MAXturbação Mental #44

Publicado: 21/07/2012 por Max Castro em MAXturbação Mental
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Vamos dar continuidade ao conto da semana passada?  Para quem perdeu, o link da primeira parte é esse [PARTE 1].

Espero que gostem.  Quero saber qual a opinião de vocês.

“Ele agiu naturalmente como se nada tivesse acontecido.  Mas eu não soube disfarçar muito bem.  Ficou claro que aquilo me incomodou um pouco.

Eu não estava fazendo a linha puritano e recatado, é que realmente  aquela situação estava totalmente fora do contexto para mim.

Sabe aquele momento em que a pessoa está falando com você, mas sua cabeça está tão longe que só se ouve ao fundo uma voz e os pensamentos viajam?  Pois bem, eu estava assim naquele momento.  Não sabia como reagir e o que falar.  Deixei-o continuar a falar do trabalho e dos problemas que estava enfrentando com seus colegas.  Depois de alguns instantes consegui voltar a prestar atenção no que ele falava.  Claro que não teci nenhum comentário sobre o assunto, havia perdido grande parte da conversa mergulhado em meus pensamentos.

Naqueles poucos instantes, um milhão de coisas passaram pela minha cabeça.  Passado o momento, voltei à mesa.

Continuamos conversando e terminamos o que havíamos pedido.  A presença dele era tão agradável que apesar de termos terminado continuávamos sentados conversando.  Perdi totalmente a noção do tempo.  Quando vi, já havia se passado 3 horas que estávamos sentados conversando.

Não sabia o que fazer, o que dizer, mas já não dava mais pra ficar ali sentado como se estivéssemos numa praça ou em um bar.  Outras pessoas chegavam e precisavam de uma mesa para se sentar.

Pensei em convidá-lo para irmos ao cinema, ou a um bar, sei lá, qualquer outro lugar, mas aquela aliança no dedo me dizia que não deveria.  Pensei em “n” maneiras de convidá-lo, mas não sabia se era o certo a fazer naquele momento.

Pelo sim, pelo não, resolvi convidá-lo para irmos a outro lugar.  Criei coragem e deixei a razão de lado.  O “não” eu já tinha, então resolvi arriscar.

Para a minha surpresa ele aceitou o convite para sairmos dali e irmos para outro lugar qualquer.  Mas onde?  Eu convidei, então eu teria que sugerir para onde iríamos.

Sugeri um bar tranquilo que havia no centro da cidade.  E assim foi.  Deixei meu carro no estacionamento do fast food e fomos no dele.

Chegando no estacionamento do bar, ele pára o carro e vai em direção ao porta luvas para pegar alguma coisa e apoia uma das mãos na minha perna.

Senti um frio na barriga e meu rosto ficar vermelho de vergonha.  Agi como se fosse a coisa mais natural da face da terra.

Ele percebeu e me perguntou o que havia de errado.  Eu sem graça disse que nada.  Que estava tudo bem.  Impressão dele haver algo de errado.  Foi aquele sorriso forçado, que nitidamente deixou claro que eu estava incomodado com alguma coisa.  Mas ele não me questionou mais nada.

Saímos do carro e fomos para o bar.  Sentamos e pedimos cerveja para continuar nossa conversa.

Realmente ele era uma pessoa muito agradável, alguém com quem eu poderia conversar por horas e não faltaria assunto.

Ficamos bastante tempo no bar,  tempo suficiente para anoitecer e continuarmos lá conversando e bebendo.

Resolvemos que estava tarde e que iríamos embora.  A essa altura, já estávamos levemente alcoolizados.

Fizemos o caminho contrário ao anterior.  Entrei no carro e novamente ele se apoia na minha perna para guardar os documentos do carro no porta luvas.

Diferente da primeira vez eu não senti vergonha, na verdade fiquei excitado com aquilo.  Acho que tinha deixado a minha vergonha no bar. RS. Dessa vez eu o encarei e ele simplesmente sorriu.”

[CONTINUA]

Super mega beijo a todos.

Max Castro.

comentários
  1. Alexiel disse:

    meu deusssss! Ta matando agente assim

  2. Ritinha Lima disse:

    Isso Alexiel!
    Gente, será que tem final feliz?
    Super adoreiiii Mega Lindo!

  3. Ai, Deus! Quero saber o final. Não nos enrole!

  4. Gui disse:

    Pq tem outras partes?!?!?!?? uahsuahsuhaushas…. na expectativa do fim!

  5. Alexiel disse:

    Não to na expectativa só pelo final feliz, se houver, mas ler um texto que me faz pensar, questionar, absolver algo novo ou repaginar um conceito que já tenho me causa, na falta de um termo melhor, orgasmos emocionais e intelectuais. Adoro uma maxturbação mental, hua.
    E meu climax tá atrasado a 1 semana!

  6. Junior disse:

    Ahhhhhh Pára de fazer isso!!!!
    O jeito é exigir masturbação mental diária.

    Adorando a estória

  7. […] continuidade ao conto… [PARTE1] [PARTE2] […]

  8. […] o conto, aí vai a última parte.  Para quem ainda não leu o começo, é só clicar: [PARTE 1] [PARTE2] [PARTE3] […]

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