ele ter topado irmos para um local reservado já me indicava que era apenas sexo casual com um desconhecido.  Certamente não era a primeira vez que ele fazia aquilo.  Marinheiros de primeira viagem não aceitam a proposta assim tão facilmente logo de cara.

Foram muitos os sinais que eu não quis ver.  Talvez por eu estar carente, acabei “romantizando” a situação.

Graças ao meu momento de lucidez, evitei damos maiores a mim.  Se eu tivesse transado com ele, provavelmente teria criado expectativas de uma continuidade para um futuro relacionamento.

Espero um dia poder encontrar alguém que esteja disposto a cultivar um relacionamento.  Sou um cara do bem e sei que um dia vou encontrar alguém que goste de mim e, que acima de tudo me respeite.”

FIM

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

 

 

 

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